Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, foi palco de um crime chocante na noite do último domingo, dia 27 de setembro de 2026. Thais Fernanda da Silva Lopatiuk, de 33 anos, foi brutalmente assassinada a facadas pelo próprio companheiro, Daniel de Mattos. O ataque ocorreu dentro da residência do casal, em um cenário ainda mais perturbador: a vítima segurava a filha de apenas seis anos no colo no momento da agressão. A criança, felizmente, não sofreu ferimentos físicos e está atualmente sob os cuidados de familiares.

Detalhes do Fato

O crime, que abalou a comunidade local, aconteceu no domingo à noite. Thais Fernanda da Silva Lopatiuk foi atingida por golpes de faca desferidos por seu companheiro, Daniel de Mattos. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) foi informada de que a filha do casal, uma menina de seis anos, estava nos braços da mãe durante o ataque. Apesar da gravidade da situação, a criança saiu ilesa do incidente.

Após ser socorrida, Thais foi encaminhada em estado grave para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Contudo, apesar dos esforços médicos, ela não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. A delegada Emanuelle Carolina Baggio é a responsável pela investigação do caso, que está sendo tratado como femicídio.

Mulher é Vítima de Femicídio em Francisco Beltrão com Filha no Colo
Foto: G1 Paraná — Norte e Noroeste

A Investigação Policial

A delegada Emanuelle Carolina Baggio, da Polícia Civil do Paraná, confirmou os detalhes preliminares do ocorrido. A autoridade policial informou que o crime se deu na residência onde o casal vivia. A presença da criança de seis anos no colo da mãe no momento do ataque é um dos aspectos mais marcantes e trágicos do caso, ressaltando a violência do ato e o impacto psicológico que pode ter na menor.

A Polícia Civil está empenhada em reunir todas as informações e evidências necessárias para a completa elucidação do crime. O objetivo é garantir que todos os procedimentos legais sejam seguidos e que a justiça seja feita. A investigação prossegue para entender a dinâmica dos fatos e os motivos que levaram Daniel de Mattos a cometer o assassinato.

“O crime aconteceu dentro da casa do casal. Thais Fernanda da Silva Lopatiuk, de 33 anos, foi atacada a facadas pelo companheiro enquanto segurava a filha de seis anos no colo”, declarou a delegada Emanuelle Carolina Baggio.

Contexto e Repercussão

Casos de violência doméstica e femicídio continuam a ser uma preocupação grave em todo o Brasil, e este incidente em Francisco Beltrão reforça a urgência de discussões e ações para combater essa realidade. O fato de a criança ter presenciado o crime adiciona uma camada de trauma que exigirá atenção e suporte psicológico a longo prazo para a menina.

A comunidade de Francisco Beltrão, assim como o Sudoeste do Paraná, acompanha o desdobramento das investigações com grande consternação. A identificação do agressor como o companheiro da vítima coloca em evidência a periculosidade das relações abusivas e a necessidade de canais de denúncia e proteção às mulheres.

Próximos Passos

A Polícia Civil do Paraná seguirá com as diligências para coletar depoimentos, analisar provas periciais e formalizar o inquérito. A prioridade é garantir que Daniel de Mattos seja responsabilizado pelo crime. A criança, agora sob os cuidados de familiares, receberá o apoio necessário para lidar com o trauma. A sociedade espera uma resposta rápida e eficaz das autoridades para que crimes como este não fiquem impunes e para que medidas preventivas sejam fortalecidas na região.

O que isso significa para a região

A tragédia em Francisco Beltrão ressalta a importância de reforçar as redes de apoio e proteção às mulheres vítimas de violência doméstica no Norte Pioneiro e em todo o Paraná. Casos como o de Thais Fernanda da Silva Lopatiuk servem como um doloroso lembrete da persistência da violência de gênero e da necessidade contínua de conscientização, denúncia e intervenção. A presença da filha da vítima no momento do crime amplifica a urgência de se discutir o impacto da violência familiar nas crianças, que muitas vezes são testemunhas silenciosas ou vítimas indiretas. É fundamental que as autoridades e a sociedade civil trabalhem em conjunto para oferecer suporte às vítimas e seus familiares, e para combater as raízes da violência doméstica, garantindo que haja canais eficazes para denúncias e proteção.

Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.