O que aconteceu
O setor de micro e minigeração distribuída (MMGD) no Brasil está projetado para um crescimento significativo na próxima década. Segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 (PDE 2036), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) sob diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME), a capacidade instalada de MMGD no país deverá passar de aproximadamente 50 GW em 2026 para 91,7 GW até 2036.
Essa expansão representa um acréscimo de 41,4 GW no período e deverá atrair cerca de R$ 96 bilhões em investimentos acumulados entre 2027 e 2036. A projeção aponta que a MMGD responderá por 38% da expansão elétrica total do Brasil até 2036.
O que muda
A principal mudança é a consolidação da geração distribuída como um pilar fundamental da matriz energética brasileira. Com um crescimento expressivo, a MMGD se tornará uma parte ainda mais relevante do sistema elétrico nacional, contribuindo para a descentralização da produção de energia.
A fonte solar fotovoltaica é apontada como a grande impulsionadora dessa expansão. A expectativa é que a adoção de sistemas de geração própria por consumidores residenciais, comerciais e industriais continue a crescer, resultando em mais de 13,5 milhões de adotantes da MMGD até o final do horizonte de planejamento do PDE 2036.
Quem é afetado
Essa projeção impacta diretamente diversos grupos:
- Consumidores Residenciais: Terão mais oportunidades de gerar sua própria energia, reduzindo custos na conta de luz e contribuindo para a sustentabilidade.
- Empresas: Poderão investir em sistemas de geração distribuída para diminuir despesas operacionais e aumentar a competitividade, além de fortalecer suas credenciais de sustentabilidade.
- Produtores Rurais: Beneficiarão-se da autonomia energética e da redução de custos, especialmente em regiões com acesso limitado ou oneroso à rede elétrica convencional.
- Setor de Energia Solar: Empresas do segmento, como a LZ7 Energia, verão um mercado em expansão, com maior demanda por equipamentos e serviços de instalação e manutenção.
- Investidores: O setor de MMGD se mostra como um destino atrativo para investimentos, com projeção de R$ 96 bilhões até 2036.
Por que isso importa
O avanço da MMGD é crucial para a segurança energética do Brasil, diversificando a matriz e reduzindo a dependência de grandes usinas. Além disso, a descentralização da geração contribui para a estabilidade da rede e para a redução de perdas na transmissão e distribuição. A predominância da energia solar fotovoltaica nesse cenário reforça o compromisso do país com fontes renováveis, alinhando-se a metas ambientais e de desenvolvimento sustentável.
Visão LZ7
Na LZ7 Energia, acompanhamos com grande interesse as projeções do PDE 2036. Os números confirmam o que já observamos no mercado: a energia solar fotovoltaica é a força motriz por trás da expansão da geração distribuída no Brasil. Essa tendência reflete a crescente busca por autonomia, economia e sustentabilidade por parte de consumidores e empresas. Estamos preparados para atender a essa demanda crescente, oferecendo soluções inovadoras e eficientes que contribuam para que o país alcance e supere essas metas ambiciosas.
O que acompanhar agora
É importante acompanhar as próximas etapas da versão preliminar do PDE 2036, que foi disponibilizada para consulta pública em 8 de outubro. A versão final do plano consolidará as diretrizes para a expansão da oferta e demanda de energia no país entre 2027 e 2036, impactando diretamente o setor de MMGD.
