Um deslizamento de terra provocado pelo volume de chuvas fez com que uma residência inteira se deslocasse morro abaixo nesta quinta-feira, 22 de outubro, no município de Imbituva, localizado na região dos Campos Gerais do Paraná. Apesar da força do movimento do solo na encosta e do impacto do terreno cedendo, a estrutura da edificação não desmoronou e permaneceu de pé após descer o barranco. O incidente ocorreu na localidade da Vila Zezo, onde equipes técnicas do poder público municipal vinham acompanhando de perto a estabilidade das construções.
A cronologia do deslizamento na Vila Zezo
O episódio registrado nesta quinta-feira foi o desfecho de um processo contínuo de instabilidade do terreno que teve início dias antes. Desde o dia 14 de outubro, a Prefeitura de Imbituva já havia colocado sob monitoramento especial um grupo de seis residências situadas na Vila Zezo em razão da saturação do solo e do risco geológico provocado pelas precipitações constantes.
Entre as seis casas incluídas no acompanhamento do poder público estava a estrutura que acabou deslizando. Conforme os registros da administração local, a fragilização do terreno se agravou progressivamente ao longo dos dias, culminando no colapso da barreira de sustentação antes da descida da casa.
Ruptura do muro de contenção precedeu o colapso
Um sinal decisivo do agravamento do risco geológico aconteceu no domingo anterior, dia 18 de outubro. Naquela data, a estrutura de contenção que ficava ao lado do imóvel não suportou a pressão exercida pela terra úmida e cedeu por completo. A perda do muro deixou a base do barranco ainda mais vulnerável e sem sustentação mecânica lateral.
Quatro dias após o colapso do muro de contenção, na quinta-feira, a encosta cedeu de forma definitiva, arrastando consigo o imóvel residencial. O deslocamento do terreno fez com que a residência escorregasse pelo declive, mantendo-se íntegra estruturalmente mesmo após atingir a parte mais baixa do talude.

Ação preventiva evitou vítimas no local
Apesar da gravidade do movimento de terra e do susto provocado pelo deslizamento de uma edificação completa, o incidente não deixou feridos. A ausência de vítimas foi resultado direto das medidas de precaução adotadas anteriormente pela administração municipal durante as vistorias técnicas.
Como o imóvel e o seu entorno já estavam classificados como área de atenção crítica desde o dia 14 de outubro, os moradores da residência tinham sido evacuados preventivamente do local antes do colapso definitivo da encosta. Quando o barranco cedeu nesta quinta-feira, o interior da casa já estava completamente desocupado, garantindo a integridade física de toda a família.
Condições do imóvel e monitoramento das habitações vizinhas
Embora a residência tenha permanecido inteira após descer a encosta, o local onde ela se encontra e a própria estrutura apresentam inviabilidade para ocupação humana em decorrência do risco iminente de novos abalos ou perda definitiva de fundações. A edificação não pode mais ser habitada pelos moradores.
Paralelamente, a prefeitura mantém o acompanhamento preventivo das demais habitações que compõem o grupo de seis imóveis vistoriados desde meados do mês na Vila Zezo. As intervenções de controle e a fiscalização na localidade continuam ativas para identificar qualquer indício adicional de instabilidade em outros pontos da encosta e assegurar que as áreas sob risco permaneçam isoladas.
Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
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