Riade, Arábia Saudita – O Aeroporto Internacional Rei Khalid, na capital saudita, foi alvo de um novo ataque no último sábado, resultando na evacuação do local e em múltiplos feridos. O incidente, que atingiu um complexo que abriga os terminais 3 e 4, destinados a voos domésticos, ocorre dias após a morte de três cidadãos sauditas, incluindo um piloto, em uma série extraordinária de agressões que marcam uma nova frente na guerra contra o Irã.

Fontes oficiais regionais, que preferiram manter o anonimato por não estarem autorizadas a falar com a mídia, confirmaram o impacto do míssil e o número de feridos. Ambulâncias foram vistas correndo para o local. As autoridades de aviação civil sauditas anunciaram a suspensão das operações no aeroporto e estão avaliando a extensão dos danos e o número exato de feridos. A presença policial foi intensificada, com todas as entradas bloqueadas e as luzes do complexo diminuídas. O rastreador de voos Flightradar24 indicou que diversas aeronaves foram desviadas para outros destinos.

Escalada de Conflitos e Repercussões

A recente onda de ataques, atribuída aos rebeldes Houthi, apoiados pelo Irã, surge na semana seguinte a uma grande ofensiva militar lançada pela coalizão liderada pela Arábia Saudita contra os Houthis. Embora os Houthis não tenham feito uma declaração imediata sobre o ataque de sábado, eles reivindicaram ataques anteriores nesta semana contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, bem como outras instalações militares e infraestruturas petrolíferas sauditas. Um residente de Riade relatou ter ouvido explosões na cidade.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou a jornalistas que está avaliando a possibilidade de os EUA se unirem aos ataques sauditas contra os rebeldes Houthi no Iêmen. “Podemos. Vamos analisar isso”, disse Trump. “Acabamos de saber sobre o ataque recente. Então, tomaremos uma decisão. Agimos muito rapidamente.”

A luta no Iêmen entre os Houthis e as forças governamentais iemenitas, apoiadas pela Arábia Saudita, tem se intensificado. A coalizão liderada pelos sauditas tem fornecido apoio aéreo às forças governamentais na tentativa de reverter os recentes avanços Houthi ao longo do Mar Vermelho. Esses avanços concederam aos rebeldes uma melhor vigilância sobre o transporte marítimo em um corredor crucial, que serve como alternativa ao Estreito de Hormuz, onde o Irã tem atacado navios. Embora os Houthis tenham afirmado à agência de notícias AP e a outros veículos que estão visando apenas o transporte marítimo saudita como parte de um bloqueio em retaliação a um imposto sobre eles, persistem as preocupações com ataques mais amplos.

“Podemos. Vamos analisar isso. Acabamos de saber sobre o ataque recente. Então, tomaremos uma decisão. Agimos muito rapidamente.”

— Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos

Preocupações com Defesa e Navegação Aérea

Oficiais regionais revelaram no mês passado que a Arábia Saudita está com baixos estoques de interceptores de mísseis e solicitou à França, Reino Unido, Paquistão e Egito o envio de apoio de defesa aérea para a região. Um desses oficiais notou que os EUA também viram seus próprios estoques diminuírem durante a guerra com o Irã. A assistência dos EUA, segundo os oficiais, incluiu compartilhamento de inteligência, identificação de alvos e planejamento para a mais recente ofensiva.

Em meio à crescente tensão, os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita e de Omã conversaram por telefone sobre a importância de “apoiar soluções diplomáticas para diminuir as tensões” na região. Omã, localizado do outro lado do Estreito de Hormuz em relação ao Irã, tem desempenhado um papel de mediação na região em diversas ocasiões.

As autoridades sauditas também emitiram um alerta público esta semana, advertindo que “filmar, publicar ou compartilhar informações relacionadas ao combate a mísseis e drones e seus locais de impacto expõe você a responsabilidade legal”.

Impacto nos Voos e Alerta Internacional

As interrupções nos voos estão se tornando cada vez mais frequentes. Nesta semana, os Houthis alertaram as companhias aéreas globais “pela última vez” sobre as potenciais consequências de operar no espaço aéreo saudita, que eles descreveram como um teatro para suas operações militares. De acordo com o site de rastreamento de voos FlightAware, pelo menos 225 voos no aeroporto de Riade foram cancelados nas últimas 24 horas.

Companhias aéreas como Air India, FlyDubai, Lufthansa e Pakistan International Airlines suspenderam voos de e para Riade e outros aeroportos sauditas pelos próximos dias. A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) expandiu suas diretrizes sobre o espaço aéreo saudita, notando a capacidade dos Houthis de atingir alvos mais profundos dentro do reino, incluindo Riade, e um “maior foco na infraestrutura de aviação”. A EASA alertou que os ataques de mísseis e drones e os esforços de interceptação “criam um risco aumentado de identificação incorreta de aeronaves civis”.

No ataque de quinta-feira, a companhia aérea nacional saudita informou que uma de suas aeronaves foi danificada enquanto estava no solo, sem passageiros a bordo.

O que isso significa para a região

A intensificação dos ataques no Aeroporto Internacional Rei Khalid e em outras infraestruturas críticas da Arábia Saudita sublinha a crescente instabilidade no Oriente Médio. A Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo do mundo, e a segurança de suas instalações, incluindo aeroportos e infraestrutura de petróleo, é vital para a estabilidade econômica global. A interrupção de voos e o risco para a aviação civil não apenas afetam o transporte de pessoas e mercadorias, mas também geram incerteza nos mercados internacionais. A escalada do conflito, com o envolvimento de potências como os Estados Unidos e a busca por apoio de defesa aérea de outros países, indica um cenário de tensão prolongada, com potenciais impactos geopolíticos e econômicos que reverberam muito além das fronteiras regionais.

Leitura da LZ7 Energia

A instabilidade no Oriente Médio, especialmente em países produtores de petróleo como a Arábia Saudita, tem um impacto direto nos preços globais da energia. Ataques a infraestruturas críticas, como aeroportos e instalações petrolíferas, geram incerteza no fornecimento e podem levar a aumentos nos custos dos combustíveis fósseis. Para o consumidor brasileiro e para empresas como a LZ7 Energia, que promove a energia solar, essa volatilidade reforça a importância da diversificação da matriz energética. A dependência de fontes energéticas importadas e sujeitas a conflitos geopolíticos ressalta a vantagem da energia solar como uma alternativa limpa, renovável e, sobretudo, local. Investir em energia solar não só contribui para a sustentabilidade ambiental, mas também oferece maior previsibilidade e estabilidade de custos, protegendo consumidores e empresas das flutuações do mercado global de combustíveis fósseis e da conta de luz.

Fonte: CNBC — Economia global — matéria original publicada em cnbc.com. Imagens e vídeos: CNBC — Economia global. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.