Foz do Iguaçu, PR – O Rio Iguaçu, no Paraná, alcançou um volume de água sem precedentes neste ano, registrando 11,8 milhões de litros por segundo na manhã desta segunda-feira, 12 de outubro. Este pico representa a maior vazão observada em 2026, superando em quase oito vezes a média histórica do rio, que é de 1,5 milhão de litros por segundo. A elevação drástica do nível da água resultou na interdição preventiva da passarela que conduz os visitantes para mais perto das imponentes quedas das Cataratas do Iguaçu, visando garantir a segurança de todos.

Interdições e Medidas Preventivas

A decisão de interditar a passarela principal foi tomada de forma preventiva às 8h de domingo, quando o volume do rio já havia atingido 8,8 milhões de litros por segundo, um valor quase seis vezes superior à média. Além da passarela, outras duas importantes trilhas do Parque Nacional do Iguaçu também foram temporariamente fechadas: a Trilha das Bananeiras e a Trilha do Poço Preto. A medida se faz necessária devido ao risco iminente de alagamento provocado pela contínua elevação do nível do rio.

A concessionária Urbia+Cataratas, responsável pela gestão da visitação turística no parque, informou que o acesso à passarela e às trilhas interditadas será restabelecido somente quando o volume de água diminuir para níveis considerados seguros. Não há, no momento, previsão para uma nova elevação que possa agravar a situação.

Monitoramento Contínuo e Áreas Acessíveis

Equipes da Urbia+Cataratas, em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela administração do Parque Nacional do Iguaçu, estão realizando um monitoramento constante das condições do rio. Apesar das interdições pontuais, o Parque Nacional do Iguaçu permanece aberto para visitação. Os turistas ainda podem desfrutar da Trilha das Cataratas e dos diversos mirantes disponíveis, que continuam acessíveis ao público e oferecem vistas espetaculares das quedas d'água.

Precedentes de Interdição

Esta não é a primeira vez que as Cataratas do Iguaçu enfrentam interdições devido ao alto volume de água. Em setembro do mesmo ano, o acesso à passarela foi fechado por um período de quatro dias, quando a vazão do rio ultrapassou a marca de 10 milhões de litros por segundo. Anteriormente, em julho, a passarela também havia sido interditada após a vazão exceder os 9 milhões de litros por segundo, demonstrando a sensibilidade da estrutura e a prioridade dada à segurança dos visitantes diante das variações hidrológicas do Rio Iguaçu.

Impacto para a Região e o Turismo

A interdição da passarela principal nas Cataratas do Iguaçu, embora preventiva e temporária, gera um impacto significativo para o turismo na região de Foz do Iguaçu. As Cataratas são um dos principais atrativos turísticos do Brasil e do mundo, e a experiência de chegar próximo às quedas é um dos pontos altos da visita. A restrição, ainda que parcial, pode alterar a percepção dos visitantes e exigir adaptações nos roteiros turísticos. No entanto, a manutenção da abertura do parque e de outras áreas de observação demonstra o esforço em minimizar os transtornos e continuar oferecendo uma experiência memorável, mesmo em condições climáticas adversas. A recorrência de eventos de alta vazão, como os registrados em julho, setembro e agora em outubro, ressalta a dinâmica natural do Rio Iguaçu e a necessidade de constante adaptação e monitoramento por parte das autoridades e operadores turísticos da região.

Fonte: InfoMoney — Economia — matéria original publicada em infomoney.com.br. Imagens e vídeos: InfoMoney — Economia. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.