Em um movimento diplomático que sublinha a crescente influência chinesa no cenário global, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, fez um apelo direto a Israel para que cesse a expansão de assentamentos na Cisjordânia. A declaração foi feita durante um encontro com o presidente israelense Isaac Herzog, realizado em Baku, capital do Azerbaijão. A Chancelaria chinesa divulgou um comunicado reiterando a posição de Pequim sobre o conflito israelo-palestino.
Apelo Chinês por Reversão de Assentamentos
Durante a reunião com o presidente Herzog, o ministro Wang Yi foi enfático ao solicitar que Israel 'pare e reverta o estabelecimento forçado' de assentamentos na Cisjordânia. A posição chinesa, conforme detalhado pelo Ministério das Relações Exteriores, considera a questão palestina como 'a maior injustiça histórica deste século'. Este posicionamento reforça a visão de Pequim sobre a necessidade de uma resolução justa e duradoura para o conflito.
Wang Yi sublinhou que a 'solução de dois Estados' permanece o caminho correto para uma resolução efetiva. Além disso, o ministro chinês destacou a urgência de abrir completamente o acesso à Faixa de Gaza, a fim de evitar que uma 'catástrofe' humanitária se alastre. A China manifestou sua disposição em colaborar com a comunidade internacional para incentivar todas as partes a retomar o diálogo o mais rápido possível e buscar um acordo político abrangente.

Contexto da Reunião e Engajamento Chinês
O encontro entre Wang Yi e Isaac Herzog ocorreu à margem da Sétima Cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Construção de Confiança na Ásia (CICA), que está sendo realizada em Baku, no Azerbaijão. Wang Yi participa do evento como representante especial do presidente chinês Xi Jinping, conforme noticiado pela agência de notícias estatal Xinhua.
A China tem buscado ativamente expandir sua influência diplomática no Oriente Médio. Em setembro, o presidente Xi Jinping realizou sua primeira visita ao Cairo em uma década. Na ocasião, Xi instou os países do Oriente Médio a resistir a influências externas e a considerar a reestruturação da ordem de segurança regional. Essa visita rara sinalizou o interesse de Pequim em aumentar seu papel na região, especialmente em meio ao conflito entre EUA e Israel contra o Irã.
Críticas da China ao Conflito e Relações Comerciais
Em março, a China criticou abertamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, exigindo a interrupção imediata das ações conjuntas. Wang Yi, em conversa com seu então homólogo israelense, Gideon Saar, afirmou que o ataque ao Irã ocorreu em um momento em que as negociações entre Washington e Teerã haviam 'feito progressos significativos, incluindo a abordagem das preocupações de segurança de Israel', segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores chinês.
A China mantém laços econômicos profundos com o Irã, sendo seu maior parceiro comercial. De acordo com a Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China, Pequim compra até 90% do petróleo iraniano. Em 2021, os dois países assinaram um 'acordo de parceria estratégica abrangente' de 25 anos. Paralelamente, a China tem cultivado laços mais estreitos com países do Golfo, como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, e continua sendo um dos principais parceiros comerciais tanto dos EUA quanto de Israel.

O que isso significa para a região
A postura assertiva da China em relação à questão dos assentamentos na Cisjordânia e seu engajamento diplomático no Oriente Médio indicam uma mudança na dinâmica geopolítica. A insistência na solução de dois Estados e na abertura de Gaza reflete uma tentativa de Pequim de se posicionar como um ator mediador e influente, buscando estabilidade em uma região estratégica para seus interesses econômicos e energéticos. Para o Norte Pioneiro do Paraná, embora distante geograficamente, a estabilidade e a paz no Oriente Médio são cruciais, pois impactam diretamente o preço do petróleo e, consequentemente, os custos de transporte e produção, afetando a economia local.
“A China tem consistentemente visto a questão palestina como a maior injustiça histórica deste século”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores chinês em comunicado.
“A solução de dois Estados é o caminho certo para uma resolução e a prioridade imediata é abrir totalmente o acesso à Faixa de Gaza para que uma 'catástrofe' humanitária não se espalhe”, declarou Wang Yi.
Leitura da LZ7 Energia
A busca por estabilidade no Oriente Médio, impulsionada por potências como a China, tem implicações diretas para o setor de energia global. Conflitos na região podem levar à volatilidade nos preços dos combustíveis fósseis, afetando o custo da eletricidade gerada por termelétricas e, consequentemente, a tarifa de energia para o consumidor final, incluindo os do Norte Pioneiro do Paraná. Em um cenário de incertezas geopolíticas, a energia solar, por ser uma fonte local e renovável, oferece uma alternativa mais previsível e estável, contribuindo para a segurança energética e a economia regional ao reduzir a dependência de combustíveis importados e sujeitos a flutuações internacionais.
Fonte: Al Jazeera — Internacional — matéria original publicada em aljazeera.com. Imagens e vídeos: Al Jazeera — Internacional. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
