Pelo menos quatro pessoas foram mortas e 20 ficaram feridas em uma série de ataques aéreos israelenses que atingiram o sul do Líbano na madrugada de domingo, 6 de setembro de 2026. Os incidentes, que começaram ao amanhecer, ocorreram em diversas localidades, incluindo Nabatieh, Arab Salim, Nabatieh al-Fawqa e Kfar Reman, conforme relatado pela Agência Nacional de Notícias (NNA) do Líbano. Os ataques representam uma escalada de violência na região, apesar de um acordo de trégua previamente estabelecido.
Novos Ataques e Vítimas
A ofensiva aérea israelense resultou em mortes e ferimentos em várias cidades. Em Arab Salim, duas mulheres foram mortas e seis pessoas ficaram feridas em um ataque aéreo. Este incidente ocorreu após as forças israelenses emitirem uma ordem de deslocamento forçado para um edifício na cidade, de acordo com a NNA. O Ministério da Saúde do Líbano confirmou que pelo menos duas pessoas morreram em um ataque aéreo em Nabatieh al-Fawqa.
A cidade de Nabatieh também foi alvo, onde um ataque aéreo destruiu um edifício histórico pertencente ao irmão de um membro do parlamento libanês, causando danos a várias construções próximas. Em Kfar Reman, a residência do falecido ex-prefeito da cidade foi completamente destruída por um ataque. Cinco pessoas receberam tratamento em hospitais de Nabatieh e já tiveram alta. Outro ataque atingiu o Jardim Sayyida Masouma na cidade, destruindo o que restava do parque municipal, que já havia sido atingido no dia anterior.

Israel declarou que os ataques foram uma resposta ao lançamento de dois drones pelo Hezbollah em direção às suas forças no sul do Líbano, descrevendo a ação como uma 'violação flagrante' por parte do grupo armado libanês.
Contexto do Conflito e Acordos
Desde março de 2026, quando o Hezbollah atacou Israel durante a guerra entre EUA e Israel contra o Irã, Israel tem realizado ataques aéreos em todo o Líbano e lançado uma invasão terrestre. O Líbano afirma que esses ataques resultaram na morte de mais de 4.300 pessoas. As forças israelenses continuam operando dentro de uma 'zona de segurança' autodeclarada, que se estende por cerca de 10 km (seis milhas) dentro do território libanês.
O número de ataques diminuiu desde a assinatura de um Memorando de Entendimento entre EUA e Irã sobre o conflito mais amplo em junho de 2026. Além disso, Israel e Líbano assinaram um acordo-quadro no final do mesmo mês. No entanto, o Líbano ainda relata ataques israelenses, bombardeios de artilharia e demolições generalizadas de edifícios civis em vilas e cidades do sul.
Na sexta-feira anterior, ataques israelenses no sul e leste do país mataram quatro pessoas, incluindo uma mulher de 18 anos, segundo as autoridades. Israel afirmou ter atingido alvos do Hezbollah em resposta a um lançamento de drone contra seus soldados. No início da semana, Israel havia declarado ter assumido o 'controle operacional' da estratégica crista de Ali al-Taher, perto de Nabatieh. O Hezbollah não comentou essa declaração.

Considerações sobre Retirada de Tropas
Israel também está avaliando a possibilidade de retirar suas tropas que ocupam o território libanês para mais perto da fronteira israelense. A emissora pública israelense Kan, citando fontes de segurança, informou que os militares estavam se preparando para reduzir sua presença e reposicionar as tropas em uma distância de três a quatro quilômetros mais próximas da fronteira israelense, ao longo de uma nova 'Linha Cinzenta', onde postos avançados seriam construídos. Isso retiraria as tropas de partes da 'Linha Amarela', que se estende ao norte do Rio Litani.
O plano, contudo, ainda não foi aprovado pela liderança política de Israel, e a transferência de território para o exército libanês permanece sem solução, conforme a Kan.
"A campanha de Israel está acontecendo em meio a um completo silêncio internacional e uma flagrante cumplicidade americana."
— Hezbollah
O Hezbollah condenou a campanha israelense, afirmando que ela ocorre em um cenário de 'completo silêncio internacional e flagrante cumplicidade americana'. O grupo reiterou sua rejeição às 'negociações diretas infrutíferas' de Beirute com Israel.
Em um esforço pela desescalada, o Primeiro-Ministro e Ministro das Relações Exteriores do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, conversou por telefone com o Primeiro-Ministro libanês, Nawaf Salam, no sábado, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Catar.
Fonte: Al Jazeera — Internacional — matéria original publicada em aljazeera.com. Imagens e vídeos: Al Jazeera — Internacional. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
