A busca por justiça para Andrew Frederick, um cidadão britânico de 47 anos encontrado morto em Granada em janeiro, ganhou um novo e complexo capítulo. Sua família, que tem liderado uma campanha incansável por respostas, está agora apelando às autoridades de Granada para que colaborem estreitamente com a Polícia Metropolitana do Reino Unido na elucidação das circunstâncias de sua morte. O caso, que inicialmente foi considerado homicídio por um patologista particular, viu um desenvolvimento crucial com a repatriação do corpo de Frederick e a descoberta chocante de que órgãos importantes estavam ausentes durante um segundo exame post-mortem realizado no Reino Unido.

Cronologia de um Mistério no Caribe

Andrew Frederick foi encontrado sem vida na propriedade onde estava hospedado em Granada em 4 de janeiro de 2026. A notícia de sua morte abalou a família, que rapidamente buscou esclarecimentos. Na mesma semana, um patologista contratado de forma privada realizou uma autópsia, concluindo que a morte de Frederick foi um homicídio. Esta conclusão inicial contrastou com uma declaração posterior das autoridades grenadinas.

Em junho do mesmo ano, Howard Pinnock, diretor de processos públicos de Granada, declarou em uma coletiva de imprensa que o caso de Frederick, juntamente com outro processo pendente, seria encaminhado ao legista para determinar a causa da morte. Pinnock afirmou que não havia 'base' nas investigações até então para concluir que um homicídio havia ocorrido, levantando dúvidas sobre a apuração inicial e aprofundando a angústia da família.

A Intervenção Britânica e Descobertas Chocantes

Diante da persistente campanha da família, as autoridades britânicas finalmente se envolveram no caso. O corpo de Andrew Frederick foi repatriado para o Reino Unido no mês anterior, onde uma segunda autópsia foi realizada. Foi durante este exame que uma descoberta perturbadora veio à tona: o legista britânico constatou a ausência dos órgãos de Frederick. Atualmente, a causa da morte é classificada como 'não apurada', indicando a complexidade e a falta de informações conclusivas.

Na semana passada, no início de um inquérito no tribunal do legista de West London, a legista sênior Lydia Brown anunciou que a Polícia Metropolitana do Reino Unido está agora investigando a morte de Frederick. Esta decisão marca um ponto de virada significativo para a família, que acompanhou a audiência por videoconferência.

"A decisão do legista de suspender o inquérito de Andrew para permitir que a Polícia Metropolitana conduza uma investigação criminal marca um ponto de virada significativo."

A família expressou seu encorajamento e gratidão pela investigação da Polícia Metropolitana, enfatizando a necessidade de colaboração internacional.

"Estamos encorajados e gratos por a investigação da Polícia Metropolitana estar agora em andamento. A justiça para Andrew depende de todos com poder de agir, em ambos os lados do Atlântico, fazendo o que é certo."

A Grenada police officer at the beach
A Grenada police officer at the beach

O Apelo por Colaboração e Respostas Urgentes

A família de Andrew Frederick, que o descreve como um membro profundamente amado, pai e filho, reiterou seu compromisso em descobrir a verdade. Eles esperam que a decisão de suspender o inquérito seja o passo que finalmente permita uma investigação completa e coordenada, e que todos que possam ajudar o façam.

"Andrew era um membro profundamente amado de uma família unida; um filho, irmão, pai e neto. Ele deixa para trás sua querida filha, que deveria estar crescendo com ele ao seu lado, não aprendendo a viver sem ele."

"Nossa família permanece determinada a descobrir a verdade sobre o que aconteceu com Andrew e a ver a justiça ser feita. Esperamos que esta decisão seja o passo que finalmente permite uma investigação completa e devidamente coordenada e que todos que possam ajudar o façam agora."

No início deste ano, a família já havia pedido uma revisão urgente das políticas que regem a assistência do Reino Unido a parentes de britânicos mortos no exterior. Eles foram forçados a lançar seus próprios apelos públicos por informações e a contratar um patologista forense independente e uma investigação privada, evidenciando a falta de apoio inicial.

"Oito meses se passaram desde que Andrew nos foi tirado. Nesse tempo, aprendemos o que nenhuma família deveria ter que aprender, e travamos batalhas que nenhuma família deveria enfrentar sozinha."

"Buscamos incansavelmente respostas e apoio enquanto carregávamos o peso da perda de Andrew e o horror do que lhe foi feito. Ainda não temos um relato completo do que aconteceu, e questões importantes permanecem sem resposta."

"Esperamos que as autoridades grenadinas com conhecimento do caso compartilhem agora essas informações e trabalhem colaborativamente com a Polícia Metropolitana, permitindo que a investigação prossiga sem mais atrasos. Também estamos buscando respostas urgentes sobre por que os órgãos de Andrew estavam ausentes quando seu corpo foi devolvido ao Reino Unido para exames adicionais."

Posicionamento das Autoridades

Em Granada, o Gabinete do Comissário informou que o 'assunto progredirá para o tribunal do legista da paróquia de Saint George'. No Reino Unido, um porta-voz da Polícia Metropolitana confirmou a investigação:

"A Polícia Metropolitana está investigando a morte de Andrew Donald Frederick, de 47 anos, que morreu em Granada em 4 de janeiro."

"A família do Sr. Frederick está sendo apoiada por oficiais especializados."

"Nenhuma prisão foi feita nesta fase e as investigações estão em andamento."

Oficiais da Polícia Metropolitana já contataram a Força Policial Real de Granada (RGPF) para oferecer assistência e discutir como a investigação pode avançar. Os procedimentos do inquérito foram suspensos enquanto aguardam os resultados das investigações policiais, sublinhando a seriedade e a complexidade do caso que agora se desdobra em ambos os lados do Atlântico.

Fonte: The Guardian — World (internacional) — matéria original publicada em theguardian.com. Imagens e vídeos: The Guardian — World (internacional). Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.