A corrida pelas duas cadeiras que representarão o estado de São Paulo no Senado Federal em 2026 se mostra extremamente acirrada, com um cenário de empate técnico entre os principais nomes. É o que revela a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (19/8) pelo Paraná Pesquisas, que aponta Simone Tebet (MDB), Marina Silva (Rede) e Guilherme Derrite (PP) na dianteira, com percentuais muito próximos.
De acordo com o levantamento, Simone Tebet lidera com 31,1% das intenções de voto. Logo em seguida, aparece Marina Silva, da Rede, com 30,1%. O terceiro colocado é Guilherme Derrite (PP), que registrou 28,2%. Considerando a margem de erro da pesquisa, que é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos, os três candidatos estão em situação de empate técnico, indicando uma disputa voto a voto pelo controle das vagas.
Cenário com lista de candidatos
A pesquisa estimulada, na qual os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, detalha as intenções de voto para as duas vagas em disputa no Senado por São Paulo. É importante notar que, como cada eleitor pode escolher até dois candidatos, a soma dos percentuais ultrapassa 100%.
- Simone Tebet (MDB): 31,1%
- Marina Silva (Rede): 30,1%
- Guilherme Derrite (PP): 28,2%
- Ricardo Salles (Novo): 19,7%
- André do Prado (PL): 16,8%
- Soninha Francine (PSDB): 5,8%
- Geraldo Rufino (Podemos): 2,8%
- Maíra de Souza (UP): 1,6%
- Márcio Alves (UP): 1,4%
- Dra. Eliana Ferreira (PSTU): 1,2%
- Petter Maahs (PCB): 1,2%
- Ednelson Cesaretti (PCO): 1,1%
- Weller Gonçalves (PSTU): 1,1%
Além dos candidatos, a pesquisa registrou que 9,3% dos entrevistados declararam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados. Outros 6,3% não souberam ou não quiseram responder à pergunta.

Metodologia da pesquisa e dados técnicos
O levantamento do Paraná Pesquisas foi realizado entre os dias 16 e 18 de agosto, ouvindo um total de 1.680 eleitores. Os entrevistados foram selecionados em 80 municípios do estado de São Paulo, buscando representar a diversidade demográfica da região. A margem de erro informada é de 2,4 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-08913/2026, garantindo a conformidade com as normas eleitorais vigentes.
Cenário espontâneo: eleitorado ainda indefinido
Quando os eleitores são questionados de forma espontânea, ou seja, sem a apresentação de uma lista prévia de candidatos, o cenário se mostra bastante diferente e revela um alto grau de indecisão. Nesse tipo de consulta, a grande maioria dos entrevistados, 77,4%, não soube ou não quis opinar sobre em quem votaria para o Senado.
Entre os que citaram nomes espontaneamente, os resultados foram os seguintes:
- Simone Tebet: 6,8%
- Guilherme Derrite: 5,8%
- Marina Silva: 5,1%
- Ricardo Salles: 3,7%
- André do Prado: 1,7%
- Soninha Francine: 1,5%
A alta taxa de eleitores que não souberam ou não quiseram responder na pesquisa espontânea indica que, apesar do reconhecimento de alguns nomes, a decisão de voto para o Senado ainda está em fase inicial para uma parcela significativa do eleitorado paulista. Isso sugere que a campanha eleitoral de 2026 terá um papel crucial na formação da opinião pública e na consolidação das candidaturas.
O que isso significa para a região
Embora a pesquisa seja focada no estado de São Paulo, os resultados para o Senado Federal têm implicações que reverberam em todo o país, inclusive no Norte Pioneiro do Paraná. Os senadores eleitos em estados vizinhos, como São Paulo, frequentemente atuam em pautas de interesse regional e nacional, que podem influenciar diretamente políticas públicas, investimentos em infraestrutura e o desenvolvimento econômico de áreas fronteiriças.
A composição do Senado Federal é crucial para a aprovação de leis que afetam desde o orçamento da União até regulamentações setoriais, como as de energia. A representatividade e o perfil dos senadores eleitos podem, portanto, impactar indiretamente a vida e os negócios em nossa região, mesmo que não sejam nossos representantes diretos.
Leitura da LZ7 Energia
A eleição de representantes para o Senado Federal, como a que se desenha em São Paulo, é fundamental para o futuro do setor energético. Senadores têm o poder de votar leis e regulamentações que podem incentivar ou dificultar a expansão de energias renováveis, como a solar. Decisões sobre subsídios, marcos regulatórios e políticas de transição energética são cruciais para empresas como a LZ7 Energia e para os consumidores que buscam alternativas mais sustentáveis e econômicas. Um Senado com visão de futuro e compromisso com a sustentabilidade pode acelerar a adoção de energia solar, beneficiando diretamente a economia local e a redução da conta de luz para residências e empresas no Norte Pioneiro do Paraná.
Fonte: Metrópoles — Nacional — matéria original publicada em metropoles.com. Imagens e vídeos: Metrópoles — Nacional. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
