A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) está prestes a ganhar um novo instrumento de diálogo e formulação de políticas públicas voltado para o setor rural. A deputada estadual Maria Victoria (PP) protocolou a proposta de criação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), uma iniciativa que busca estabelecer um canal permanente de comunicação e defesa dos interesses de produtores rurais, cooperativas, agroindústrias e todos os elos da cadeia produtiva do agronegócio paranaense.
A proposta, que se inspira na bem-sucedida Frente Parlamentar da Agropecuária do Congresso Nacional, tem como objetivo principal fortalecer o setor que é um dos pilares da economia do estado. Segundo a deputada, a FPA da Alep terá uma agenda adaptada às particularidades e necessidades do Paraná.
Iniciativa e Apoio Político
A deputada Maria Victoria participou de um evento de campanha realizado na noite de segunda-feira, dia 14 de setembro, no Hard Rock Café. O encontro reuniu diversas lideranças e contou com a presença do deputado federal Pedro Lupion (Republicanos), que preside a FPA no Congresso Nacional. A organização do evento ficou a cargo da vereadora de Curitiba, Rafaela Lupion, prima de Pedro Lupion.
Durante o evento, a deputada Maria Victoria ressaltou a importância de um espaço dedicado ao agronegócio no Legislativo estadual.
“A ideia é termos na Assembleia um espaço forte e permanente de articulação em defesa do agro paranaense. Queremos uma Frente atuante, que esteja ao lado de quem produz e ajude a transformar as demandas do campo em ações concretas”, afirmou a deputada. “É um modelo semelhante à FPA do Congresso Nacional, presidida pelo deputado Pedro Lupion”, acrescentou.
O presidente da Alep e candidato ao Senado, Alexandre Curi (Republicanos), também esteve presente no evento, sendo recebido com aplausos. A deputada enfatizou que a defesa do agro transcende o campo, impactando diretamente o desenvolvimento dos municípios paranaenses.
“A vida acontece nos municípios, e em grande parte do Paraná a força da economia local nasce no campo. Quando o produtor tem segurança para investir, a cooperativa cresce, a agroindústria se desenvolve, o comércio vende, os serviços avançam e novos empregos são criados”, enumerou Maria Victoria.

Cronograma e Objetivos da FPA
Devido ao recesso legislativo, a tramitação oficial para a criação da Frente Parlamentar da Agropecuária está agendada para começar em 5 de outubro. A reunião inaugural da FPA na Assembleia Legislativa está prevista para 10 de novembro.
O requerimento detalha que o agronegócio precisa ocupar de forma permanente a agenda de decisões políticas do Paraná. A FPA buscará soluções para desafios cruciais que afetam o setor, incluindo:
- Custos de produção
- Crédito rural
- Geopolítica
- Seguro rural
- Sanidade animal e vegetal
- Infraestrutura
- Logística
- Impactos climáticos
- Segurança jurídica
- Inovação tecnológica
- Abertura de novos mercados
A proposta já conta com o apoio e as assinaturas de diversos deputados estaduais, representando diferentes legendas políticas. A Frente Parlamentar da Agropecuária pretende aproximar o Legislativo de entidades representativas do setor, como a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) e seus sindicatos rurais, a Ocepar e as cooperativas, produtores individuais, agroindústrias, universidades, centros de pesquisa e outros integrantes da cadeia produtiva.

Diálogo e Formulação de Políticas
A deputada Maria Victoria destacou a importância do diálogo aberto e contínuo que a FPA proporcionará.
“Teremos um canal aberto para diálogo, antecipação de problemas e solução de demandas”, pontuou Maria Victoria.
Segundo a parlamentar, uma das prioridades da Frente será ouvir diretamente aqueles que estão na linha de frente da produção antes da formulação de quaisquer políticas que possam impactar o setor. A ideia é garantir que as decisões tomadas reflitam as necessidades e a realidade do campo.
“Quem trabalha e gera riqueza precisa encontrar no poder público um parceiro, e não mais um obstáculo”, concluiu a deputada.

Impacto para o Norte Pioneiro
A criação da Frente Parlamentar da Agropecuária na Alep representa uma notícia significativa para o Norte Pioneiro do Paraná. A região, com sua forte vocação agrícola e pecuária, será diretamente beneficiada por um canal permanente de representação e defesa de seus interesses no âmbito estadual. A FPA poderá ser uma voz ativa para as demandas locais relacionadas a infraestrutura, acesso a crédito, escoamento de produção e outras questões que impactam diretamente os produtores e as cooperativas da região. A expectativa é que a Frente contribua para o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida no campo, ao garantir que as políticas públicas sejam mais alinhadas com as realidades e necessidades do agronegócio paranaense.


Leitura da LZ7 Energia
A criação de uma Frente Parlamentar da Agropecuária na Assembleia Legislativa do Paraná, com foco em fortalecer o setor rural, tem implicações diretas para o consumo e produção de energia. Com o crescimento e a modernização do agronegócio, há uma demanda crescente por soluções energéticas eficientes e sustentáveis. A pauta de desafios da FPA, que inclui custos de produção e inovação, pode abrir portas para a discussão sobre a adoção de fontes de energia renovável, como a solar, em propriedades rurais e agroindústrias. A energia solar pode reduzir significativamente os custos operacionais, especialmente em atividades que demandam muita eletricidade para irrigação, refrigeração ou processamento, contribuindo para a segurança energética e a sustentabilidade ambiental do setor. Ao apoiar o desenvolvimento do agronegócio, a FPA indiretamente incentiva investimentos em infraestrutura energética que beneficiem o campo, alinhando-se com a visão de um futuro mais eficiente e autossuficiente para os produtores paranaenses.
Fonte: NP Diário — Norte Pioneiro — matéria original publicada em npdiario.com. Imagens e vídeos: NP Diário — Norte Pioneiro. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
