A inovação no setor de armazenamento de energia ganhou um novo capítulo com o lançamento da plataforma PowerLake I3 pela Biwatt, fabricante chinesa especializada em sistemas de armazenamento. O novo produto consiste em um sistema modular de baterias de íon-ssódio, desenvolvido especificamente para atender às demandas de aplicações comerciais e industriais (C&I).
A plataforma PowerLake I3 se destaca pela sua flexibilidade, oferecendo uma ampla gama de configurações de capacidade, que variam de 43,6 kWh a impressionantes 2.092,8 kWh. Essa versatilidade permite que o sistema seja adaptado a diversas necessidades e escalas de projetos, sendo disponibilizado tanto em formato de rack para ambientes internos quanto em gabinete para instalações externas.
Tecnologia e Modularidade por Trás do PowerLake I3
O coração do sistema PowerLake I3 são os pacotes de bateria de 8,72 kWh, que utilizam células de íon-sódio de 170 Ah. A química empregada nessas células é o pirofosfato de fosfato de ferro-sódio (NFPP), uma composição que busca otimizar o desempenho e a durabilidade.
A modularidade é um dos pilares do design da Biwatt. Para instalações internas, é possível montar de cinco a 15 pacotes em um cluster, resultando em capacidades que vão de 43,6 kWh a 130,8 kWh. Em um nível de sistema mais amplo, o rack de 130,8 kWh pode ser implementado em grupos de até cinco unidades, permitindo uma capacidade máxima de 654 kWh.
Para as aplicações externas, a flexibilidade é ainda maior. A Biwatt informa que até 16 gabinetes externos podem ser conectados em paralelo, o que eleva a capacidade máxima do sistema para 2.092,8 kWh, atendendo a projetos de grande porte.
Especificações Técnicas Detalhadas
Ambas as variantes de 130,8 kWh do PowerLake I3 operam com uma tensão nominal de 769,5 V e uma faixa de tensão de bateria que varia de 540 V a 918 V. A potência nominal é de 65,5 kW. A corrente de carga padrão é de 85 A, enquanto a corrente contínua máxima de carga e descarga atinge 170 A. A Biwatt recomenda uma profundidade de descarga de 90% para otimizar a vida útil do sistema.
Em termos de durabilidade, a ficha técnica do produto aponta para 8.000 ciclos sob condições de teste específicas: temperatura de 25 °C ou superior, carga e descarga de 0,5 C e profundidade de descarga de 80%. No entanto, o fabricante não especificou o limiar de capacidade de fim de vida útil para essa contagem de ciclos.
Variações para Ambientes Internos e Externos
- Rack Interno (PLR-130-40):
- Utiliza resfriamento por convecção natural.
- Possui classificação IP20 (proteção contra objetos sólidos maiores que 12,5 mm, sem proteção contra líquidos).
- Dimensões: 1.780 mm x 1.210 mm x 920 mm.
- Peso: Menos de 1,82 toneladas.
- Faixa de temperatura de carregamento: 0 °C a 55 °C.
- Faixa de temperatura de descarga: -30 °C a 55 °C.
- Gabinete Externo (PLC-130-40):
- Utiliza resfriamento a ar.
- Possui classificação IP55 (proteção contra poeira e jatos d'água de baixa pressão).
- Dimensões: 1.144 mm x 2.172 mm x 1.446 mm.
- Peso: 2,002 toneladas.
- Faixa de temperatura de carregamento e descarga: -30 °C a 55 °C.
Ambos os formatos são projetados para operar em altitudes de até 4.000 metros e em condições de umidade relativa de 5% a 95%.
Conectividade e Padrões de Segurança
No que diz respeito ao controle e integração, o gabinete externo oferece suporte a diversas interfaces de comunicação, incluindo RS485, CAN, USB e Ethernet. Já o rack interno conta com conectividade CAN. A Biwatt assegura que o sistema é compatível com inversores e plataformas de gerenciamento de energia amplamente utilizados no mercado.
A funcionalidade de manutenção remota e atualizações over-the-air (OTA) via Ethernet também são suportadas, facilitando a gestão e a otimização do sistema ao longo do tempo. A fabricante lista uma série de normas e referências de teste aplicáveis, garantindo a conformidade e segurança do produto:
- IEC/EN 61000
- IEC/EN 62477
- UL 1973 (nível de célula)
- UL 9540A
- UN 38.3
Informações sobre preços, termos de garantia e disponibilidade comercial não foram detalhadas nos materiais do produto analisados pela PV Magazine.
“A plataforma PowerLake I3 se destaca pela sua flexibilidade, oferecendo uma ampla gama de configurações de capacidade, que variam de 43,6 kWh a impressionantes 2.092,8 kWh. Essa versatilidade permite que o sistema seja adaptado a diversas necessidades e escalas de projetos, sendo disponibilizado tanto em formato de rack para ambientes internos quanto em gabinete para instalações externas.”
O Que Isso Significa para a Região
A chegada de tecnologias como o sistema PowerLake I3 da Biwatt, com baterias de íon-sódio, representa um avanço significativo para o setor de energia, especialmente para o Norte Pioneiro do Paraná. Embora ainda não haja previsão de comercialização no Brasil, a tendência global de desenvolvimento de soluções de armazenamento mais acessíveis e eficientes tem um impacto direto no futuro da energia local.
Para empresas e indústrias da região, a possibilidade de integrar sistemas de armazenamento de energia mais robustos e com melhor custo-benefício pode significar maior autonomia energética, otimização do consumo e redução de custos operacionais. A capacidade de armazenar energia solar gerada durante o dia para uso noturno ou em horários de pico, por exemplo, pode transformar a gestão energética de muitos negócios. Além disso, a tecnologia de íon-sódio, que utiliza materiais mais abundantes e menos custosos que o lítio, pode democratizar o acesso a sistemas de armazenamento, impulsionando a transição para uma matriz energética mais sustentável e resiliente na região.
Leitura da LZ7 Energia
A introdução de sistemas de armazenamento de energia com baterias de íon-sódio, como o PowerLake I3 da Biwatt, marca um ponto de virada importante para o setor energético. No Norte Pioneiro do Paraná, onde a LZ7 Energia atua, a demanda por soluções que otimizem o consumo e a geração de energia solar é crescente. A tecnologia de íon-sódio, por utilizar materiais mais abundantes e com menor custo de extração em comparação com as baterias de íon-lítio, tem o potencial de reduzir significativamente o custo de sistemas de armazenamento de energia. Isso pode tornar a autossuficiência energética mais acessível para empresas e indústrias da região, permitindo que armazenem o excedente de energia solar gerado e o utilizem em momentos de maior demanda ou quando a geração solar é menor. Para o consumidor final, a popularização dessas tecnologias pode levar a uma maior estabilidade da rede elétrica e, a longo prazo, a uma redução nos custos da conta de luz, ao diminuir a dependência da rede em horários de pico e otimizar o uso da energia gerada localmente.
Fonte: PV Magazine — Solar global — matéria original publicada em pv-magazine.com. Imagens e vídeos: PV Magazine — Solar global. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
