Apucarana, no Norte Pioneiro do Paraná, registra um aumento alarmante de acidentes graves após o forte temporal que atingiu a cidade na última segunda-feira, dia 21. Em apenas uma semana, pelo menos dez pessoas foram hospitalizadas com fraturas no crânio ou na coluna vertebral, todas resultantes de quedas de telhados danificados pela tempestade.

A situação tem gerado grande preocupação entre as autoridades de saúde e segurança, que alertam a população sobre os perigos de realizar reparos em telhados sem as devidas precauções e equipamentos de proteção. A urgência em consertar os danos causados pelo vento e granizo tem levado muitos moradores a se expor a riscos consideráveis.

Onda de Acidentes Graves Pós-Temporal

Desde o dia 21 de setembro até o sábado, dia 26, o Hospital da Providência, em Apucarana, recebeu uma dezena de pacientes com ferimentos sérios. O médico neurocirurgião Gustavo Jun Osugue confirmou que todos esses casos estão relacionados a quedas de telhados. As lesões incluem fraturas no crânio e na coluna, muitas das quais exigem intervenção cirúrgica.

“Devido à chuva está muito frequente queda de telhado com traumas no crânio e fratura de coluna”, afirmou o médico ao TNOnline.

O temporal foi caracterizado por uma intensa chuva de granizo e ventos que ultrapassaram os 125 km/h, resultando em cerca de 5 mil imóveis com telhados danificados, telhas quebradas, perfuradas ou arrancadas, além de outros problemas estruturais. A necessidade de reparos imediatos levou muitos moradores a subir nos telhados para instalar lonas provisórias ou consertar as estruturas.

Orientações Essenciais para Reparos Seguros

Diante do cenário, o Corpo de Bombeiros de Apucarana emitiu uma série de orientações cruciais para a população, visando prevenir novos acidentes. A capitã Ana Paula Zanlorenzi enfatiza a importância de aguardar condições climáticas estáveis antes de iniciar qualquer trabalho em altura.

“A primeira orientação é sempre aguardar que o tempo estabilize. É preciso esperar passar o período de chuva e de vento, porque, nessas manutenções, o telhado fica bastante escorregadio, favorecendo o risco de queda”, explicou a capitã.

Mesmo após a cessação da chuva, as telhas e outras partes da cobertura podem ter sido comprometidas pela força do vento. Por isso, é fundamental verificar cuidadosamente os pontos de apoio antes de pisar.

“É preciso ter atenção e cuidado onde vai pisar para evitar uma queda em virtude do rompimento ou da quebra da telha. Esse ponto de apoio é bem importante”, destacou a capitã.

Riscos Adicionais: Fiação Elétrica e Equipamentos de Proteção

Além do perigo de quedas, a rede elétrica danificada representa outro risco significativo durante os reparos. Fios rompidos podem estar caídos ou pendurados próximos às residências, criando uma ameaça de choque elétrico.

“Muitas vezes, as pessoas podem subir aos telhados para fazer essas manutenções e se deparar com fios elétricos que foram rompidos, que estejam caídos ou pendurados. É importante ter esse cuidado para evitar o risco de um choque elétrico”, alertou Ana Paula.

A capitã ressaltou que não é necessário o contato direto com o fio para que ocorra uma descarga elétrica.

“Dependendo da proximidade desse fio, já temos a situação que chamamos de arco voltaico. Então a pessoa já pode receber uma descarga elétrica”, explicou.

Para minimizar os riscos, o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) é indispensável. Calçados com solado antiderrapante, luvas e capacete são recomendados para reduzir a chance de escorregões, cortes e lesões graves em caso de queda.

“Caso essa pessoa venha a ter uma queda, a utilização desses equipamentos, especialmente do capacete, pode reduzir danos considerados mais graves”, afirmou a capitã.

Outra recomendação crucial é evitar realizar o serviço sozinho. A presença de outra pessoa permite que o socorro seja acionado rapidamente em caso de acidente. Em situações de emergência, o telefone 193 do Corpo de Bombeiros deve ser acionado imediatamente.

Apelo por Conscientização e Segurança

O médico Gustavo Jun Osugue reforça a necessidade de conscientização da população sobre os riscos de realizar serviços em telhados sem os equipamentos de segurança e a habilidade necessária. A prevenção é a melhor forma de evitar acidentes que podem resultar em sequelas permanentes ou até mesmo fatais.

"Precisamos alertar a população sobre os riscos de se fazer esse serviço sem os equipamentos, sobretudo de segurança e proteção individual, além da habilidade necessária", pontuou o neurocirurgião.

A comunidade de Apucarana é incentivada a buscar ajuda profissional ou a seguir rigorosamente as orientações de segurança para garantir que os reparos necessários sejam feitos de forma segura, protegendo a vida e a integridade física dos moradores.

Leitura da LZ7 Energia

A ocorrência de temporais severos, como o que atingiu Apucarana, ressalta a vulnerabilidade das infraestruturas tradicionais e a importância de soluções mais resilientes. Telhados danificados e fiação elétrica comprometida são problemas recorrentes que afetam diretamente a segurança e o fornecimento de energia. Sistemas de energia solar, por exemplo, quando instalados com as devidas normas de segurança e em estruturas robustas, podem oferecer uma alternativa mais resistente a intempéries, além de promover a autossuficiência energética e a economia na conta de luz. A interrupção no fornecimento de energia após eventos climáticos extremos é um desafio comum, e a diversificação das fontes, com foco em resiliência, torna-se cada vez mais relevante para a estabilidade da infraestrutura local e a segurança da população.

Fonte: Tribuna do Norte — Campos Gerais — matéria original publicada em tnonline.uol.com.br. Imagens e vídeos: Tribuna do Norte — Campos Gerais. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.