Com a eleição do governador Sergio Moro e do vice Edson Vasconcelos para o Palácio Iguaçu, a partir de 1º de janeiro de 2027, o agronegócio paranaense já articula suas prioridades e demandas urgentes para a nova gestão. Após meses de campanha, com propostas e promessas, o setor produtivo rural do Paraná espera que o novo governo atue de forma decisiva para resolver problemas crônicos que impactam diretamente a economia e a vida no campo.

As expectativas são altas, não apenas para o agronegócio, mas para os quase 12 milhões de paranaenses que aguardam melhorias em áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública e emprego. No entanto, para os produtores rurais, algumas questões se destacam pela sua criticidade e pela necessidade de intervenção imediata do poder público.

Energia Elétrica: Uma Prioridade Inadiável para o Campo

Um dos pontos mais críticos e que clama por uma solução urgente é o fornecimento de energia elétrica no Paraná. A instabilidade e a precariedade da rede elétrica têm sido uma constante, tanto em áreas urbanas quanto rurais, gerando prejuízos significativos e transtornos à população.

A gravidade da situação foi evidenciada até mesmo durante o pleito eleitoral, quando, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), 94 municípios do estado registraram falta de energia. Esse número representa quase um quarto do total de cidades paranaenses, demonstrando a amplitude do problema.

No meio rural, a situação é ainda mais alarmante. Produtores agrícolas e pecuaristas convivem diariamente com oscilações e quedas de energia, cujos impactos são, na maioria das vezes, imediatos e catastróficos. A falta de energia pode levar à morte de animais, danificar equipamentos essenciais para a produção, causar a perda de safras e, consequentemente, gerar prejuízos financeiros incalculáveis para os agricultores.

Diante desse cenário, o setor agropecuário exige uma revisão profunda na atuação da Companhia Paranaense de Energia (Copel). A expectativa é que, a partir de janeiro, haja um alinhamento rápido para melhorar a velocidade de ação e reação da empresa, intensificar a rotina de manutenção da rede e implementar um plano de manejo preventivo eficaz. O governo estadual, como um dos principais acionistas da Copel, detendo 15,9% das ações, é visto como fundamental para fazer valer esse papel e cobrar as melhorias necessárias.

Agro Paranaense Pressiona Novo Governo por Soluções Urgentes
Foto: NP Diário — Norte Pioneiro

Outras Demandas Essenciais para o Agronegócio

Além da questão energética, o agronegócio paranaense apresenta outras pautas que precisam ser tratadas com a mesma urgência e prioridade pela nova gestão. Essas demandas abrangem diversas áreas que são vitais para o desenvolvimento e a competitividade do setor:

  • Segurança no Campo: Aumentar a proteção para produtores e suas propriedades, combatendo crimes rurais e garantindo a tranquilidade para quem trabalha e vive no campo.
  • Estradas Rurais: Melhorar a infraestrutura viária nas áreas rurais, facilitando o escoamento da produção e o acesso a serviços essenciais.
  • Educação Profissional Agrícola: Investir na formação e capacitação de mão de obra para o setor, garantindo que os profissionais do campo estejam atualizados com as novas tecnologias e práticas agrícolas.
  • Conectividade Rural: Ampliar o acesso à internet e outras tecnologias de comunicação nas áreas rurais, essencial para a gestão das propriedades, acesso a mercados e inclusão digital dos produtores.
  • Crédito: Facilitar o acesso a linhas de crédito com condições favoráveis para investimentos, custeio da produção e modernização das atividades agrícolas.

Plano Diretor como Bússola para a Nova Gestão

Para guiar as ações do novo governo, o Sistema FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) já forneceu um material robusto e detalhado. Em agosto, a entidade entregou o “Plano Diretor para o Agronegócio Paranaense 2027/30”, elaborado em colaboração com os sindicatos rurais de todo o estado.

Este documento é fruto de um trabalho minucioso que buscou reunir as propostas e necessidades reais de quem vivencia o dia a dia do campo, tanto dentro quanto fora da porteira. Ele serve como uma bússola para o planejamento da equipe de transição nos próximos três meses, fornecendo um norte claro para as ações práticas que deverão ser implementadas a partir de janeiro de 2027.

“Chegou a hora de arregaçar as mangas e tirar do papel os compromissos assumidos em campanha. O futuro governador e seu vice podem contar com o agro, assim como o agro conta com eles!”
— Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP

O Sistema FAEP, os sindicatos rurais e os produtores paranaenses depositam grande confiança na nova gestão, mas também cultivam expectativas elevadas em relação ao trabalho de Sergio Moro e Edson Vasconcelos. A mensagem é clara: o agronegócio está pronto para colaborar, mas espera que os compromissos assumidos em campanha sejam efetivamente transformados em políticas públicas e ações concretas que beneficiem o setor e todo o estado do Paraná.

O que isso significa para a região

Para o Norte Pioneiro do Paraná, uma região com forte vocação agrícola e pecuária, as demandas levantadas pelo Sistema FAEP são de extrema relevância. A melhoria no fornecimento de energia elétrica, em particular, é um anseio antigo dos produtores locais. Apagões e oscilações afetam diretamente a produtividade, a segurança alimentar e a rentabilidade das propriedades rurais na região, que dependem da eletricidade para sistemas de irrigação, ordenha, refrigeração e diversas outras operações essenciais.

A segurança no campo e a melhoria das estradas rurais também são pontos cruciais para o desenvolvimento do Norte Pioneiro, garantindo o escoamento da produção e a proteção dos investimentos dos agricultores. A expectativa é que o novo governo, ao considerar o Plano Diretor do Agronegócio, implemente medidas que tragam benefícios diretos e tangíveis para os produtores da nossa região, fortalecendo a economia local e promovendo um ambiente mais seguro e produtivo para todos.

Leitura da LZ7 Energia

A preocupação do agronegócio paranaense com a qualidade e a estabilidade do fornecimento de energia elétrica ressalta a urgência de soluções eficazes para o setor rural. Para empresas como a LZ7 Energia, atuante no Norte Pioneiro do Paraná, essa demanda representa uma oportunidade e um desafio. A instabilidade da rede convencional, com apagões e oscilações, não apenas gera prejuízos diretos aos produtores, mas também evidencia a vulnerabilidade do sistema atual. Nesse contexto, a energia solar fotovoltaica surge como uma alternativa robusta e confiável, capaz de oferecer autonomia e segurança energética para propriedades rurais. A geração distribuída solar pode mitigar os impactos das falhas na rede, reduzir custos operacionais e contribuir para a sustentabilidade das atividades agrícolas e pecuárias, alinhando-se à necessidade de modernização e eficiência que o setor tanto busca.

Fonte: NP Diário — Norte Pioneiro — matéria original publicada em npdiario.com. Imagens e vídeos: NP Diário — Norte Pioneiro. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.