A deputada estadual Maria Victoria (PP) assumiu o compromisso de trabalhar pela implantação de Casas do Autista em diversas regiões do Paraná. A iniciativa visa criar centros regionalizados de atendimento multidisciplinar, garantindo que pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias tenham acesso a suporte especializado mais próximo de suas residências. A proposta busca articular o Governo do Estado, municípios e instituições especializadas para estruturar uma rede de acolhimento e atendimento abrangente.

Casas do Autista: Uma Rede de Apoio Regional

O projeto das Casas do Autista tem como pilar fundamental a descentralização do atendimento para pessoas com TEA. A deputada Maria Victoria enfatiza a importância de uma rede de apoio acessível, que possa oferecer orientação e terapias sem que a localização geográfica seja um impedimento.

“A família que recebe um diagnóstico de autismo precisa encontrar uma rede de apoio, orientação e atendimento. E precisa encontrar essa estrutura perto de casa. O CEP não pode determinar se uma criança terá ou não acesso às terapias e aos profissionais de que necessita”, afirma Maria Victoria.

A ideia é que esses centros sejam instalados em cidades-polo, permitindo que cada unidade atenda não apenas os moradores do município sede, mas também os de cidades vizinhas. Essa regionalização busca diminuir a distância entre os grandes centros e o interior, oferecendo oportunidades semelhantes de acesso a serviços especializados.

Modelo de Financiamento e Abrangência

Para viabilizar a construção e operação das Casas do Autista, a deputada Maria Victoria sugere um modelo de financiamento que já se mostrou eficaz em outras iniciativas estaduais. A proposta é utilizar recursos provenientes das economias da Assembleia Legislativa do Paraná, espelhando o programa de construção de creches que já está em andamento no estado.

“Estamos construindo mais de 300 creches em todas as regiões com recursos das economias dos 54 deputados e deputadas. Podemos usar o mesmo modelo”, explica a deputada.

Os espaços deverão ser projetados para reunir uma variedade de serviços e profissionais de diferentes áreas, adaptados às necessidades individuais de cada pessoa com TEA. O objetivo é promover o desenvolvimento, a autonomia, a inclusão e a qualidade de vida, abrangendo todas as faixas etárias.

Atendimento Multidisciplinar Contínuo

A proposta das Casas do Autista não se limita apenas à infância, reconhecendo que o Transtorno do Espectro Autista acompanha o indivíduo por toda a vida. Maria Victoria ressalta a necessidade de um atendimento que evolua e se adapte às diferentes fases, desde a criança até o adulto.

“O autismo não termina na infância. Precisamos pensar na criança, no adolescente e no adulto”, pontua a deputada.

A implantação das unidades deverá ser realizada por meio de parcerias estratégicas com o Governo do Estado, os municípios e instituições que já possuem experiência consolidada no atendimento a pessoas com TEA. A deputada enfatiza que o Paraná já possui um capital humano e institucional valioso nesse campo.

“Não precisamos começar do zero. O Paraná tem profissionais, universidades, entidades e experiências muito importantes. O nosso papel é conectar essa capacidade, fortalecer o que já funciona e ajudar a levar atendimento especializado para todas as regiões”, frisa Maria Victoria.

A iniciativa busca, portanto, otimizar recursos e conhecimentos existentes para criar uma rede robusta e eficiente de suporte a pessoas com TEA em todo o estado.

Fonte: NP Diário — Norte Pioneiro — matéria original publicada em npdiario.com. Imagens e vídeos: NP Diário — Norte Pioneiro. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.