O Palmeiras assegurou sua vaga na grande final da Copa Libertadores da América após superar o Fluminense em disputa de pênaltis na noite de quarta-feira (22). A definição ocorreu nas cobranças na marca da cal após o placar de 1 a 0 para a equipe carioca no tempo regulamentar, resultando na vitória alviverde por 5 a 3 nas penalidades máximas. Logo após a partida, o técnico Abel Ferreira abordou publicamente os métodos que utiliza com a equipe alviverde para os tiros livres diretos e detalhou a conduta que adota nos momentos decisivos.

Classificação nos pênaltis e a postura do treinador

Durante a decisão das penalidades, o comandante português manteve uma postura que já virou tradição em sua trajetória de sete anos à frente do Palmeiras: ele optou por não olhar para o campo enquanto as cobranças eram executadas. De acordo com o treinador, esse hábito esteve presente em todas as decisões desse tipo disputadas pelo clube sob sua gestão esportiva.

O técnico pontuou que o trabalho principal da comissão técnica é executado previamente nos dias que antecedem a partida, respeitando o limite psicológico imposto pelo ambiente de competição oficial.

"Todos os pênaltis que tiveram aqui, acho que não vi nenhum. Fiz o trabalho que tinha que fazer com os jogadores durante a semana. Não os preparei para bater, porque, em termos de treino, nada replica a emoção do jogo. Em função de termos perdido muitas disputas, fizemos um protocolo de pênaltis. Perdemos algumas vezes nos pênaltis. Agora, ganhamos por competência, mérito e preparação", explicou Abel Ferreira.

O protocolo interno após o histórico de seis eliminações

A formulação de uma diretriz específica para o momento dos pênaltis surgiu como resposta ao histórico recente da comissão técnica no clube paulista. Abel Ferreira revelou que a necessidade de criar um protocolo interno decorreu das seis derrotas que o Palmeiras amargou em cobranças de penalidades ao longo de sua permanência na equipe.

Para a comissão técnica, simular a carga emocional de uma disputa eliminatória durante a rotina na Academia de Futebol é impraticável. Por conta dessa barreira psicológica, a estratégia desenhada buscou organizar os procedimentos de escolha e execução para reduzir as incertezas dos atletas em campo.

Abel Ferreira detalha protocolo de pênaltis do Palmeiras na Libertadores
Foto: CNN Brasil — Nacional

A atuação de Carlos Miguel sob as traves

A vitória alviverde teve atuação determinante do goleiro Carlos Miguel, que defendeu a finalização cobrada pelo volante Nonato, do Fluminense. O arqueiro já havia sido decisivo em cenário semelhante na fase anterior do torneio continental, ocasião em que o Palmeiras eliminou a LDU igualmente nas penalidades máximas com intervenções do goleiro.

Na entrevista coletiva, Abel Ferreira fez questão de blindar o jogador de questionamentos relativos a atuações passadas e atribuiu a presença do time na decisão ao rendimento do defensor da meta alviverde.

"Estamos aqui por causa do Carlos Miguel. Nós só estamos a jogar contra o Fluminense por causa do Carlos Miguel. O erro faz parte do crescimento do atleta", afirmou o treinador.

Experiência dos batedores e diálogo com a diretoria

Além da defesa de Carlos Miguel, o índice de acerto dos cobradores do Palmeiras foi total. O elenco contou com a frieza de atletas rodados no cenário internacional: quatro jogadores que estiveram na última edição da Copa do Mundo foram destacados para as batidas e converteram suas respectivas tentativas, selando o 5 a 3 no placar final.

O treinador palmeirense enfatizou que o protocolo não garante vitórias automáticas, pontuando que já expôs a complexidade da situação diretamente à presidência do clube e à diretoria de futebol.

"Gostaria muito de vos dizer o que eu faço, mas não há receitas mágicas. Perdemos tantas vezes em pênaltis que decidi criar um protocolo. Seguimos ele. Podemos ganhar ou perder, não temos receita mágica. Nessa situação de pênaltis, é fundamental que os batedores consigam fazer o gol e o goleiro apanhar uma. É muito difícil, por muito que se treine. Já conversei com a presidente e o nosso diretor. Nunca vou conseguir treinar pênaltis com a intensidade emocional do jogo", concluiu Abel Ferreira.
Abel Ferreira detalha protocolo de pênaltis do Palmeiras na Libertadores
Foto: CNN Brasil — Nacional

Reações dos atletas após a disputa na semifinal

A classificação palmeirense gerou declarações distintas nos vestiários. Do lado vencedor, o meio-campista Marlon Freitas ressaltou a entrega coletiva ao avaliar a conquista da vaga e qualificou o resultado com a expressão "sacrifício", destacando o desgaste imposto pela semifinal.

Pelo lado do Fluminense, a queda após o triunfo por 1 a 0 com a bola rolando trouxe frustração. O lateral Guilherme Arana lamentou o desfecho da partida e a eliminação nas cobranças ao afirmar: "Jogamos para c...", externando o sentimento do elenco tricolor diante da desclassificação após o esforço exercido durante os noventa minutos.

Abel Ferreira detalha protocolo de pênaltis do Palmeiras na Libertadores
Foto: CNN Brasil — Nacional

Programação da final e calendário no Campeonato Brasileiro

Com o avanço assegurado na competição continental, o Palmeiras já tem data e local fixados para a decisão do título mais importante da América do Sul:

  • Data da final: 28 de novembro, sábado
  • Formato: Jogo único
  • Local da decisão: Montevidéu, Uruguai

Antes de embarcar para o compromisso decisivo em Montevidéu, o elenco volta suas atenções ao calendário do futebol nacional. A próxima partida do Palmeiras é contra o RB Bragantino, em confronto válido pelo Campeonato Brasileiro.

Fonte: CNN Brasil — Nacional — matéria original publicada em cnnbrasil.com.br. Imagens e vídeos: CNN Brasil — Nacional. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.