A Autoridade Reguladora de Eletricidade (ERA) do Líbano anunciou a prorrogação do prazo para a manifestação de interesse (EOI) em uma licitação que busca contratar até 350 MW de capacidade solar conectada à rede, combinada com até 1 GWh de armazenamento em baterias. A nova data limite para a submissão de propostas foi estabelecida para 30 de setembro de 2026, atendendo a pedidos de potenciais participantes.
Prorrogação para Projetos de Grande Escala
A decisão de estender o prazo foi tomada após a Autoridade Reguladora de Eletricidade (ERA) receber solicitações de diversas partes interessadas. O objetivo é conceder a investidores e desenvolvedores tempo adicional para preparar e apresentar suas candidaturas de forma completa e robusta. A ERA enfatizou que, apesar da mudança na data, todos os demais termos e requisitos estabelecidos no edital de manifestação de interesse permanecem inalterados.
A extensão do prazo segue solicitações de várias partes interessadas e concede a investidores e desenvolvedores tempo adicional para preparar e submeter suas aplicações. Todos os outros termos e requisitos estabelecidos na EOI permanecem inalterados.
Esta prorrogação visa garantir que um número maior de empresas qualificadas possa participar do processo, fortalecendo a concorrência e a qualidade das propostas para os importantes projetos de infraestrutura energética do país.
Detalhes da Licitação e Responsabilidades
Os detalhes da licitação especificam que os projetos solares terão uma capacidade instalada total de 350 MW e serão acoplados a sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) que somam 1 GWh. A localização exata e a capacidade individual de cada um dos projetos ainda não foram divulgadas, o que confere flexibilidade na proposição das soluções.
Os desenvolvedores selecionados terão uma série de responsabilidades abrangentes, que incluem:
- Aquisição ou arrendamento de terrenos.
- Obtenção de todas as licenças e permissões necessárias.
- Desenvolvimento do projeto.
- Financiamento.
- Construção.
- Interconexão à rede.
- Testes e comissionamento.
- Operação e manutenção de longo prazo dos empreendimentos.
Essa estrutura coloca uma carga significativa de responsabilidade sobre os desenvolvedores, garantindo que os projetos sejam entregues de forma completa e funcional.
Componente Térmico e Modelo de Negócio
Além dos projetos solares, a licitação também inclui uma chamada para usinas termelétricas de duplo combustível (dual-fired) distribuídas, que operarão com gás natural como combustível primário. Espera-se que essas usinas tenham capacidades líquidas que variam de 20 MW a 100 MW, complementando a geração renovável e garantindo a estabilidade da rede.
Os projetos, tanto solares quanto térmicos, serão estruturados sob um modelo de Produtor Independente de Energia (IPP). Isso significa que os desenvolvedores serão responsáveis por gerar eletricidade e vendê-la à concessionária ou a outros compradores. Quaisquer acordos contratuais futuros, como os Contratos de Compra de Energia (PPAs), ficarão a critério da autoridade pública competente, permitindo flexibilidade na negociação e adaptação às necessidades do mercado libanês.
Cronograma e Contexto Energético
A fase inicial da licitação, que exigia a manifestação de interesse, originalmente pedia que os desenvolvedores submetessem sua documentação eletronicamente até 31 de agosto. Com a prorrogação, o novo prazo é 30 de setembro de 2026. A ERA informou que as informações recebidas nesta etapa serão fundamentais para a preparação das fases subsequentes de licenciamento, aquisição e implementação dos projetos.
O Líbano tem demonstrado um crescimento significativo em sua capacidade solar. De acordo com dados da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), a capacidade solar acumulada do país atingiu 1.505 MW no final de 2025, um aumento notável em relação aos 1.081 MW registrados no final de 2024. Este crescimento reflete o esforço do país em diversificar sua matriz energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, um movimento crucial para a segurança energética e a sustentabilidade.
O que isso significa para a região
A iniciativa do Líbano em expandir sua capacidade de geração de energia solar, combinada com sistemas de armazenamento em baterias, representa um passo importante na transição energética global. Para o Norte Pioneiro do Paraná e o Brasil, essa notícia reforça a tendência de valorização das fontes renováveis e da necessidade de tecnologias complementares, como o armazenamento, para garantir a estabilidade e a confiabilidade da rede elétrica. A demanda por projetos de grande escala, como os 350 MW licitados, indica um amadurecimento do mercado e a busca por soluções que integrem eficientemente a geração distribuída e centralizada. A experiência libanesa pode servir de exemplo para outras regiões que buscam otimizar seus recursos energéticos e promover um desenvolvimento mais sustentável.
Leitura da LZ7 Energia
A licitação libanesa para 350 MW de energia solar acoplada a 1 GWh de armazenamento em baterias é um exemplo claro da evolução global no setor de energias renováveis. Para o Brasil e, em particular, para o Norte Pioneiro do Paraná, este movimento sublinha a importância estratégica de combinar a geração solar com sistemas de armazenamento. Enquanto a energia solar fotovoltaica já é uma realidade consolidada na região, com a LZ7 Energia à frente na oferta de soluções para residências, empresas e agronegócio, a integração de baterias é o próximo passo para garantir maior autonomia, estabilidade da rede e otimização do consumo, especialmente em momentos de pico ou em locais com infraestrutura elétrica mais frágil. A demanda por flexibilidade e resiliência energética, demonstrada pelo Líbano, reflete uma tendência global que impactará diretamente o planejamento e a expansão da infraestrutura elétrica, inclusive em nossa região, impulsionando a busca por soluções cada vez mais completas e eficientes que a LZ7 Energia já oferece e continuará a aprimorar.
Fonte: PV Magazine — Solar global — matéria original publicada em pv-magazine.com. Imagens e vídeos: PV Magazine — Solar global. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
