O que aconteceu

A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) anunciou, em 30 de janeiro de 2026, a nomeação de Luiz Fernando Leone Vianna como seu Presidente Executivo interino. Vianna, que já ocupa a posição de Vice-Presidente Institucional e Regulatório do Grupo Delta Energia e Vice-Presidente do Conselho da ABGD, assume a nova função após a renúncia do ex-Presidente-Executivo Carlos Evangelista.

A decisão foi tomada pelo Conselho da ABGD em reunião realizada em 21 de janeiro de 2026, por indicação do Presidente do Conselho, Eng. José da Costa Carvalho Neto. O novo Conselho Deliberativo, composto por dezesseis conselheiros de grandes empresas do setor, foi eleito em Assembleia Geral da ABGD em 12 de dezembro de 2025 para o biênio 2026/2027.

O que muda

Com a chegada de Vianna, a ABGD busca intensificar sua atuação no cenário regulatório e institucional. Ele expressou o objetivo de “contribuir tecnicamente para o aprimoramento do ambiente regulatório e ampliar ainda mais o diálogo com agentes públicos e privados, com foco em segurança jurídica, previsibilidade e no avanço responsável da geração distribuída”.

A nova gestão interina deve dar continuidade à consolidação da ABGD como representante do setor de geração distribuída, que, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), soma mais de 44 GW de potência instalada, com cerca de 3,9 milhões de sistemas em operação e aproximadamente 21 milhões de brasileiros beneficiados.

Quem é afetado

A mudança na liderança da ABGD tem impacto direto em toda a cadeia da geração distribuída no Brasil. Isso inclui:

  • Consumidores e empresas que buscam energia solar: A atuação da ABGD influencia o ambiente regulatório que define as regras para a instalação e operação de sistemas de geração distribuída. Um ambiente regulatório mais estável e previsível pode facilitar o acesso à energia solar.
  • Produtores rurais: Assim como outros consumidores, produtores rurais que utilizam ou planejam utilizar a geração distribuída para reduzir custos de energia são diretamente impactados pelas políticas e regulamentações defendidas pela associação.
  • Empresas do setor de energia solar e GD: Integradores, fabricantes, distribuidores e desenvolvedores de projetos de geração distribuída dependem da ABGD para representação de seus interesses junto aos órgãos reguladores e legislativos.
  • Órgãos reguladores e formuladores de políticas: A ABGD é um ator chave no diálogo com entidades como ANEEL e o Ministério de Minas e Energia, influenciando decisões que afetam o futuro da geração distribuída no país.

Por que isso importa

A nomeação de um presidente executivo interino com a experiência de Luiz Fernando Leone Vianna, que já presidiu a Copel, foi diretor-geral brasileiro de Itaipu e presidente da APINE, sinaliza um foco contínuo da ABGD na defesa dos interesses do setor de geração distribuída. Em um momento de constante evolução regulatória, ter uma liderança experiente é crucial para garantir a segurança jurídica e a previsibilidade necessárias para o crescimento sustentável da energia solar e outras fontes de geração distribuída no Brasil.

A ABGD, que completou 10 anos de atuação em 2025, tem sido fundamental na promoção de um modelo energético mais descentralizado e inovador, e a nova liderança interina é estratégica para manter essa trajetória.

Visão LZ7

A LZ7 Energia observa com atenção as movimentações na ABGD. A experiência e o foco em segurança jurídica e previsibilidade do novo presidente executivo interino são pontos positivos para o setor. Acreditamos que a continuidade de um diálogo construtivo entre a ABGD e os órgãos reguladores é essencial para a criação de um ambiente de negócios estável, que permita o avanço da geração distribuída e traga benefícios tangíveis para consumidores residenciais, comerciais e rurais que buscam eficiência energética e economia na conta de luz.

O que acompanhar agora

É importante acompanhar as próximas ações da ABGD sob a liderança interina de Luiz Fernando Leone Vianna, especialmente no que tange ao diálogo com agentes públicos e privados sobre o aprimoramento regulatório. A escolha da nova Diretoria Executiva permanente, que será definida após consulta ao mercado, também será um ponto a ser observado, pois consolidará a estratégia da associação para os próximos anos.