Um incidente chocante marcou o Dia das Crianças em Paiçandu, cidade do Norte do Paraná. Na última segunda-feira, 12 de outubro, um menino de apenas 10 anos de idade foi gravemente ferido após ter o pescoço cortado por uma linha de pipa com cerol. A criança estava andando de bicicleta pela rua quando foi atingida, necessitando de socorro imediato devido à gravidade do ferimento.

Incidente em Paiçandu

O acidente ocorreu em plena luz do dia, enquanto a criança desfrutava de um passeio de bicicleta. A linha com cerol, utilizada em pipas, causou um corte profundo no pescoço do menino, deixando-o em estado grave. A rápida ação de socorro foi crucial para o atendimento da vítima, que foi encaminhada para cuidados médicos urgentes.

O cerol é uma substância perigosa e ilegal, composta por uma mistura artesanal de cola e vidro moído. Sua finalidade é aumentar o poder de corte das linhas de pipa, o que o torna extremamente arriscado, não apenas para quem o manuseia, mas principalmente para terceiros que possam entrar em contato com ele, como motociclistas, ciclistas e pedestres.

A Ilegalidade do Cerol no Paraná

A fabricação, o uso e a venda de cerol são expressamente proibidos no estado do Paraná. A Lei n.º 20.264, promulgada em 24 de julho de 2020, estabelece claramente essa proibição, visando coibir a prática e prevenir acidentes graves como o ocorrido em Paiçandu. A legislação reflete a preocupação das autoridades com a segurança pública e a integridade física dos cidadãos, especialmente crianças e adolescentes, que são frequentemente as vítimas ou os praticantes dessa atividade.

Apesar da legislação em vigor, casos de ferimentos por cerol continuam a ser registrados, evidenciando a necessidade de maior fiscalização e conscientização sobre os perigos dessa prática. As consequências podem ser fatais, e o incidente com o menino de 10 anos serve como um alerta trágico para a comunidade.

Criança gravemente ferida por linha com cerol em Paiçandu no Dia das Crianças
Foto: G1 Paraná — Norte e Noroeste

O Perigo Invisível

O cerol, muitas vezes, é um perigo invisível nas ruas, especialmente em áreas urbanas onde o uso de pipas é comum. As linhas, quando esticadas e com a substância cortante, podem causar lesões severas em questão de segundos, sem que a vítima tenha tempo de reação. Os cortes no pescoço, como o sofrido pela criança em Paiçandu, são particularmente perigosos devido à proximidade de vasos sanguíneos importantes e da traqueia, podendo levar a hemorragias graves e asfixia.

A comunidade local e as autoridades são constantemente alertadas sobre os riscos, com campanhas de conscientização que buscam educar a população sobre os perigos do cerol e as alternativas seguras para o lazer com pipas. No entanto, a persistência do problema demonstra que ainda há um longo caminho a percorrer para erradicar completamente essa prática ilegal e perigosa.

Consequências Legais e Sociais

Além dos riscos à saúde e à vida, o uso e a comercialização de cerol acarretam consequências legais. A Lei n.º 20.264/2020 prevê sanções para aqueles que desrespeitam a proibição, que podem incluir multas e outras penalidades administrativas. Em casos de acidentes com lesões corporais graves ou morte, os responsáveis podem responder criminalmente, conforme a legislação penal vigente.

O impacto social de acidentes como este é profundo, gerando trauma para as vítimas e suas famílias, além de um sentimento de insegurança na comunidade. A prevenção, portanto, não se restringe apenas à fiscalização, mas também à educação e ao engajamento de pais, educadores e líderes comunitários para promover um ambiente mais seguro para as crianças.

O que isso significa para a região

O grave acidente em Paiçandu reforça a necessidade de vigilância constante e de campanhas educativas mais intensas em todo o Norte Pioneiro do Paraná. A ocorrência de um ferimento tão sério em uma data simbólica como o Dia das Crianças serve como um lembrete doloroso dos perigos que práticas ilegais como o uso de cerol representam. É fundamental que a população esteja ciente da proibição e das consequências, tanto para quem utiliza quanto para as vítimas.

A segurança nas ruas é uma responsabilidade coletiva, e a erradicação do cerol depende da colaboração entre autoridades, escolas, famílias e a própria comunidade. Ações de conscientização em escolas e bairros, aliadas à fiscalização efetiva, são passos cruciais para garantir que incidentes como este não se repitam, protegendo a vida e a integridade física de crianças e adultos em nossa região.

Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.