O estado do Paraná se prepara para uma inovação significativa na fiscalização de trânsito em suas rodovias. Um novo sistema de radares, projetado para calcular a velocidade média dos veículos em trechos específicos, será implementado em fase de testes. Esta abordagem difere substancialmente dos radares fixos tradicionais, que registram a velocidade em um único ponto, permitindo que motoristas reduzam momentaneamente a velocidade apenas para acelerar logo após.
A operação desses novos equipamentos estará a cargo das concessionárias que administram as rodovias, as quais receberam autorização para a iniciativa diretamente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O período de testes terá uma duração mínima de seis meses. É importante ressaltar que, durante essa fase experimental, não haverá aplicação de multas aos condutores. O objetivo principal é avaliar a eficácia do sistema e sua aceitação, bem como coletar dados para futuras implementações.
Como funciona o novo sistema de fiscalização
A principal característica do novo sistema é a instalação de dois radares em cada trecho monitorado, posicionados a uma distância de alguns quilômetros um do outro. O primeiro radar registra o momento em que o veículo entra no trecho, enquanto o segundo registra sua saída. Com base nesses dois registros de tempo e na distância conhecida entre os equipamentos, o sistema calcula a velocidade média desenvolvida pelo veículo naquele segmento da rodovia.
Essa metodologia busca desestimular a prática comum de motoristas que freiam bruscamente apenas ao se aproximarem de um radar fixo, voltando a acelerar em seguida. Ao invés disso, o sistema de velocidade média incentiva a manutenção de uma velocidade constante e segura ao longo de todo o trecho, promovendo uma condução mais responsável e previsível. A expectativa é que essa mudança contribua para a redução de acidentes e para a melhoria do fluxo de tráfego.
Trechos selecionados para os testes no Paraná
Os testes serão realizados em um total de 13 trechos de rodovias paranaenses. A seleção desses locais foi estratégica, abrangendo diferentes regiões e tipos de vias para garantir uma avaliação abrangente do sistema. A lista completa dos trechos inclui:
- BR-153 – Km 29 ao Km 36 (Jacarezinho)
- BR-153 – Km 50 ao Km 56 (Santo Antônio da Platina)
- BR-277 – Km 104 ao Km 111 (Campo Largo)
- BR-277 – Km 117 ao Km 124 (Campo Largo)
- BR-277 – Km 130 ao Km 137 (Balsa Nova)
- BR-277 – Km 140 ao Km 147 (Balsa Nova)
- BR-277 – Km 231 ao Km 238 (Fernandes Pinheiro)
- BR-277 – Km 240 ao Km 247 (Fernandes Pinheiro)
- BR-277 – Km 265 ao Km 272 (Irati)
- BR-277 – Km 275 ao Km 282 (Irati)
- BR-369 – Km 13 ao Km 20 (Santa Mariana)
- BR-376 – Km 450 ao Km 457 (Ponta Grossa)
- BR-376 – Km 470 ao Km 477 (Ponta Grossa)

Implicações e próximos passos
A introdução desses radares de velocidade média representa um avanço na tecnologia de fiscalização de trânsito no Brasil, alinhando o país a práticas já adotadas em outras nações com bons resultados em segurança viária. A fase de testes é crucial para que as autoridades avaliem o impacto real na segurança, a aceitação dos motoristas e a viabilidade técnica da implementação em larga escala.
Embora não haja multas durante este período inicial, a presença dos equipamentos serve como um alerta e um incentivo para que os condutores se habituem a manter velocidades mais consistentes e dentro dos limites permitidos. A expectativa é que, após a conclusão dos testes e a análise dos dados coletados, o sistema possa ser expandido para outras rodovias do Paraná e, eventualmente, para outras regiões do país, contribuindo para um trânsito mais seguro e eficiente.
O que isso significa para a região
Para o Norte Pioneiro do Paraná, a inclusão de trechos como a BR-153 em Jacarezinho e Santo Antônio da Platina, e a BR-369 em Santa Mariana, na lista de testes, é um indicativo da atenção das autoridades para a segurança viária na região. Essas rodovias são importantes corredores de transporte e, consequentemente, pontos de preocupação em relação a acidentes. A implementação de um sistema que promove a velocidade constante e controlada pode ter um impacto positivo direto na redução de ocorrências e na fluidez do tráfego, beneficiando tanto os moradores locais quanto aqueles que transitam pela área.
A iniciativa reforça a busca por soluções que melhorem a infraestrutura e a segurança, aspectos que, indiretamente, podem influenciar o desenvolvimento econômico e social da região, ao tornar o transporte mais seguro e previsível.
Leitura da LZ7 Energia
A segurança viária, a eficiência dos transportes e a infraestrutura são pilares para o desenvolvimento regional, e a energia solar desempenha um papel crescente nesse cenário. A iluminação pública em rodovias e áreas urbanas, por exemplo, pode ser otimizada com sistemas fotovoltaicos, garantindo visibilidade e segurança sem onerar a rede elétrica convencional. Além disso, a eletrificação de pontos de apoio e serviços ao longo das estradas, como postos de carregamento para veículos elétricos ou sistemas de monitoramento, pode se beneficiar da geração distribuída de energia solar, promovendo a sustentabilidade e a autonomia energética. A modernização da infraestrutura, como a que se busca com os novos radares, caminha lado a lado com a necessidade de soluções energéticas eficientes e limpas para o futuro da mobilidade e da segurança no Paraná.
Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
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