O que aconteceu

A China, a partir de 1º de setembro de 2026, voltou a cobrar um imposto de consumo de 2% sobre baterias de íons de lítio. Essa medida encerra uma isenção que estava em vigor há mais de uma década, desde fevereiro de 2015, quando as baterias foram incluídas no regime tributário chinês com uma alíquota prevista de 4%, mas imediatamente isentas para incentivar setores de energia limpa.

A alíquota atual de 2% está programada para aumentar para 4% em setembro de 2027. A cobrança se aplica a células, packs e conjuntos de baterias de íons de lítio. No entanto, sistemas completos de armazenamento de energia e baterias exportadas diretamente da China permanecem isentos. Tecnologias emergentes, como baterias de íons de sódio e de estado sólido, também continuam temporariamente isentas da tributação.

O que muda

A principal mudança é a introdução de um novo componente de custo para a produção de baterias de íons de lítio na China. Empresas que fabricam ou adquirem esses componentes no país terão seus custos de produção ou aquisição aumentados. Embora as baterias exportadas diretamente continuem isentas, a medida pode influenciar a estratégia de precificação e a cadeia de suprimentos global para produtos que incorporam essas baterias.

Quem é afetado

Para quem paga conta de luz: O impacto direto pode ser sentido no custo final de sistemas de armazenamento de energia residencial ou comercial que utilizam baterias de íons de lítio fabricadas na China. Isso pode levar a um leve aumento nos preços de sistemas fotovoltaicos com armazenamento ou de veículos elétricos.

Para empresas: Fabricantes de sistemas de armazenamento de energia (ESS), veículos elétricos (EVs) e outros produtos que utilizam baterias de íons de lítio chinesas podem enfrentar um aumento nos custos de insumos. Isso pode exigir ajustes nas estratégias de precificação, busca por fornecedores alternativos ou exploração de tecnologias de bateria isentas, como as de íons de sódio ou estado sólido.

Para produtores rurais: Produtores que dependem de sistemas de armazenamento de energia para irrigação, iluminação ou outras aplicações em áreas remotas podem ver um impacto nos custos de aquisição ou manutenção desses sistemas, caso utilizem baterias de íons de lítio de origem chinesa.

Por que isso importa

A China é um dos maiores produtores e exportadores de baterias de íons de lítio do mundo. A reintrodução desse imposto, mesmo que gradual, sinaliza uma mudança na política econômica do país em relação a essa tecnologia. A medida pode ter implicações significativas para o mercado global de armazenamento de energia e veículos elétricos, potencialmente incentivando a diversificação da cadeia de suprimentos e o desenvolvimento de novas tecnologias de bateria que permanecem isentas.

Visão LZ7

A LZ7 Energia acompanha de perto as tendências e regulamentações globais que impactam o setor de energia solar e armazenamento. A retomada do imposto chinês sobre baterias de lítio é um fator a ser considerado na análise de custos e na otimização de projetos. Continuaremos a buscar as soluções mais eficientes e economicamente viáveis para nossos clientes, avaliando o impacto dessas mudanças nas cadeias de suprimentos e nas tecnologias disponíveis.

O que acompanhar agora

É importante observar como o mercado global reagirá a essa nova tributação. Acompanharemos o desenvolvimento de tecnologias de baterias alternativas, como as de íons de sódio e estado sólido, que permanecem isentas, e a possível aceleração de sua adoção. Também será relevante monitorar se outros países seguirão movimentos semelhantes ou se haverá ajustes nas estratégias de produção e exportação de baterias pela China.