O Tribunal do Júri de Maringá, no Norte do Paraná, deu início nesta quarta-feira (16) ao julgamento de Ricardo Seidi Shigematsu e Terezinha de Jesus Guinaia. Eles são, respectivamente, pai e avó de Eduarda Shigematsu, a menina de 11 anos que foi encontrada morta em abril de 2019, dentro de um buraco em um dos imóveis da família, localizado na cidade de Rolândia, também no Norte do estado.
O Caso Eduarda Shigematsu
A morte de Eduarda Shigematsu chocou a região em abril de 2019. A criança foi encontrada sem vida em circunstâncias que levaram à denúncia de seu pai, Ricardo Seidi Shigematsu, e de sua avó, Terezinha de Jesus Guinaia. Ambos foram acusados de envolvimento no falecimento da menina, culminando no atual processo judicial que busca esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades.
O local onde o corpo foi encontrado, um buraco em uma propriedade familiar em Rolândia, adicionou complexidade e comoção ao caso, que desde então tem mobilizado a atenção da comunidade local e da imprensa.

Mãe de Eduarda relembra sonhos da filha
Jessica Pires, mãe de Eduarda Shigematsu, concedeu uma declaração emocionante antes do início do julgamento, relembrando a personalidade e os desejos de sua filha. Em suas palavras, a mãe trouxe à tona conversas que teve com Eduarda, nas quais a menina expressava seus anseios e planos para o futuro.
Ela queria viver muito. Ela falava: ah, eu quero viajar, quero conhecer lugares. Então, mataram todos os sonhos.
A declaração de Jessica Pires ressalta a dor da perda e a interrupção abrupta dos sonhos de uma criança de 11 anos, que tinha vontade de explorar o mundo e conhecer novos lugares. A fala da mãe sublinha a gravidade do crime e o impacto devastador na vida dos familiares.
O Processo Judicial em Maringá
O julgamento de Ricardo Seidi Shigematsu e Terezinha de Jesus Guinaia ocorre na cidade de Maringá, localizada na mesma região do estado de Rolândia. A escolha de Maringá para sediar o júri é um procedimento comum em casos de grande repercussão, visando garantir a imparcialidade do processo e a segurança dos envolvidos. O júri popular é responsável por analisar as provas apresentadas pela acusação e defesa, e deliberar sobre a culpabilidade ou inocência dos réus.
A expectativa é que o julgamento detalhe os fatos apurados durante a investigação, com a apresentação de testemunhas e evidências que ajudem os jurados a formar sua convicção sobre o que realmente aconteceu com Eduarda Shigematsu.
Repercussão na Região Norte Pioneiro
Desde a descoberta do corpo de Eduarda em 2019, o caso gerou grande comoção e indignação em Rolândia e nas cidades vizinhas do Norte Pioneiro do Paraná. A comunidade acompanhou de perto as investigações e agora o início do julgamento, buscando por justiça e respostas para a trágica morte da menina. A atenção da mídia regional, como o G1 Paraná, tem sido constante, garantindo que os desdobramentos do caso sejam amplamente divulgados à população.
A memória de Eduarda e a busca por justiça permanecem como um ponto central para os moradores da região, que esperam que o processo judicial traga um desfecho claro e justo para este doloroso episódio.
Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
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