Em um debate sobre segurança pública e combate à violência de gênero, o candidato ao Senado pelo Paraná, Filipe Barros (PL), apresentou suas propostas para enfrentar o feminicídio. Entre os pontos centrais de sua plataforma, Barros defende o endurecimento das penas para os condenados por esse tipo de crime, além da determinação de que as sentenças sejam cumpridas em presídios de segurança máxima.
A discussão sobre a violência contra a mulher tem ganhado cada vez mais espaço no cenário político e social, e as declarações do candidato refletem uma preocupação em buscar soluções mais rigorosas para coibir esses atos. A entrevista, concedida na quinta-feira, dia 3 de setembro de 2026, trouxe à tona a visão de Barros sobre como o estado deve atuar para proteger as mulheres e punir os agressores.
Propostas de Combate ao Feminicídio
Filipe Barros delineou sua estratégia em duas frentes principais. A primeira delas concentra-se na prevenção e no fortalecimento da estrutura familiar e social. O candidato enfatizou a importância da conscientização, a ser promovida através da educação e das escolas, como um pilar fundamental para mudar a cultura e reduzir os índices de violência.
A segunda frente de sua proposta aborda a punição. Barros argumenta que o aumento das penas é uma medida essencial para garantir que os criminosos recebam sentenças proporcionais à gravidade do ato. Além disso, a sugestão de que os condenados por feminicídio cumpram suas penas em presídios de segurança máxima visa enviar uma mensagem clara sobre a intolerância do estado a esse tipo de crime, garantindo maior rigor na execução das sentenças.
“Defendo dois pontos. Primeiro, a prevenção e fortalecimento da família, a conscientização por meio da educação e das escolas. Segundo ponto é de aumentar a pena para quem comete feminicídio. É inadmissível um homem praticar um crime contra uma mulher e, aqui no Paraná, quem cometer vai para presídio de segurança máxima”, afirmou Filipe Barros.
A declaração do candidato ressalta a urgência de medidas mais eficazes para combater a violência de gênero, que continua sendo um desafio significativo em todo o país, incluindo o Paraná.

Contexto da Entrevista
As propostas foram apresentadas durante uma entrevista concedida na quinta-feira, 3 de setembro de 2026. Este tipo de declaração pública durante o período eleitoral é comum, pois os candidatos aproveitam a oportunidade para expor suas plataformas e visões sobre temas de interesse da população. A entrevista serviu como um palco para que Filipe Barros detalhasse suas ideias para o combate ao feminicídio, um tema de grande relevância social.
A data da declaração, 3 de setembro de 2026, insere a discussão no contexto das eleições para o Senado, onde os candidatos buscam angariar apoio popular com base em suas propostas e compromissos. A pauta da segurança pública e, em particular, a violência contra a mulher, são temas que frequentemente mobilizam o eleitorado e exigem posicionamentos claros dos postulantes a cargos eletivos.
Impacto Regional e Social
A defesa de medidas mais rigorosas para o feminicídio tem ressonância em todo o estado do Paraná. A violência contra a mulher é uma realidade que afeta comunidades em todas as regiões, incluindo o Norte Pioneiro. Propostas que visam aprimorar a legislação e a execução das penas são vistas por muitos como um passo importante para garantir justiça às vítimas e inibir futuros crimes.
A ênfase na prevenção, através da educação e do fortalecimento familiar, também aponta para uma abordagem que busca atacar as raízes do problema, e não apenas suas consequências. A conscientização nas escolas, por exemplo, pode desempenhar um papel crucial na formação de novas gerações com valores de respeito e igualdade, contribuindo para a construção de uma sociedade menos violenta.
O Papel da Educação na Prevenção
O candidato Filipe Barros destacou a educação como um pilar fundamental na prevenção do feminicídio. A inclusão de temas relacionados ao respeito, à igualdade de gênero e ao combate à violência nas escolas pode ter um impacto transformador a longo prazo. Ao abordar essas questões desde cedo, é possível desconstruir estereótipos e preconceitos que muitas vezes alimentam a violência.
A conscientização não se restringe apenas ao ambiente escolar, mas se estende à sociedade como um todo, por meio de campanhas e debates que promovam a reflexão sobre o papel de cada indivíduo na construção de um ambiente seguro e respeitoso para as mulheres. O fortalecimento da família, mencionado pelo candidato, também se alinha a essa visão de que a base social é essencial para a formação de indivíduos que valorizam a não violência.
Prisão de Segurança Máxima como Medida Punitiva
A proposta de que condenados por feminicídio cumpram suas penas em presídios de segurança máxima é uma medida que visa aumentar o rigor da punição e, consequentemente, a sensação de justiça para as vítimas e suas famílias. Presídios de segurança máxima são projetados para abrigar criminosos de alta periculosidade, com regimes mais restritivos e maior controle.
Essa medida, se implementada, sinalizaria um tratamento diferenciado para o feminicídio, equiparando-o a crimes de extrema gravidade. A intenção é que a severidade da pena e do regime de cumprimento sirvam como um desestímulo para potenciais agressores e reafirmem o compromisso do estado em proteger a vida das mulheres.
Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
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