O Aeroporto Internacional King Khalid, na capital saudita Riad, foi atingido por um segundo ataque em dois dias, conforme informaram autoridades. Um porta-voz militar saudita declarou que um projétil atingiu o aeroporto no domingo, 11 de outubro de 2026, causando um incêndio em um de seus saguões de passageiros. A autoridade de aviação civil da Arábia Saudita confirmou que houve feridos.
Este incidente ocorre um dia após um ataque ao mesmo aeroporto que resultou na morte de 13 pessoas e deixou 308 feridos, seguindo-se a ataques semelhantes ocorridos no início da semana. O grupo Houthi, do Iêmen, assumiu a responsabilidade pelos ataques e emitiu um aviso a companhias aéreas e passageiros para que não utilizem os aeroportos e o espaço aéreo sauditas.
Escalada dos Ataques e Alvos Estratégicos
Os Houthis afirmaram ter alvejado o aeroporto com uma combinação de mísseis balísticos e de cruzeiro, além de drones, nas últimas 24 horas. Eles também relataram ter atacado instalações de petróleo e o aeroporto de Dammam, no leste da Arábia Saudita, segundo o brigadeiro-general Yahya Saree, porta-voz militar do grupo. Saree prometeu continuar as “operações crescentes dentro da Arábia Saudita”, alertando que todos os aeroportos sauditas são alvos potenciais, com exceção daqueles nas cidades sagradas de Meca e Medina.
Os Houthis declaram que seus ataques à Arábia Saudita são uma retaliação ao apoio saudita às forças governamentais na guerra civil do Iêmen, bem como a um ataque aéreo ao aeroporto de Sanaa, capital iemenita. No domingo, o major-general Turki al-Maliki, porta-voz da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, informou que as defesas aéreas interceptaram um míssil perto do aeroporto de Riad, enquanto as autoridades lidavam com o incêndio causado por um “projétil desconhecido” que atingiu o Saguão de Passageiros nº 4.

Reações Internacionais e Vítimas
A comunidade internacional reagiu aos ataques. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos “tomariam uma decisão” e “agiriam muito rapidamente” sobre a possibilidade de atacar os Houthis. O secretário de Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, sugeriu que o Reino Unido poderia “potencialmente” fornecer mais apoio à Arábia Saudita.
O ataque de sábado foi o mais mortal em um único incidente contra um país árabe do Golfo desde o início da guerra entre Israel, EUA e Irã, em fevereiro. A coalizão liderada pela Arábia Saudita prometeu retaliar, classificando o ato como um “crime de guerra”. Entre os mortos no ataque de sábado estavam quatro cidadãos sauditas, dois de Bangladesh e um de cada um dos seguintes países: EUA, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito, de acordo com a autoridade de aviação civil saudita. A embaixada indiana na Arábia Saudita informou no domingo que um homem indiano sucumbiu aos ferimentos sofridos no ataque.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, condenou os ataques e confirmou a morte de um cidadão americano. O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, declarou-se “chocado”. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido está aconselhando contra todas as viagens a partes da Arábia Saudita, incluindo áreas dentro de 10 km da fronteira com o Iêmen, enquanto outras embaixadas ocidentais alertaram seus cidadãos sobre viagens na região.
“O inimigo saudita lançou um ataque aéreo no Aeroporto Internacional de Sanaa, na capital do Iêmen.”
— TV Al Masirah, controlada pelos Houthis
A TV Al Masirah, controlada pelos Houthis, noticiou que “o inimigo saudita” lançou um ataque aéreo no Aeroporto Internacional de Sanaa, na capital do Iêmen. Uma residência na cidade também foi atingida, matando uma criança e ferindo seis pessoas, segundo o veículo de comunicação. A Arábia Saudita não confirmou esses ataques, e a BBC não conseguiu verificar o relatório.
Abdullah Al-Alimi Bawazir, vice-presidente do governo do Iêmen reconhecido internacionalmente, pediu “ações decisivas” de parceiros regionais e internacionais.

Histórico Recente e Contexto do Conflito
O aeroporto de Riad já havia sido atingido na quinta-feira, 8 de outubro de 2026, em um ataque que matou três cidadãos sauditas. Os Houthis reivindicaram a responsabilidade e afirmaram ter usado mísseis de cruzeiro para alvejar o aeroporto. Houve outros dois ataques mortais a aeroportos sauditas em Abha e Riad nos dois dias anteriores a esse incidente.
A recente escalada da violência ocorre após um cessar-fogo temporário entre os Houthis e as forças lideradas pela Arábia Saudita, mediado em 2022, ter colapsado em julho. O conflito se agravou depois que os Houthis tomaram trechos estrategicamente importantes da costa do Mar Vermelho em uma rápida ofensiva, provocando ataques sauditas. Forças pró-governo iemenitas afirmaram posteriormente ter garantido as regiões.
Os Houthis controlam atualmente cerca de um quarto do território iemenita e até 80% da população do país. O grupo armado, apoiado pelo Irã, espera eventualmente assumir o controle completo. A Arábia Saudita teme que isso leve ao estabelecimento de um estado satélite iraniano em sua fronteira sul.

Tentativas de Mediação e Implicações Regionais
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse ao seu homólogo saudita no domingo que seu país estava pronto para fornecer assistência para “facilitar o diálogo entre a Arábia Saudita e o Iêmen”, referindo-se à administração Houthi.

O que isso significa para a região
A intensificação dos ataques Houthi contra alvos estratégicos na Arábia Saudita, incluindo aeroportos e instalações de petróleo, representa uma escalada perigosa em um conflito já prolongado. Para o Norte Pioneiro do Paraná e para o Brasil, embora geograficamente distantes, a instabilidade em uma região produtora de petróleo como o Oriente Médio pode ter repercussões indiretas. Ameaças a instalações de petróleo, como as mencionadas em Dammam, podem impactar a oferta global, influenciando os preços do barril e, consequentemente, os custos de combustíveis e energia em todo o mundo. A morte de cidadãos de diversas nacionalidades nos ataques ressalta a dimensão internacional do conflito, que afeta a segurança da aviação e a estabilidade regional.

Leitura da LZ7 Energia
A escalada do conflito no Oriente Médio, com ataques a instalações de petróleo na Arábia Saudita, tem o potencial de desestabilizar o mercado global de energia. A LZ7 Energia, como empresa de energia solar no Norte Pioneiro do Paraná, observa atentamente como tais eventos podem influenciar os preços dos combustíveis fósseis e, por extensão, a percepção de valor e a demanda por fontes de energia renováveis. Em um cenário de incerteza geopolítica e de preços voláteis de petróleo, a energia solar se posiciona como uma alternativa mais estável e previsível, oferecendo segurança energética e independência de flutuações externas para residências e empresas na região. A busca por autonomia energética, impulsionada por eventos como este, reforça a importância da transição para fontes limpas e locais.
Fonte: BBC News — World (internacional) — matéria original publicada em bbc.com. Imagens e vídeos: BBC News — World (internacional). Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
