Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entrou com uma ação judicial contra Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL. A petição, protocolada na Justiça de São Paulo, busca uma indenização no valor de R$ 10 mil e uma decisão liminar para que um vídeo, publicado nas redes sociais de Flávio Bolsonaro, seja removido em até 24 horas. O conteúdo em questão associa Lulinha a um escândalo de desvios de recursos de aposentados do INSS. Até o momento, a Justiça não proferiu nenhuma decisão sobre o pedido.

Ação Judicial e Conteúdo Contestável

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva argumenta que o vídeo, intitulado “Missão: Localiza Lulinha” e veiculado nos perfis de Flávio Bolsonaro no Instagram e no X (antigo Twitter) no início de julho, utiliza montagens com Inteligência Artificial para retratá-lo como alvo de uma missão militar e de um avião de caça. A legenda do vídeo e o próprio conteúdo, segundo a defesa, atribuem a Lulinha condutas criminosas pelas quais ele não é investigado, como a acusação de ser “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”.

A petição de Lulinha enfatiza que não há contra ele “investigação, indiciamento, denúncia ou sequer hipótese acusatória de participação nas fraudes praticadas contra beneficiários do INSS”. A defesa esclarece que, embora o nome de Lulinha tenha sido mencionado em um procedimento, o objeto deste é distinto e não lhe atribui participação nos crimes originais que geraram os valores posteriormente investigados.

Lulinha processa Flávio Bolsonaro por vídeo sobre desvios do INSS
Foto: InfoMoney — Economia

Investigações Contra Lulinha e Conexões Suspeitas

Apesar das alegações da defesa sobre o INSS, Fábio Luís Lula da Silva é, de fato, alvo de três inquéritos que investigam tráfico de influência no Supremo Tribunal Federal (STF). A suspeita é que ele tenha atuado para facilitar o acesso de sua amiga, a lobista Roberta Luchsinger, a setores do governo, com o objetivo de prospectar negócios no Poder Executivo nacional. Roberta Luchsinger já trabalhou com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que foi preso pela Polícia Federal sob a acusação de desviar recursos de aposentadorias e pensões do INSS.

O ministro do TSE, Mendonça, já havia determinado a remoção de um vídeo de IA que relacionava Flávio Bolsonaro a Vorcaro, entendendo que a peça criava uma realidade audiovisual inexistente. Além disso, há uma avaliação de que Mendonça deve manter os inquéritos de Lulinha no STF, pois ainda há possibilidade de surgirem elementos envolvendo autoridades com foro privilegiado.

Lulinha processa Flávio Bolsonaro por vídeo sobre desvios do INSS
Foto: InfoMoney — Economia

Outro Processo e Decisão Judicial

Não é a primeira vez que Lulinha busca a Justiça para contestar conteúdos em redes sociais que o associam a práticas criminosas. A defesa de Fábio Luís também solicitou à Justiça de São Paulo que o candidato à presidência pelo Novo, Romeu Zema, removesse vídeos de suas redes sociais e pagasse uma indenização de R$ 10 mil. Os vídeos, denominados “Os Intocáveis” e “A casa caiu”, também ligavam o filho do presidente a atividades ilícitas. No entanto, neste caso específico envolvendo Romeu Zema, o pedido de remoção do conteúdo foi negado pela Justiça.

“Não existe contra o autor investigação, indiciamento, denúncia ou sequer hipótese acusatória de participação nas fraudes praticadas contra beneficiários do INSS. O procedimento em que seu nome foi mencionado possui objeto distinto e não lhe atribui participação nos crimes originários que produziram os valores posteriormente submetidos a investigação”, afirmou a defesa de Lulinha.
Lulinha processa Flávio Bolsonaro por vídeo sobre desvios do INSS
Foto: InfoMoney — Economia

Contexto Político e Eleitoral

A ação judicial ocorre em um período de intensa disputa eleitoral, com o pai de Lulinha, Luiz Inácio Lula da Silva, buscando a reeleição. A utilização de vídeos e conteúdos nas redes sociais para atacar adversários ou associá-los a escândalos é uma tática comum em campanhas políticas, mas frequentemente resulta em contestações judiciais sobre a veracidade e a legalidade das informações divulgadas. A Justiça Eleitoral e as instâncias comuns têm sido acionadas para mediar esses conflitos, buscando coibir a disseminação de notícias falsas ou difamatórias que possam influenciar indevidamente o processo democrático.

Fonte: InfoMoney — Economia — matéria original publicada em infomoney.com.br. Imagens e vídeos: InfoMoney — Economia. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.