O que aconteceu
A Longi, uma das líderes globais na fabricação de produtos fotovoltaicos, anunciou planos para investir 203,53 milhões de yuans chineses (aproximadamente 29,9 milhões de dólares) na construção de uma linha piloto de produção de células solares tandem de perovskita-silício cristalino de alta eficiência. Esta linha terá uma capacidade de 100 MW e será instalada em uma área de 4.000 m² dentro de uma instalação piloto existente do Instituto Central de P&D da Longi.
A iniciativa prevê a utilização de infraestrutura e equipamentos de suporte já existentes, complementados pela instalação de novos equipamentos específicos para deposição de perovskita em filme fino, cristalização rápida de perovskita e deposição funcional de filme fino em camada funcional. O objetivo principal é apoiar a pesquisa e desenvolvimento e a produção de células solares com eficiência superior.
Paralelamente, outras empresas chinesas também demonstram avanços no setor. A Tongwei está em fase final de negociação para adquirir a fabricante de polissilício Lihao Clean Energy, enquanto a Trina Solar prevê a produção em massa da tecnologia THBC no segundo semestre de 2026 e capacidade de perovskita em escala gigawatt até 2029.
O que muda
Este movimento da Longi sinaliza uma aceleração no desenvolvimento e na potencial comercialização de células solares de perovskita-silício, que prometem eficiências significativamente mais altas do que as células de silício convencionais. A empresa tem sido pioneira nessa área, estabelecendo recordes mundiais de eficiência para essa tecnologia, como 33,5% em 2023, 33,9% ainda no mesmo ano, 34,6% em 2024, 34,85% em abril de 2025 e, mais recentemente, 35,5% em julho de 2026.
A instalação de uma linha piloto de 100 MW representa um passo crucial para a transição da pesquisa de laboratório para a produção em escala, permitindo a otimização dos processos de fabricação e a validação da tecnologia em um ambiente mais próximo do industrial.
Quem é afetado
- Consumidores de energia: A longo prazo, o avanço na eficiência das células solares pode levar a custos de energia mais baixos e sistemas fotovoltaicos mais compactos, tornando a energia solar ainda mais acessível e atrativa para residências e empresas.
- Empresas e produtores rurais: A tecnologia mais eficiente pode significar maior geração de energia em espaços limitados, otimizando o retorno sobre o investimento em sistemas solares e reduzindo despesas com eletricidade.
- Indústria fotovoltaica: A inovação da Longi e de outras empresas chinesas intensifica a competitividade e impulsiona a pesquisa e o desenvolvimento global, forçando fabricantes a buscarem constantemente melhorias em seus produtos.
- Pesquisadores e desenvolvedores: A criação de linhas piloto e o estabelecimento de novos recordes de eficiência fornecem dados valiosos e validação para a pesquisa em materiais e arquiteturas de células solares de próxima geração.
Por que isso importa
A energia solar é um pilar fundamental da transição energética global. A busca por células solares mais eficientes é contínua e essencial para maximizar a geração de energia em espaços limitados e reduzir o custo nivelado da eletricidade (LCOE). A tecnologia tandem de perovskita-silício é considerada uma das mais promissoras para superar os limites de eficiência das células de silício tradicionais, podendo alcançar conversões de energia significativamente maiores.
O investimento da Longi em uma linha piloto de 100 MW demonstra a confiança da indústria na viabilidade comercial dessa tecnologia. É um indicativo de que a próxima geração de módulos solares pode estar a caminho, oferecendo maior desempenho e abrindo novas possibilidades para a instalação de energia solar em diversos contextos, desde grandes usinas até aplicações residenciais e comerciais com restrição de área.
Visão LZ7
Na LZ7 Energia, acompanhamos de perto as inovações que moldam o futuro da energia solar. O avanço das células tandem de perovskita-silício, liderado por empresas como a Longi, representa um marco importante para o setor. Uma maior eficiência significa mais energia gerada por metro quadrado, o que se traduz em sistemas fotovoltaicos mais potentes e, potencialmente, mais acessíveis no futuro. Este progresso é fundamental para a expansão da energia solar no Brasil e no mundo, oferecendo soluções cada vez mais robustas e econômicas para nossos clientes.
O que acompanhar agora
É crucial observar o progresso da Longi na sua linha piloto, especialmente em relação aos desafios de escalabilidade e estabilidade da tecnologia de perovskita. O desempenho e a durabilidade das células produzidas nesta linha piloto serão indicadores importantes para a sua futura adoção em larga escala. Além disso, os planos da Trina Solar para produção em massa de THBC e perovskita em escala GW até 2029 também merecem atenção, pois demonstram a expectativa de que estas tecnologias estarão prontas para o mercado em um futuro próximo.
