Um relatório detalhado do Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) revelou que a guerra no Irã já custou ao país cerca de US$ 33,4 bilhões (trinta e três bilhões e quatrocentos milhões de dólares) até 29 de junho. O levantamento, divulgado ao Congresso na última segunda-feira, traça um panorama dos impactos financeiros e materiais do conflito, destacando a destruição de infraestrutura, a perda de aeronaves e a escassez estratégica de munições.

A análise, apresentada como um relatório do Inspetor-Geral Principal, cobriu o período até o final de junho e trouxe à tona a extensão dos danos sofridos pelas forças americanas na região. Os ataques iranianos resultaram na danificação ou destruição de “centenas de edifícios e estruturas” em bases dos EUA no Oriente Médio, além de afetarem “dezenas” de aeronaves americanas.

Impacto Financeiro e Material Detalhado

Os custos totais de US$ 33,4 bilhões englobam diversas categorias de despesas e perdas. Deste montante, US$ 184 milhões (cento e oitenta e quatro milhões de dólares) foram atribuídos a danos físicos em instalações diplomáticas americanas. Essas instalações estavam localizadas em quatro países estratégicos na região: Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, todos alvos de ataques iranianos.

Além dos custos diretos de reparo e substituição, o relatório apontou para um problema mais profundo na cadeia de suprimentos militares. O intenso uso de munições durante o conflito levou a “escassez estratégica de estoque” e expôs “gargalos na base industrial para o reabastecimento de munições”. Essa revelação sugere desafios significativos para a capacidade de produção e logística militar dos EUA em um cenário de conflito prolongado.

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Perdas de Aeronaves e Equipamentos

Um dos pontos mais notáveis do relatório é a quantificação das perdas de aeronaves. Pela primeira vez, um caça F-35A de quinta geração foi danificado por fogo inimigo, um incidente que marca um precedente para essa categoria de aeronave avançada. O custo de um F-35A é de US$ 92 milhões (noventa e dois milhões de dólares) por unidade, evidenciando o alto valor dos equipamentos perdidos.

Outras perdas significativas incluem:

  • Quatro caças F-15E, que custavam US$ 31,1 milhões (trinta e um milhões e cem mil dólares) cada em 1998, foram destruídos até o final de junho.
  • Um avião de ataque ao solo A-10 também foi destruído.
  • Sete aeronaves de reabastecimento KC-135 foram danificadas ou destruídas.
  • Sete helicópteros foram perdidos.
  • Mais de 30 drones foram perdidos.

Esses números sublinham a intensidade dos combates e a capacidade do Irã de infligir danos consideráveis às forças americanas, apesar da superioridade tecnológica dos EUA.

Contexto Político e Declarações

A divulgação do relatório foi precedida por uma declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, que publicou em suas redes sociais antes da liberação do documento. Ele afirmou que os EUA estavam produzindo mais armas “Exquisite e Elite” do que em qualquer outro momento de sua história.

“Os EUA estão produzindo mais Armas Exquisitas e de Elite do que em qualquer momento de nossa História.”

Essa declaração, no entanto, contrasta com as descobertas do relatório sobre a escassez de munições e os gargalos na base industrial, levantando questões sobre a capacidade de produção versus a demanda em um cenário de guerra.

Implicações para a Defesa e Economia

Os dados apresentados pelo Departamento de Defesa não apenas quantificam os custos diretos da guerra, mas também expõem vulnerabilidades estratégicas. A escassez de munições e os desafios de reabastecimento podem ter implicações de longo prazo para o planejamento de defesa dos EUA e para a indústria bélica. A necessidade de repor estoques e reparar ou substituir equipamentos caros certamente impactará o orçamento de defesa nos próximos anos.

A destruição de infraestrutura e aeronaves de alto valor, como o F-35A, também serve como um lembrete da crescente sofisticação dos ataques inimigos e da necessidade contínua de adaptação e inovação nas táticas e tecnologias de defesa. A guerra no Irã, portanto, não é apenas um conflito militar, mas também um teste para a resiliência econômica e industrial dos Estados Unidos.

Fonte: CNBC — Economia global — matéria original publicada em cnbc.com. Imagens e vídeos: CNBC — Economia global. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.