Em um cenário político que começa a se desenhar para as eleições de 2026, Requião Filho (PDT), que se apresenta como candidato ao governo do Paraná, trouxe à tona duas propostas centrais que prometem gerar debate: a necessidade de uma auditoria aprofundada na Companhia Paranaense de Energia (Copel) após seu processo de privatização e a intenção de descontinuar o modelo de escolas cívico-militares em todo o estado. As declarações foram feitas em uma entrevista, onde o candidato detalhou suas visões para o futuro da infraestrutura energética e da educação paranaense.
Propostas para a Copel Pós-Privatização
A privatização da Copel, uma das maiores empresas de energia do Brasil e um ativo estratégico para o Paraná, tem sido um tema de intensa discussão. Requião Filho, ao abordar o assunto, enfatizou a importância de uma fiscalização rigorosa sobre a companhia, mesmo sob nova gestão. Sua principal proposta é a realização de uma auditoria completa na empresa, com o objetivo de assegurar que os interesses públicos do estado sejam preservados e que a qualidade dos serviços prestados à população paranaense não seja comprometida.
O candidato argumenta que a Copel, independentemente de sua estrutura de capital, deve continuar a servir aos cidadãos do Paraná. Ele sinaliza uma postura ativa de fiscalização, não apenas sobre a própria empresa, mas também em relação à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão regulador do setor. A intenção é cobrar da Aneel uma postura mais séria e atenta às especificidades e necessidades do Paraná, garantindo que a regulação seja efetiva e beneficie a população local.
“Ela [Copel] deve atender ao interesse público do Paraná e a gente pode, sim, ir para cima dessa empresa com seriedade, fiscalizando e cobrando também da Aneel uma maior seriedade em relação ao Paraná,” afirmou Requião Filho.

O Futuro das Escolas Cívico-Militares no Paraná
Outro ponto de destaque na plataforma de Requião Filho é a sua posição contrária ao modelo de escolas cívico-militares. O candidato declarou que, caso seja eleito para governar o estado, sua administração trabalhará para encerrar este formato de ensino no Paraná. A base para essa decisão, segundo ele, reside na percepção de que não há uma diferença substancial e palpável no currículo oferecido por essas instituições em comparação com as escolas públicas tradicionais.
A implementação das escolas cívico-militares tem sido um tema controverso em diversas partes do país, com defensores apontando para a disciplina e os resultados acadêmicos, e críticos levantando questões sobre a militarização do ambiente escolar e a eficácia pedagógica. Requião Filho, ao propor o fim deste modelo, posiciona-se claramente contra a sua continuidade, sugerindo que os recursos e esforços educacionais deveriam ser direcionados para outras abordagens que, em sua visão, trariam um impacto mais significativo e positivo para o desenvolvimento dos estudantes paranaenses.
Contexto Político e Eleitoral
As declarações de Requião Filho, divulgadas em 16 de setembro de 2026, inserem-se no período pré-eleitoral, onde os candidatos começam a apresentar suas propostas e a demarcar suas posições em relação a temas sensíveis e de grande interesse público. A abordagem sobre a Copel toca diretamente na infraestrutura e na economia do estado, enquanto a questão das escolas cívico-militares afeta a política educacional e o futuro de milhares de jovens.
A entrevista, concedida à RPC, veículo afiliado do G1 Paraná, serve como um dos primeiros contornos da campanha de Requião Filho, que busca consolidar sua imagem e suas propostas perante o eleitorado paranaense. A estratégia de focar em temas de grande repercussão, como a gestão de uma empresa estratégica e o modelo educacional, demonstra a intenção de dialogar com diferentes setores da sociedade e de apresentar alternativas para a administração estadual.
Impacto Potencial das Propostas
As propostas de Requião Filho, se concretizadas, teriam um impacto significativo no Paraná. Uma auditoria na Copel poderia reabrir discussões sobre os termos da privatização e a performance da empresa, potencialmente levando a ajustes regulatórios ou a novas exigências de fiscalização. Para os consumidores, isso poderia significar uma revisão na qualidade do serviço ou nas tarifas, dependendo dos achados da auditoria e das ações subsequentes da Aneel e do governo estadual.
No campo da educação, o fim das escolas cívico-militares implicaria uma reestruturação de diversas unidades de ensino, com a readaptação de equipes e a redefinição de projetos pedagógicos. Essa mudança afetaria diretamente alunos, pais e profissionais da educação envolvidos neste modelo, exigindo um planejamento cuidadoso para a transição e para a garantia da continuidade do ensino de qualidade. Ambas as propostas, portanto, representam mudanças estruturais que demandariam um esforço considerável de gestão e articulação política.
Leitura da LZ7 Energia
A proposta de Requião Filho de auditar a Copel após a privatização ressoa diretamente com o setor de energia, especialmente no Norte Pioneiro do Paraná. A fiscalização rigorosa de uma concessionária de energia é crucial para garantir que os investimentos em infraestrutura, incluindo a expansão e modernização da rede, sejam realizados de forma eficiente e que a qualidade do fornecimento seja mantida. Para empresas como a LZ7 Energia, que atua com energia solar, um ambiente regulatório claro e uma fiscalização atuante da Aneel são fundamentais. A estabilidade e a previsibilidade do sistema elétrico, bem como a transparência na gestão da concessionária, impactam diretamente a viabilidade e a expansão de projetos de geração distribuída e de outras fontes renováveis. A cobrança por 'maior seriedade' da Aneel, conforme mencionado pelo candidato, pode indicar uma busca por um ambiente regulatório mais responsivo às necessidades locais e à inovação no setor, o que é benéfico para o desenvolvimento de soluções energéticas sustentáveis na região.
Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
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