Em um cenário de preparação para as eleições de 2026, o senador Sérgio Moro (PL), que se apresenta como candidato ao governo do Paraná, revelou no último domingo, 23 de agosto, uma de suas principais propostas para a área da saúde no estado. A iniciativa, batizada de “tabela SUS paranaense”, tem como objetivo principal a complementação, por meio de recursos estaduais, dos valores atualmente pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pelos serviços prestados por hospitais e profissionais de saúde em todo o Paraná.
A proposta de Moro busca oferecer um suporte financeiro adicional às instituições e aos trabalhadores da saúde, que frequentemente enfrentam desafios relacionados à defasagem dos valores repassados pelo SUS. A ideia é que o estado atue como um parceiro, injetando recursos que ajudem a cobrir os custos operacionais e a valorizar os serviços prestados, garantindo assim uma melhor qualidade no atendimento à população paranaense.
Inspiração no Modelo Paulista
Durante seu pronunciamento, Sérgio Moro destacou que a concepção da “tabela SUS paranaense” é diretamente inspirada em um modelo já implementado e em funcionamento no estado vizinho de São Paulo. A “tabela SUS Paulista”, como é conhecida, serve de referência para a proposta paranaense, indicando um caminho que já demonstrou resultados em outra federação.
O senador explicou a lógica por trás dessa inspiração, enfatizando a universalidade e a previsibilidade que o sistema paulista oferece. Segundo ele, a intenção é replicar um mecanismo que garanta que os hospitais e profissionais recebam os valores complementares de forma padronizada e sem depender de negociações ou decisões isoladas.
São Paulo criou a tabela SUS Paulista. É um complemento do Tesouro, mas pago de maneira universal. Você prestou o serviço, é de qualidade, você vai receber. Não fica dependente da boa vontade do secretário de Saúde em atender ao hospital X e ao hospital Y.
A declaração de Moro ressalta a busca por um sistema mais transparente e equitativo, onde o pagamento adicional seja um direito garantido pela prestação de um serviço de qualidade, e não uma concessão baseada em critérios discricionários.

Autonomia e Desburocratização na Saúde
Um dos pontos cruciais da proposta de Sérgio Moro é a intenção de desvincular os hospitais e profissionais de saúde da dependência de decisões individuais da Secretaria de Estado da Saúde para a obtenção de valores adicionais. Atualmente, em muitos casos, a liberação de recursos extras ou a negociação de complementos pode envolver processos burocráticos e subjetivos, gerando incerteza e dificultando o planejamento financeiro das instituições.
A “tabela SUS paranaense” viria, nesse sentido, como uma ferramenta para padronizar esses repasses, conferindo maior autonomia e previsibilidade aos prestadores de serviço. Ao estabelecer um complemento fixo ou baseado em critérios claros e objetivos, o estado permitiria que os hospitais se concentrassem mais na qualidade do atendimento e menos na busca por recursos adicionais junto à secretaria.
Essa medida visa mitigar a percepção de que alguns hospitais são privilegiados em detrimento de outros, ou que a alocação de recursos extras depende de fatores políticos ou de relacionamento. A universalidade do pagamento, como mencionada por Moro, é um pilar fundamental para garantir que todos os hospitais que prestam serviços de qualidade dentro do SUS no Paraná sejam beneficiados de forma igualitária.
Impacto Potencial para a Região Norte Pioneiro
Para a região do Norte Pioneiro do Paraná, a implementação de uma “tabela SUS paranaense” poderia representar um avanço significativo. Os hospitais e unidades de saúde da região, muitas vezes localizados em municípios de menor porte e com recursos limitados, enfrentam desafios constantes para manter a qualidade dos serviços e a sustentabilidade financeira.
A complementação dos valores do SUS com recursos estaduais poderia aliviar a pressão orçamentária sobre essas instituições, permitindo investimentos em infraestrutura, equipamentos e, principalmente, na valorização dos profissionais de saúde. Com um fluxo de recursos mais estável e previsível, os hospitais poderiam planejar melhor suas expansões e aprimoramentos, impactando diretamente a oferta e a qualidade dos atendimentos médicos para a população local.
A proposta de Moro, se concretizada, poderia fortalecer a rede de saúde do Norte Pioneiro, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para grandes centros urbanos em busca de atendimento especializado e garantindo que os moradores da região tenham acesso a serviços de saúde de alta qualidade mais próximos de suas casas.
O Contexto das Eleições de 2026
A apresentação desta proposta por Sérgio Moro ocorre em um momento estratégico, com as eleições para o governo do Paraná se aproximando em 2026. A saúde é um tema de grande relevância e sensibilidade para a população, e a discussão sobre melhorias no SUS sempre gera interesse e debate.
Ao propor uma solução concreta para um problema crônico do sistema de saúde, Moro busca posicionar-se como um candidato que compreende as necessidades do setor e que está apto a implementar mudanças significativas. A referência a um modelo já bem-sucedido em outro estado confere credibilidade à proposta, sugerindo que não se trata de uma ideia isolada, mas de uma adaptação de uma solução já testada.
A “tabela SUS paranaense” será, sem dúvida, um dos pontos a serem debatidos e analisados pelos eleitores e pelos demais candidatos ao longo da campanha eleitoral, moldando o futuro da saúde pública no estado do Paraná.
Leitura da LZ7 Energia
A proposta de uma 'tabela SUS paranaense' para complementar os pagamentos a hospitais e profissionais de saúde, com recursos do estado, pode ter um impacto indireto, mas positivo, na economia local e na infraestrutura. Hospitais mais bem financiados e com maior previsibilidade orçamentária tendem a ser mais eficientes, o que pode refletir na capacidade de manutenção de suas instalações e equipamentos. Embora não diretamente ligada ao setor de energia, uma saúde pública robusta e com infraestrutura modernizada pode, a longo prazo, considerar investimentos em eficiência energética, como a instalação de sistemas de energia solar para reduzir custos operacionais e contribuir para a sustentabilidade. A economia gerada pela redução da conta de luz em grandes consumidores como hospitais pode ser reinvestida na melhoria dos serviços, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento e otimização de recursos públicos.
Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
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