A busca por empréstimos imobiliários mais arriscados, conhecidos como hipotecas de taxa ajustável (ARMs), registrou um aumento significativo nos Estados Unidos na última semana, impulsionada pela elevação contínua das taxas de juros para hipotecas de longo prazo. De acordo com dados da Mortgage Bankers Association (MBA), a demanda por ARMs representou 8,5% de todas as solicitações de hipotecas, um crescimento em relação aos 8% da semana anterior e o patamar mais alto observado desde junho.
Aumento da demanda por hipotecas de risco
Durante os primeiros anos da pandemia de COVID-19, quando as taxas de hipoteca atingiram mínimas históricas, a procura por ARMs era de apenas cerca de 3%. O cenário atual, no entanto, mostra uma mudança notável. As hipotecas de taxa ajustável oferecem taxas iniciais mais baixas e podem ter um período de taxa fixa de até 10 anos, tornando-se uma alternativa atraente em um ambiente de juros elevados.
Em contraste, a taxa de juros contratual média para hipotecas de taxa fixa de 30 anos com saldos de empréstimo conformes (até US$ 832.750) subiu para 6,85% na última semana, em comparação com 6,79% na semana anterior. Os 'pontos' (taxas de originação pagas no fechamento) também aumentaram de 0,65 para 0,67, incluindo a taxa de originação, para empréstimos com entrada de 20%. Enquanto isso, a taxa média para uma ARM de 5 anos caiu para 5,82%, vindo de 5,94%.

Impacto nas solicitações de hipotecas
O aumento das taxas para hipotecas de 30 anos levou a uma nova queda na demanda total por hipotecas. O volume total de solicitações diminuiu 2,7% na semana, conforme o índice ajustado sazonalmente da MBA.
“As taxas de hipoteca subiram na semana passada, impulsionadas por preocupações contínuas dos investidores com a inflação e o déficit orçamentário federal. A taxa fixa de 30 anos aumentou para 6,85%, a mais alta desde junho de 2025 e 36 pontos-base mais alta do que há um ano”, afirmou Joel Kan, vice-presidente e economista-chefe adjunto da MBA.
As solicitações para refinanciar empréstimos imobiliários foram as mais afetadas, registrando uma queda de 6% na semana e ficando 25% abaixo do mesmo período do ano anterior. Este é o ritmo mais lento observado desde maio de 2025. Já as solicitações para a compra de imóveis permaneceram praticamente estáveis, com uma leve queda de 0,2% na semana, mas ainda 4% acima do mesmo período do ano passado.
“Taxas de hipoteca mais altas continuam a pesar sobre os potenciais compradores de imóveis que procuram agir, mesmo com o aumento do inventário de moradias em muitos mercados”, acrescentou Kan.
Perspectivas futuras
As taxas de hipoteca permaneceram inalteradas no início desta semana, de acordo com uma pesquisa separada da Mortgage News Daily. Os investidores aguardam a divulgação dos números mensais de inflação, previstos para o final da semana. Esses dados podem influenciar as taxas de hipoteca em qualquer direção, dependendo dos resultados.
Leitura da LZ7 Energia
O cenário de juros em alta nos Estados Unidos, que impacta diretamente o mercado imobiliário e a demanda por crédito, reflete uma tendência global de combate à inflação. Embora o mercado imobiliário brasileiro tenha suas particularidades, a política monetária de juros elevados para conter a inflação também é uma realidade local, influenciando o poder de compra e o acesso a financiamentos. Para o consumidor, a busca por alternativas mais acessíveis, como as hipotecas de taxa ajustável nos EUA, ou a reavaliação de custos fixos, como a conta de energia, tornam-se estratégias importantes. A energia solar, por exemplo, oferece uma solução para reduzir significativamente os gastos mensais com eletricidade, proporcionando maior previsibilidade e controle sobre o orçamento familiar ou empresarial, independentemente das flutuações econômicas e das taxas de juros.
Fonte: CNBC — Economia global — matéria original publicada em cnbc.com. Imagens e vídeos: CNBC — Economia global. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
