A investigação sobre a morte de Alexandre Rodrigues Ramos, de 20 anos, em Londrina, no Norte do Paraná, ganhou novos detalhes. O delegado Roberto Fernandes, responsável pelo inquérito, revelou que a vítima tentou acessar um apartamento vizinho pela sacada do 14º andar como forma de fuga de seus agressores, antes de cair e falecer. O trágico incidente ocorreu em 14 de agosto.

Detalhes da Investigação e Motivação

De acordo com a Polícia Civil (PC-PR), Alexandre foi agredido e torturado por um grupo de amigos da própria namorada. A motivação para as agressões seria a suspeita de que o jovem teria furtado uma câmera do local. Inicialmente, havia a incerteza se os agressores teriam arremessado Alexandre do prédio, uma tese que foi descartada por laudos periciais e depoimentos. A perícia técnica foi crucial para determinar a dinâmica da queda.

O laudo do Instituto de Criminalística de Londrina, que analisou o local do incidente, indicou que Alexandre tentou se deslocar entre os apartamentos pela sacada. O documento aponta que ele buscou apoio no andar de baixo, mas não conseguiu se segurar, resultando na queda fatal. Essa conclusão pericial é corroborada por depoimentos colhidos durante a investigação.

Ação dos Agressores e Prisões

O delegado Fernandes detalhou que, após as agressões, os indivíduos envolvidos teriam deixado Alexandre sozinho no apartamento. Foi nesse momento que ele tentou a fuga desesperada pela sacada. O inquérito aponta que os agressores não estavam presentes no momento exato da queda, mas foram responsáveis pelas agressões que antecederam o evento.

A Polícia Civil agiu rapidamente, e três pessoas foram presas em flagrante por tortura, no dia 16 de agosto, dois dias após o ocorrido. Entre os detidos estão a namorada da vítima e dois amigos dela. Um quarto suspeito, que também participou das agressões, foi identificado e está sendo procurado pelas autoridades. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Perícia revela tentativa de fuga antes de queda fatal em Londrina
Foto: G1 Paraná — Campos Gerais e Sul

Conclusões da Perícia e Depoimentos

A perícia do Instituto de Criminalística de Londrina foi fundamental para a elucidação da dinâmica da queda. O laudo técnico, aliado aos depoimentos das testemunhas e dos próprios agressores, permitiu à Polícia Civil reconstruir os eventos que levaram à morte de Alexandre. A combinação de evidências técnicas e testemunhais foi decisiva para refutar a hipótese de que o jovem teria sido arremessado.

“A perícia do Instituto de Criminalística de Londrina e os depoimentos colhidos até o momento indicam que a vítima tentou se deslocar entre os apartamentos pela sacada, buscando apoio no andar de baixo, mas não conseguiu se segurar e caiu. Os agressores não estavam presentes no momento da queda, mas foram responsáveis pelas agressões que o levaram a essa tentativa desesperada de fuga”, afirmou o delegado Roberto Fernandes.

A investigação continua em andamento para localizar o quarto suspeito e finalizar o inquérito, que será encaminhado ao Ministério Público para as devidas providências judiciais.

Impacto na Comunidade e Segurança

O caso gerou grande repercussão em Londrina e na região, levantando discussões sobre a violência e a segurança em ambientes residenciais. A brutalidade das agressões e a tentativa desesperada de fuga da vítima chocaram a população local. A rápida atuação da Polícia Civil na prisão dos suspeitos trouxe um senso de justiça, mas a tragédia serve como um alerta para a gravidade de crimes como tortura e agressão.

A comunidade acompanha de perto o desdobramento do caso, aguardando que todos os responsáveis sejam devidamente punidos. A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população com informações que possam auxiliar na captura do último suspeito foragido, garantindo que a justiça seja plenamente cumprida.

Fonte: G1 Paraná — Campos Gerais e Sul — matéria original publicada em g1-campos-gerais.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Campos Gerais e Sul. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.