O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), revelou em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, detalhes de seu plano para promover um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões. A principal proposta apresentada envolve a criação de um fundo de gestão para imóveis públicos da União que estariam, segundo ele, 'abandonados', buscando transformá-los em fonte de receita para o governo.
A declaração veio em resposta a um questionamento da jornalista Renata Lo Prete sobre como o candidato pretende alcançar tal meta fiscal sem impactar despesas essenciais do Orçamento, como aposentadorias, saúde e educação. Flávio Bolsonaro enfatizou que sua estratégia não passará pela redução de benefícios sociais ou pela desvinculação de reajustes do salário mínimo e aposentadorias.
Imóveis Públicos como Fonte de Receita
Flávio Bolsonaro destacou a existência de mais de 30.000 imóveis públicos no Brasil, muitos dos quais seriam subutilizados ou estariam em estado de abandono. A ideia central é agrupar esses bens em um fundo de gestão específico, permitindo sua exploração econômica e gerando novas receitas para o Estado.
A gente vai pegar esse imóvel, vai colocar num fundo de gestão.
O candidato mencionou que a avaliação atual desses imóveis estaria desatualizada, e que o patrimônio total poderia somar R$ 1,7 trilhão. Embora não tenha detalhado quais propriedades seriam incluídas no fundo ou os critérios de seleção, ele sugeriu que a operação poderia render cerca de R$ 200 bilhões em receitas adicionais.
Isso pode ser colocado num fundo, pode ser securitizado.
A securitização, conforme explicado, consiste em transformar ativos ou direitos a recebimentos futuros em títulos negociáveis no mercado financeiro, possibilitando a antecipação de recursos. Essa seria uma das ferramentas para monetizar o patrimônio imobiliário.
Outras Medidas para o Ajuste Fiscal
Além da proposta envolvendo o patrimônio imobiliário, Flávio Bolsonaro apresentou um conjunto de outras iniciativas para alcançar o ajuste fiscal e melhorar a gestão pública:
- Redução de Ministérios: O candidato pretende extinguir pelo menos 10 dos 39 ministérios atualmente existentes, buscando otimizar a estrutura administrativa e reduzir gastos.
- Gestão de Estatais: Ele propõe uma melhoria na gestão das empresas estatais, visando maior eficiência e rentabilidade.
- Combate à Corrupção com IA: O uso de inteligência artificial foi citado como uma ferramenta para aprimorar o combate à corrupção.
- Securitização de Dívidas Ativas: Flávio Bolsonaro também sugeriu a securitização de parte dos quase R$ 3 trilhões em dívidas que o governo tem a receber. Ele estimou que essa medida poderia gerar uma arrecadação adicional de R$ 200 bilhões por ano.

Royalties do Petróleo e Compromissos Sociais
Outra fonte de receita mencionada pelo candidato foi a arrecadação de royalties de petróleo na Margem Equatorial, uma fronteira exploratória ao norte do país. Ele estimou que essa exploração poderia gerar mais de R$ 100 bilhões. Contudo, é importante notar que, segundo a Petrobras, a produção de óleo na região não deve começar antes de 2033, período que excede o mandato presidencial (que terminaria em 2030). Além disso, a real dimensão das reservas e a viabilidade comercial dos poucos reservatórios mapeados ainda são incertas.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro reiterou seu compromisso em não reduzir benefícios destinados à população mais vulnerável. Ele afirmou que manterá os reajustes do salário mínimo acima da inflação e que não haverá desvinculação do reajuste das aposentadorias ao aumento do piso salarial, garantindo que o ajuste fiscal não prejudique a Previdência e o poder de compra dos trabalhadores e aposentados.
O que isso significa para a região
As propostas de ajuste fiscal apresentadas por Flávio Bolsonaro, embora de âmbito nacional, podem ter reflexos indiretos na economia do Norte Pioneiro do Paraná. A otimização da gestão de imóveis públicos e a securitização de dívidas, se bem-sucedidas, poderiam, em tese, liberar recursos para investimentos em infraestrutura e serviços públicos, que poderiam beneficiar indiretamente a região. A promessa de não cortar benefícios sociais, como o salário mínimo e as aposentadorias, é um ponto relevante para a manutenção do poder de compra das famílias locais, o que impacta o comércio e a economia regional. No entanto, a efetividade e o impacto direto dessas medidas sobre o desenvolvimento específico do Norte Pioneiro dependerão de como os recursos seriam alocados e das políticas de investimento regional que seriam implementadas em um eventual governo.
Leitura da LZ7 Energia
A discussão sobre a exploração econômica de imóveis públicos e a securitização de ativos, como proposto pelo candidato, ressalta a busca por novas fontes de receita e a otimização do patrimônio. No contexto energético, a LZ7 Energia observa que a modernização da gestão pública e a busca por eficiência podem abrir portas para investimentos em infraestrutura e tecnologias mais limpas. A geração distribuída, como a energia solar, representa uma forma de otimizar o uso de espaços, inclusive públicos, e gerar economia para o erário, liberando recursos que poderiam ser direcionados para outras áreas. A capacidade de gerar receita a partir de ativos subutilizados se alinha com a filosofia de aproveitar recursos existentes para um futuro mais sustentável e economicamente viável, reduzindo a dependência de fontes tradicionais e voláteis de arrecadação.
Fonte: Poder360 — Nacional — matéria original publicada em poder360.com.br. Imagens e vídeos: Poder360 — Nacional. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.