Em um julgamento que capturou a atenção da comunidade do Norte Pioneiro do Paraná, Ricardo Seidi Shigematsu foi condenado a 23 anos, 6 meses e 22 dias de prisão pelo assassinato de sua filha, Eduarda Shigematsu, de 11 anos. A sentença foi proferida após Ricardo confessar o crime durante o júri popular, que teve início na quarta-feira (16) e foi concluído na quinta-feira (17).
Desfecho do Júri Popular
O tribunal do júri, que se estendeu por dois dias, culminou na condenação de Ricardo Seidi Shigematsu. Além da pena de reclusão, a Justiça determinou que o pai da vítima pague uma reparação mínima de danos morais no valor de R$ 90 mil à mãe de Eduarda Shigematsu. Este valor visa compensar, em parte, o sofrimento causado pela perda da filha.
A defesa de Ricardo, em nota oficial, manifestou que
a "defesa acolhe e reconhece a decisão do conselho de sentença".
Paralelamente, Terezinha de Jesus Guinaia, avó de Eduarda e coacusada no processo, foi absolvida de todas as acusações. O G1 informou ter procurado a defesa de Terezinha para obter um posicionamento, mas aguarda retorno.

O Caso Eduarda Shigematsu
O caso Eduarda Shigematsu ganhou notoriedade pela brutalidade e pelas circunstâncias que levaram à morte da menina de 11 anos. A confissão de Ricardo Seidi Shigematsu durante o julgamento foi um ponto crucial para o desfecho da condenação, trazendo à tona detalhes do crime que chocaram a população.
A manutenção do júri para 16 de setembro, conforme noticiado anteriormente, garantiu que o processo seguisse seu curso, culminando na decisão judicial que agora impõe a pena ao pai e absolve a avó.
Pena e Reparação
A pena de 23 anos, 6 meses e 22 dias de prisão imposta a Ricardo Seidi Shigematsu reflete a gravidade do crime de homicídio. A determinação de reparação por danos morais de R$ 90 mil à mãe da vítima é um reconhecimento legal do impacto emocional e psicológico sofrido pela família direta de Eduarda.
Este tipo de reparação, embora não traga a vida de volta, busca oferecer algum tipo de amparo à vítima indireta e reforça a responsabilidade civil do condenado, além da criminal.
Repercussão na Comunidade
O julgamento e a subsequente condenação de Ricardo Seidi Shigematsu, assim como a absolvição de Terezinha de Jesus Guinaia, tiveram grande repercussão no Norte Pioneiro do Paraná. Casos como o de Eduarda Shigematsu frequentemente mobilizam a sociedade, gerando debates sobre segurança, justiça e a proteção de crianças e adolescentes.
A comunidade local acompanhou de perto os desdobramentos, aguardando uma resposta do sistema judiciário para um crime que abalou a região.
Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
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