Curitiba se tornou o epicentro de uma significativa manifestação política neste sábado, dia 17 de outubro, com a realização de uma extensa carreata e motociata. O evento, que mobilizou uma grande quantidade de pessoas, teve como objetivo principal demonstrar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A iniciativa reuniu uma série de figuras políticas proeminentes dos estados do Sul do Brasil, sublinhando a união regional em torno da campanha presidencial.
Mobilização em Curitiba: Roteiro e Participantes
A concentração para a carreata e motociata teve início às 14h30, nas proximidades do prédio da Polícia Federal, situado no bairro Santa Cândida, um local com forte simbolismo por ter sido onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve detido. De lá, os participantes seguiram em cortejo em direção ao prédio da Justiça Federal, localizado no bairro Ahú. Este segundo ponto também carrega um significado histórico, pois foi onde Sergio Moro atuou como juiz federal e conduziu importantes processos relacionados à Operação Lava Jato.
O ponto culminante da programação foi um grande ato na Boca Maldita, um espaço tradicionalmente utilizado para manifestações políticas no centro da capital paranaense, consolidando o caráter simbólico e político da mobilização. A lista de participantes incluiu:
- Governador eleito do Paraná: Sergio Moro
- Governador de Santa Catarina: Jorginho Mello
- Governador eleito do Rio Grande do Sul: Luciano Zucco
- Senadores eleitos: Carlos Bolsonaro (SC), Filipe Barros (PR), Deltan Dallagnol (PR), Marcel van Hattem (RS), Sanderson (RS)
- Vice-governador eleito do Paraná: Edson Vasconcelos
- Outros deputados federais e estaduais e lideranças políticas dos três estados do Sul.

Declarações e o Legado da Lava Jato
Antes do início da carreata, em coletiva de imprensa, Sergio Moro enfatizou o simbolismo dos locais escolhidos para a manifestação. Ele afirmou que a mobilização representa um claro apoio a Flávio Bolsonaro e uma oposição contundente ao governo Lula.
É um ato simbólico muito forte em apoio a Flávio Bolsonaro presidente e fora Lula, afirmou Moro, que agradeceu a presença dos governadores e das lideranças políticas dos três estados.
Ao abordar a escolha do prédio da Polícia Federal como ponto de partida, Moro fez questão de ressaltar a importância da Operação Lava Jato no combate à corrupção. Ele também expressou críticas ao que considera um retrocesso no enfrentamento aos desvios de recursos públicos.
A Lava Jato é uma grande marca, a maior operação da história do Brasil contra a corrupção, e o paranaense tem orgulho da Lava Jato, declarou.
O governador eleito do Paraná também dirigiu críticas ao governo Lula, mencionando escândalos recentes envolvendo o Banco Master e descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Moro defendeu que, se as leis tivessem sido rigorosamente aplicadas, a situação política do país seria diferente.
Se a Justiça e a lei tivessem sido cumpridas à risca, Lula estaria aqui ainda cumprindo pena e não teria feito tão mal para o país, disse Moro, ao defender que o local escolhido representa um símbolo da Justiça brasileira.
Moro ainda destacou a responsabilidade do Paraná no processo eleitoral e defendeu a união dos estados do Sul em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro, visando eleger um aliado para a região.
No dia 25, todos votaremos 22 para colocar no Palácio do Planalto um aliado do Paraná, um aliado do Sul do país. O Sul se uniu porque entende que Flávio Bolsonaro é o melhor candidato para o Brasil, mas é o melhor candidato para o Sul, afirmou.
A Unidade dos Estados do Sul
Os governadores eleitos e em exercício presentes no evento reiteraram a importância da união política entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Jorginho Mello, governador de Santa Catarina, ressaltou que os atos realizados nos três estados têm o propósito de mobilizar a população para a eleição presidencial.
Um ato cívico, um ato de demonstração de unidade entre o Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Nós estamos juntos, participando de eventos em cada estado, querendo dizer para a população da importância de a gente libertar o Brasil, declarou.
Mello também expressou confiança na vitória de Flávio Bolsonaro nas urnas.
O Brasil precisa vencer as eleições e vai vencer dia 25. Dia 25 é 22, afirmou.
Luciano Zucco, governador eleito do Rio Grande do Sul, agradeceu a recepção em Curitiba e enfatizou a presença conjunta das lideranças políticas dos três estados como um sinal de força e união.
A gente está aqui mostrando realmente a união, três governadores eleitos do partido do presidente Flávio, nove senadores alinhados dos três estados. E será muito importante que tenhamos Flávio Bolsonaro eleito presidente do nosso país, disse.
Zucco também criticou a atuação de Lula na campanha eleitoral e afirmou que a união política do Sul será um fator determinante para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro.
Ganhamos nos três estados, mas vamos aumentar ainda mais a diferença para que a gente possa, no dia 25, salvar o Brasil, salvar os brasileiros. É Flávio 22, declarou.
Apoio Parlamentar e Próximos Passos
Além dos governadores, a mobilização contou com a presença de diversos senadores eleitos e parlamentares, reforçando o coro de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. Carlos Bolsonaro, senador eleito por Santa Catarina, destacou a coesão das lideranças e agradeceu a Sergio Moro pela oportunidade de participar do evento.
É um time unido, é um time coeso e eu tenho certeza absoluta que esse time aqui vai ajudar não só o Sul do Brasil, mas o Brasil como um todo, e vamos ajudar todo o país a sair das garras do PT, afirmou.
A carreata e motociata em Curitiba integram uma série de mobilizações que vêm sendo realizadas na região Sul do país em apoio a Flávio Bolsonaro. Na quarta-feira, dia 14, Sergio Moro participou de um grande ato em Porto Alegre, ao lado de Luciano Zucco. Neste mesmo sábado, antes do evento em Curitiba, uma motociata também reuniu apoiadores em Florianópolis, com a participação de Jorginho Mello. Essa agenda conjunta visa fortalecer a unidade política dos três estados e intensificar a mobilização dos eleitores sulistas na reta final da campanha presidencial.
O que isso significa para a região
A mobilização em Curitiba, com a presença de governadores e parlamentares eleitos dos três estados do Sul, reflete uma estratégia política de consolidação de apoio regional para a candidatura de Flávio Bolsonaro. Para o Norte Pioneiro do Paraná, que faz parte deste contexto estadual e regional, a união das lideranças políticas do Sul pode indicar uma busca por maior representatividade e alinhamento de interesses em nível federal. A ênfase na 'libertação do Brasil' e na 'salvação dos brasileiros' ressoa com a percepção de muitos eleitores sobre os desafios nacionais e a busca por um governo que atenda às expectativas da população. A região, historicamente ligada à produção agrícola e à busca por desenvolvimento econômico, observa com atenção os movimentos que prometem impactar a governança e as políticas públicas futuras.
Fonte: NP Diário — Norte Pioneiro — matéria original publicada em npdiario.com. Imagens e vídeos: NP Diário — Norte Pioneiro. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
