O empresário Amauri Rodrigues Pinha, atual presidente do Conselho de Administração da Empresa Construtora Brasil (ECB), parte do Grupo Mota-Engil, encontra-se no centro de um debate público após ser citado pela lobista Roberta Luchsinger. A menção ocorreu no último sábado, 17 de outubro de 2026, e levanta questionamentos sobre a obtenção de contratos bilionários da empresa com o governo federal, sugerindo uma possível influência devido à sua proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A controvérsia surgiu durante uma entrevista de Luchsinger à CNN Brasil. Questionada sobre a suposta participação de Lulinha em acordos contratuais de construtoras com o governo, a lobista respondeu afirmativamente, direcionando a atenção para Pinha. Segundo ela, Amauri Pinha, que seria vizinho de Lulinha, assumiu a presidência da ECB no Brasil, e desde então a companhia teria acumulado contratos que totalizam R$ 2 bilhões com o governo federal. Luchsinger não afirmou explicitamente a ilegalidade, mas sugeriu que a situação deveria ser investigada. “Até onde sei, quem se tornou presidente dessa empresa no Brasil é o vizinho dele, o Amauri, o Amauri Pinha”, declarou a lobista. Ela complementou que “Isso tem que ser questionado. O presidente da República tem que questionar”.

O Empresário Amauri Pinha

Amauri Rodrigues Pinha assumiu a presidência do Conselho de Administração da Empresa Construtora Brasil em janeiro de 2025. Sua trajetória profissional é marcada por uma sólida experiência no setor de engenharia e construção. Pinha é engenheiro eletrotécnico, formado pela Faculdade de Engenharia Industrial, e possui mestrado em administração financeira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Antes de integrar a ECB, o empresário teve passagens por importantes companhias do setor. De 1988 a 2010, atuou na Construtora Camargo Corrêa, onde chegou ao cargo de diretor. Posteriormente, entre 2012 e 2014, foi CEO da AG-Dangote, uma joint-venture da Andrade Gutierrez na África. Seu último posto antes de assumir a liderança na ECB foi como diretor-geral da ARPinha, sua própria empresa de consultoria, onde permaneceu por uma década, de 2015 a 2025.

A Empresa Construtora Brasil (ECB)

A Empresa Construtora Brasil, fundada em 1945, tem sua sede em Belo Horizonte, Minas Gerais. A companhia possui uma vasta área de atuação, concentrando-se na implantação de infraestrutura em diversos segmentos. Entre eles, destacam-se projetos rodoviários, ferroviários, aeroportuários, minerários, de mobilidade urbana, além de serviços industriais e atuação no segmento de óleo e gás.

A ECB passou por mudanças significativas em sua estrutura acionária nos últimos anos. Em 2012, a empresa vendeu metade de suas ações para o Grupo Mota-Engil. Em 2025, o grupo português consolidou sua participação, adquirindo 100% da companhia, tornando-se seu único proprietário. No mesmo ano de 2025, a ECB assinou um contrato de grande vulto com a Petrobras, avaliado em R$ 4,4 bilhões de reais, para a realização de uma série de intervenções na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), localizada no Rio de Janeiro.

Empresário Amauri Pinha é Citado em Contratos Governamentais Bilionários
Foto: Poder360 — Nacional

Em 2026, o Grupo Mota-Engil, detentor da ECB, foi o vencedor do leilão da Parceria Público-Privada (PPP) para a construção e operação do túnel que ligará Santos a Guarujá, no litoral paulista. O governo federal destinou um investimento de R$ 2,6 bilhões para a construção dessa importante obra de infraestrutura.

Repercussão e Posicionamentos

A declaração de Roberta Luchsinger gerou repercussão imediata, especialmente pela ligação sugerida entre a nomeação de Amauri Pinha e a obtenção de contratos governamentais. A lobista enfatizou a necessidade de transparência e questionamento por parte das autoridades.

“Até onde sei, quem se tornou presidente dessa empresa no Brasil é o vizinho dele, o Amauri, o Amauri Pinha. Isso tem que ser questionado. O presidente da República tem que questionar.”

Procurado pela CNN Brasil para comentar as alegações, o Grupo Mota-Engil, ao qual a ECB pertence, optou por não se manifestar sobre o assunto até o momento da publicação. A ausência de um posicionamento oficial da empresa ou do governo mantém a controvérsia em aberto, aguardando possíveis esclarecimentos futuros.

O Que Isso Significa para a Região

Embora os fatos relatados girem em torno de grandes contratos de infraestrutura em nível nacional, a discussão sobre transparência e a lisura na obtenção de acordos governamentais é de interesse de todas as regiões, incluindo o Norte Pioneiro do Paraná. A atuação de empresas de engenharia em projetos de grande porte, como os mencionados, impacta diretamente a economia e a infraestrutura do país. A integridade nos processos licitatórios e contratuais é fundamental para garantir que os recursos públicos sejam aplicados de forma eficiente e justa, beneficiando a população e promovendo o desenvolvimento regional sem suspeitas de favorecimento. Acompanhar esses debates é crucial para que a sociedade exija a devida fiscalização e a aplicação correta dos investimentos em infraestrutura, que são pilares para o crescimento de qualquer localidade.

Fonte: Poder360 — Nacional — matéria original publicada em poder360.com.br. Imagens e vídeos: Poder360 — Nacional. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.