Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, amanheceu neste domingo (11) com uma alteração significativa em um de seus principais atrativos turísticos: a passarela das Cataratas do Iguaçu foi temporariamente interditada. A decisão, tomada por volta das 8h da manhã, deve-se ao aumento extraordinário do volume de água no Rio Iguaçu, que alcançou a marca impressionante de 8,8 milhões de litros por segundo. Este valor representa quase seis vezes a média histórica de vazão do rio, que é de 1,5 milhão de litros por segundo.
A interdição foi classificada como uma medida preventiva, visando primordialmente a segurança dos milhares de visitantes que anualmente contemplam a grandiosidade das quedas d'água. A Urbia Cataratas, concessionária responsável pela visitação turística no Parque Nacional do Iguaçu, em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor do parque, monitora de perto a situação.
Interdição Preventiva e Monitoramento Constante
A elevação súbita e acentuada da vazão do Rio Iguaçu é um fenômeno diretamente ligado às intensas chuvas que têm castigado a bacia do rio, que se estende por grande parte do território paranaense. A força da água e o risco de alagamentos em áreas mais baixas motivaram o fechamento da passarela principal, que permite uma visão frontal e próxima das quedas.
Apesar da beleza imponente que o volume de água proporciona, a segurança dos turistas é a prioridade máxima. A Urbia Cataratas e o ICMBio estão em constante vigilância, acompanhando os níveis do rio e as condições climáticas para determinar o momento mais seguro para a reabertura da passarela. A decisão será tomada apenas quando o volume de água retornar a patamares considerados seguros e não houver previsão de novas elevações.

Parque Nacional do Iguaçu Segue Aberto
É importante ressaltar que, embora a passarela principal esteja inacessível, o Parque Nacional do Iguaçu permanece aberto ao público, garantindo que os visitantes ainda possam desfrutar de outras perspectivas das Cataratas e da rica biodiversidade local. A experiência turística, embora modificada, continua sendo uma oportunidade única de contato com a natureza.
As seguintes áreas e atrações permanecem acessíveis aos visitantes:
- Trilha das Cataratas: Permite uma caminhada por diferentes pontos de observação, oferecendo vistas panorâmicas das quedas.
- Mirantes: Diversos mirantes ao longo da trilha proporcionam ângulos variados para contemplar a magnitude do espetáculo natural.
Contudo, outras áreas também foram temporariamente fechadas devido ao risco de alagamento e à elevação do nível do rio. São elas:
- Caminho das Bananeiras: Uma trilha alternativa que pode ser afetada pela cheia.
- Caminho do Poço Preto: Outra rota de exploração que, por sua proximidade com o rio, também foi interditada preventivamente.
A administração do parque orienta os visitantes a se informarem sobre as condições atuais antes de planejar a visita, garantindo uma experiência segura e proveitosa.
Sem Previsão de Reabertura
Até o momento, não há uma previsão concreta para a reabertura da passarela das Cataratas. A decisão dependerá exclusivamente da diminuição da vazão do Rio Iguaçu para níveis considerados seguros e da ausência de prognósticos de novas cheias. A equipe da concessionária Urbia+Cataratas, em colaboração com o ICMBio, continuará monitorando as condições hidrológicas e meteorológicas da região.
"O acesso será liberado quando o volume de água diminuir para níveis considerados seguros e não houver previsão de nova elevação da vazão."
— Concessionária Urbia+Cataratas
A transparência na comunicação e o foco na segurança são pilares fundamentais da gestão do parque neste período de instabilidade hídrica. A população e os turistas são encorajados a acompanhar os canais oficiais de comunicação do Parque Nacional do Iguaçu para obter as informações mais atualizadas sobre a situação.
O que isso significa para a região
A interdição da passarela das Cataratas do Iguaçu, mesmo que temporária, tem um impacto direto no fluxo turístico de Foz do Iguaçu, uma das principais portas de entrada para o Paraná. Embora o parque continue aberto, a experiência completa é alterada, o que pode influenciar a decisão de alguns visitantes. A economia local, que depende fortemente do turismo, sente os efeitos de qualquer alteração na visitação de seus principais atrativos.
A situação também serve como um lembrete da força da natureza e da necessidade de monitoramento contínuo de recursos hídricos, especialmente em regiões com grandes bacias hidrográficas. A segurança dos visitantes e a preservação do patrimônio natural são prioridades que guiam as ações das autoridades e concessionárias envolvidas na gestão do parque.
Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
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