Maringá, no Norte do Paraná, foi palco de um crime chocante na noite de sábado, dia 5 de setembro, com o assassinato da médica Gassi Mazia, de 37 anos. A Polícia Militar (PM-PR) foi acionada e informada sobre o ocorrido por uma familiar de João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, marido da vítima, que relatou ter ouvido a confissão do feminicídio. A rápida ação levou à decretação da prisão preventiva de João Vitor no domingo, dia 6 de setembro.
A Denúncia e a Confissão
A testemunha-chave, cuja identidade foi preservada, prestou depoimento à Polícia Civil (PC-PR), detalhando os eventos da noite do crime. Segundo seu relato, na noite de sábado, João Vitor e Gassi Mazia teriam tido uma discussão. Após o desentendimento, a médica teria se retirado para o quarto. Em seguida, João Vitor, ainda de acordo com o depoimento, teria ido até a cozinha, pegado uma faca e retornado ao quarto onde Gassi estava. A testemunha afirmou ter ouvido gritos e, pouco depois, o silêncio. Ao entrar no quarto, encontrou Gassi Mazia caída no chão e João Vitor ao lado dela, com a faca na mão. A familiar teria questionado o que havia acontecido, e João Vitor teria confessado o crime, afirmando: “Eu a matei”.
Diante da confissão e da cena presenciada, a familiar imediatamente acionou a Polícia Militar, que se deslocou até o local. A rapidez na denúncia foi crucial para o andamento das investigações e a subsequente prisão do suspeito.
Detalhes da Investigação e Prisão
Com base no depoimento da familiar e nas evidências preliminares coletadas no local, a Polícia Civil deu prosseguimento à investigação. A gravidade do crime e a confissão direta levaram à solicitação e decretação da prisão preventiva de João Vitor Domingues Romeiro, medida que ocorreu no domingo, 6 de setembro. A prisão preventiva é um instrumento jurídico que visa garantir a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal, impedindo que o suspeito possa interferir nas investigações ou fugir.

Posicionamento da Defesa
A defesa de João Vitor Domingues Romeiro informou que só irá se manifestar oficialmente sobre o caso a partir da terça-feira, 8 de setembro. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a linha de defesa que será adotada ou quaisquer declarações por parte dos advogados do suspeito. A expectativa é que, após o posicionamento da defesa, novos desdobramentos possam surgir no processo.
“Eu a matei.”
O Impacto na Comunidade de Maringá
O assassinato de Gassi Mazia, uma médica de 37 anos, gerou grande comoção e tristeza na comunidade de Maringá. A notícia se espalhou rapidamente, e o fato de o crime ter sido denunciado por uma familiar do próprio agressor, após uma confissão, adicionou uma camada de complexidade e choque ao caso. A cidade, conhecida por sua qualidade de vida, agora se vê diante de um episódio de violência que reforça a necessidade de atenção e debate sobre a segurança e os casos de feminicídio.
O que isso significa para a região
O trágico feminicídio em Maringá, no Norte do Paraná, ressalta a urgência de discussões sobre a violência contra a mulher e a segurança pública na região. Casos como este impactam diretamente o bem-estar e a percepção de segurança dos moradores, gerando reflexões sobre a rede de apoio e as medidas preventivas disponíveis. Para o Norte Pioneiro, que compartilha características sociais e culturais com Maringá, a notícia serve como um alerta para a importância de fortalecer as políticas de proteção e conscientização, visando coibir a violência doméstica e garantir um ambiente mais seguro para todos.
Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
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