A partir de 2027, o Tiro de Guerra de Londrina (TG 05-003) abrirá suas portas para mulheres voluntárias interessadas em ingressar no serviço militar. A notícia foi confirmada pelo prefeito Tiago Amaral (PSD) durante as celebrações dos 80 anos da instituição, realizadas no último sábado, dia 5 de setembro. Essa iniciativa posiciona Londrina entre as cidades pioneiras no Brasil a oferecer turmas femininas em Tiros de Guerra, um movimento que reflete a crescente inclusão feminina nas Forças Armadas do país.
Londrina na Vanguarda da Inclusão Feminina Militar
A decisão de incluir mulheres no Tiro de Guerra de Londrina está alinhada com o Decreto nº 12.154, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 28 de agosto de 2024. Este decreto autoriza o alistamento militar feminino voluntário para mulheres que completam 18 anos a partir de 2025. O prefeito Tiago Amaral destacou a importância da medida, que acompanha a ampliação da participação feminina no serviço militar brasileiro.
Londrina é projetada para ser uma das cinco cidades brasileiras a sediar turmas femininas em Tiros de Guerra a partir de 2027. O Exército Brasileiro já está em estágio avançado de estudos para a implantação de uma turma com 50 mulheres no Tiro de Guerra local, embora a confirmação oficial ainda esteja pendente. Outras cidades também estão se preparando para essa mudança. Ribeirão Preto (SP), por exemplo, negocia a criação do primeiro Tiro de Guerra feminino do país, com previsão de início para 2027, o que exigirá a construção de um alojamento para 50 pessoas em suas instalações.
Regras e Prazos para o Alistamento Feminino
O alistamento militar feminino é facultativo e voluntário, diferenciando-se do alistamento obrigatório para homens. As mulheres que desejarem se candidatar devem completar 18 anos no ano do alistamento e residir em um dos municípios contemplados pelo Plano Geral de Convocação. O período para o alistamento feminino segue o mesmo cronograma do masculino, ocorrendo entre janeiro e junho.
Após a incorporação, as voluntárias cumprirão as mesmas obrigações e deveres estabelecidos pela Lei do Serviço Militar (Lei nº 4.375/64). O serviço tem uma duração inicial de 12 meses, com a possibilidade de prorrogação anual por até oito anos. Atualmente, o Tiro de Guerra de Londrina possui capacidade para quatro turmas, recebendo 50 jovens em cada, totalizando 200 atiradores por ano, com um período de instrução de nove meses.
"A iniciativa acompanha a ampliação da participação feminina no serviço militar brasileiro, após decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2024."
Tiago Amaral, prefeito de Londrina
Avanços na Participação Feminina nas Forças Armadas
Desde a abertura do alistamento voluntário para mulheres, as Forças Armadas Brasileiras têm implementado diversas mudanças para acomodar o novo público. Dados de 2025 indicam que aproximadamente 37 mil mulheres já integravam as Forças Armadas, representando cerca de 10% do efetivo total. A presença feminina é mais notável em áreas como saúde, ensino e logística, demonstrando a diversidade de papéis que as mulheres já desempenham.
Apesar de as mulheres fazerem parte das Forças Armadas por meio de concursos desde 1982, a possibilidade de participar do serviço militar voluntário representa um passo significativo. Essa medida faz parte de um plano gradual para ampliar a participação feminina no Exército, promovendo maior diversidade e inclusão dentro das instituições militares do país.
Serviço e Informações Adicionais
As informações completas sobre o processo de alistamento feminino e o número exato de vagas disponíveis deverão ser divulgadas nos próximos dias pela Junta do Serviço Militar de Londrina. Interessadas em obter mais detalhes ou em se alistar podem procurar a Junta do Serviço Militar local, que está localizada na Avenida Dez de Dezembro, 1830, loja 42, dentro da Rodoviária de Londrina.
O que isso significa para a região
A inclusão de mulheres no Tiro de Guerra de Londrina representa um marco importante para a região do Norte Pioneiro do Paraná e para o estado como um todo. Além de promover a igualdade de gênero e a diversidade nas Forças Armadas, a medida pode inspirar jovens mulheres a considerar novas carreiras e oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional. Para Londrina, ser uma das primeiras cidades a implementar essa mudança reforça seu papel como polo de inovação e progresso, atraindo atenção e podendo gerar um impacto positivo na percepção da cidade em nível nacional.
Fonte: Tribuna do Norte — Campos Gerais — matéria original publicada em tnonline.uol.com.br. Imagens e vídeos: Tribuna do Norte — Campos Gerais. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
