Acabou a segunda passagem de Carlos Queiroz pelo comando técnico da seleção de Gana. O experiente treinador português encerrou seu vínculo com os 'Black Stars' após um acordo mútuo com a Associação de Futebol de Gana (GFA), menos de um mês depois de ter sido reempossado para um novo mandato. A decisão foi anunciada na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, e vem na esteira de uma derrota significativa para Gâmbia nas eliminatórias para a Copa das Nações Africanas (AFCON) de 2027, aprofundando a crise da equipe ganesa.

Saída em Meio a Crise de Resultados

A saída de Queiroz ocorre em um momento delicado para o futebol ganês. A gota d'água foi a derrota por 4 a 2 em casa para Gâmbia, em uma partida das eliminatórias da AFCON. O resultado foi ainda mais doloroso, pois os tetracampeões africanos chegaram a abrir 2 a 0 no Estádio Esportivo de Acra, com gols de Ernest Nuamah e Felix Afena-Gyan, antes de Gâmbia virar o placar com quatro gols.

Este revés somou-se a uma derrota anterior por 2 a 0 para a Costa do Marfim, fora de casa. Com esses resultados, Gana ocupa a última posição do Grupo C, sem nenhum ponto após duas partidas. A situação torna a classificação para a AFCON 2027 um desafio considerável, já que apenas os dois primeiros colocados de cada grupo de quatro equipes avançam, e Gana já está seis pontos atrás de Costa do Marfim e Gâmbia.

“Esta não foi uma decisão fácil, mas ambas as partes concordaram que, nas atuais circunstâncias, encerrar nosso relacionamento profissional era o curso de ação mais apropriado, com os interesses de Gana, dos Black Stars e do futebol ganês acima de tudo”, declarou Queiroz em uma mensagem de despedida publicada no site da associação. Ele acrescentou que “as condições necessárias não foram totalmente estabelecidas, e nosso desempenho recente contribuiu para a decisão de encerrar esta jornada.”
Carlos Queiroz Deixa Comando Técnico de Gana Após Derrotas nas Eliminatórias da AFCON
Foto: Al Jazeera — Internacional

Histórico Recente e Desempenho

A associação de Carlos Queiroz com a seleção de Gana, nesta sua segunda passagem, foi marcada por turbulência e curta duração. Ele havia assinado um contrato de quatro meses em abril de 2026, com o objetivo de levar Gana à Copa do Mundo de 2026. Sob sua liderança, Gana conseguiu avançar para a fase eliminatória da Copa do Mundo pela primeira vez desde 2010, após uma vitória sobre o Panamá e um empate com a Inglaterra. No entanto, a equipe foi eliminada nas oitavas de final pela Colômbia, perdendo por 1 a 0.

Seu mandato inicial terminou após o torneio, mas a GFA o reconduziu ao cargo em 2 de setembro de 2026, menos de um mês antes de sua atual saída. O desempenho geral de Queiroz nesta fase foi de apenas uma vitória, dois empates e quatro derrotas em sete partidas, com a equipe marcando cinco gols e sofrendo dez.

Desafios Futuros para a GFA

A saída de Queiroz coloca a Associação de Futebol de Gana novamente em busca de estabilidade em um momento crítico. A equipe enfrenta uma batalha árdua para evitar perder uma segunda Copa das Nações Africanas consecutiva, um cenário que seria desastroso para o prestígio do futebol ganês. A busca por um novo treinador que possa reverter a situação e garantir a classificação será o próximo grande desafio da GFA.

O que isso significa para a região

A saída de um técnico de alto perfil como Carlos Queiroz e a situação delicada da seleção de Gana, uma das potências do futebol africano, refletem a pressão e a intensidade do esporte em nível internacional. Para os fãs de futebol no Norte Pioneiro do Paraná, que acompanham as grandes ligas e torneios globais, a notícia destaca a volatilidade das carreiras de treinadores e a importância dos resultados imediatos, especialmente em competições eliminatórias. Embora não haja um impacto direto na economia ou infraestrutura local, a compreensão desses eventos esportivos internacionais enriquece a perspectiva sobre o cenário global e a paixão que o futebol desperta em diferentes culturas.

Fonte: Al Jazeera — Internacional — matéria original publicada em aljazeera.com. Imagens e vídeos: Al Jazeera — Internacional. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.