Um laudo detalhado, elaborado pela Polícia Científica e entregue à Polícia Civil do Paraná (PC-PR), trouxe novas informações sobre a queda de Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, de um prédio em Londrina. As conclusões da perícia, divulgadas nesta quinta-feira, 29 de agosto, descartam a hipótese inicial de que o jovem teria sido jogado do 14º andar, apontando que a queda foi resultado de uma tentativa de fuga de uma sessão de tortura.
Investigação Aponta Fuga e Não Arremesso
De acordo com o delegado Roberto Fernandes, responsável pela condução das investigações, o laudo pericial é categórico ao afirmar que Alexandre Rodrigues Ramos não foi arremessado. A análise técnica indica que a queda, ocorrida em 14 de agosto, foi involuntária, resultado direto dos esforços da vítima para escapar das agressões e do cárcere privado. O laudo é uma peça chave para a compreensão dos eventos que levaram ao trágico incidente.
“Foi uma queda involuntária. O laudo descartou que o corpo foi jogado. Ele foi agredido, dopado e torturado e, em um momento de desespero, tentou fugir e acabou caindo”, afirmou o delegado Roberto Fernandes.
A Polícia Civil já havia levantado a suspeita de que Alexandre teria tentado acessar outros apartamentos antes da queda, o que corrobora a tese de fuga. As investigações prosseguem para detalhar todos os momentos que antecederam o incidente.
Cronologia dos Fatos e Motivação
Os acontecimentos que culminaram na queda de Alexandre Rodrigues Ramos tiveram início na noite de 13 de agosto. Segundo o apurado, a vítima foi agredida, dopada e torturada por colegas da namorada, em um apartamento no 14º andar de um edifício na Rua Guaporé, em Londrina. A motivação para as agressões seria o suposto furto de uma câmera fotográfica.
A namorada de Alexandre, de 20 anos, e outros três homens – de 20, 22 e 26 anos – foram detidos em flagrante por suspeita de envolvimento no crime. O grupo foi preso em 14 de agosto, mesmo dia da queda. A jovem, que estava com uma tornozeleira eletrônica devido a um processo anterior por tráfico de drogas, foi a primeira a ser presa. Os demais suspeitos foram localizados em diferentes endereços na cidade.

Acusados e Prisão Preventiva
Os quatro suspeitos detidos foram submetidos a audiência de custódia e tiveram suas prisões em flagrante convertidas em preventivas. Eles são investigados pelos crimes de tortura, cárcere privado e homicídio qualificado. A Polícia Civil continua a coletar depoimentos e evidências para consolidar o inquérito policial. A identificação dos suspeitos é a seguinte:
- Namorada da vítima (20 anos)
- Homem (20 anos)
- Homem (22 anos)
- Homem (26 anos)
Todos permanecem à disposição da Justiça enquanto a investigação avança, buscando esclarecer a participação de cada um nos atos de agressão e tortura que precederam a queda de Alexandre.
Próximos Passos da Investigação
Com a conclusão do laudo pericial, a Polícia Civil agora se concentra em finalizar o inquérito. O delegado Roberto Fernandes informou que o documento será anexado ao processo, reforçando as provas contra os envolvidos. A expectativa é que o inquérito seja concluído nos próximos dias, com o indiciamento formal dos suspeitos pelos crimes apurados. A família da vítima tem acompanhado o caso, buscando justiça para Alexandre Rodrigues Ramos.
O que isso significa para a região
O caso de Londrina, com a violência e a tortura que precederam a queda de Alexandre Rodrigues Ramos, repercute profundamente na comunidade local, gerando discussões sobre segurança, convivência em condomínios e a rápida escalada de conflitos. A celeridade da investigação e a divulgação do laudo pericial são importantes para a transparência e para a confiança da população nas instituições de segurança. A elucidação de crimes graves como este é fundamental para a manutenção da ordem social e para que a justiça seja feita, enviando uma mensagem clara de que atos de violência extrema não ficarão impunes na região do Norte Pioneiro do Paraná.
Fonte: G1 Paraná — Campos Gerais e Sul — matéria original publicada em g1-campos-gerais.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Campos Gerais e Sul. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
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