Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, registrou a prisão preventiva de um idoso de 69 anos nesta quinta-feira, dia 24 de setembro. Ele é o principal suspeito de estuprar as próprias netas, que têm 7 e 11 anos de idade, durante os períodos em que as crianças permaneciam em sua residência. A ação policial é resultado de uma investigação conduzida pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) da cidade, que apura o caso desde junho deste ano.
Investigação e Denúncias
A apuração teve início após as crianças, que são irmãs, relatarem os abusos primeiramente à mãe e, posteriormente, à escola onde estudam. Diante da gravidade das denúncias, tanto a genitora quanto a instituição de ensino procuraram a Polícia Civil para formalizar as queixas. Este passo foi crucial para o desencadeamento da investigação que culminou na prisão do avô.
Segundo informações divulgadas pela delegada Ana Paula Cunha Carvalho, responsável pelo caso, o suspeito aproveitava-se dos momentos em que as netas estavam sob seus cuidados para cometer os atos de violência. A natureza do relacionamento familiar e a confiança depositada no avô teriam sido exploradas para a prática dos crimes.

Detalhes da Prisão e Acusação
A prisão preventiva foi efetuada na quinta-feira, 24 de setembro, em Ponta Grossa. A medida cautelar visa garantir a integridade do processo investigativo e a segurança das vítimas, impedindo que o suspeito possa interferir nas provas ou colocar as crianças em risco novamente. A idade do suspeito, 69 anos, foi confirmada pelas autoridades.
“O avô se aproveitava dos momentos em que recebia as netas na casa dele para cometer os abusos”, declarou a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, destacando o modus operandi que teria sido empregado pelo idoso.
O caso ressalta a importância da rede de apoio e da comunicação entre família e escola para a identificação e denúncia de situações de abuso infantil. A rapidez com que as denúncias foram levadas às autoridades permitiu que a investigação avançasse e resultasse na prisão do suspeito.
Atuação do Nucria
O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) de Ponta Grossa tem um papel fundamental em casos como este. O Nucria é especializado no atendimento e investigação de crimes contra menores, garantindo um ambiente mais acolhedor e técnicas de inquirição adequadas para crianças e adolescentes que foram vítimas de violência. A atuação do núcleo desde junho demonstra a seriedade e a dedicação das autoridades em proteger os direitos das crianças e adolescentes na região.
A investigação segue em andamento, e a Polícia Civil continua a coletar evidências para fortalecer o caso e garantir que todos os detalhes sejam apurados. O foco principal é assegurar a justiça para as vítimas e prevenir que situações semelhantes ocorram no futuro.
Serviço de Denúncia
É fundamental que a população esteja atenta a sinais de abuso e saiba como denunciar. Canais como o Disque 100 (Disque Direitos Humanos), o Conselho Tutelar e a própria Polícia Civil estão disponíveis para receber denúncias de forma anônima e segura. A colaboração da comunidade é essencial para proteger as crianças e adolescentes de nossa sociedade.
O que isso significa para a região
Este caso, embora chocante, reforça a importância da vigilância e da comunicação em comunidades como as do Norte Pioneiro e Campos Gerais. A rápida ação da mãe e da escola em Ponta Grossa ao denunciar os abusos é um exemplo de como a atenção e a coragem podem proteger os mais vulneráveis. A atuação especializada de órgãos como o Nucria demonstra a capacidade das forças de segurança locais em lidar com crimes complexos e sensíveis, oferecendo um suporte vital para as vítimas e suas famílias. A comunidade precisa estar ciente de que existem canais para denúncias e que a omissão pode perpetuar ciclos de violência.
Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
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