A cena política nacional ganhou novos contornos neste sábado (17.out.2026), com declarações contundentes da lobista Roberta Luchsinger em entrevista à CNN Brasil. Luchsinger, que se apresenta como a melhor amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reagiu às supostas afirmações do presidente que a teriam desqualificado e negado qualquer conhecimento sobre ela.
Em sua fala, a lobista não poupou críticas, sugerindo que o presidente Lula poderia estar 'esclerosado' ou 'senil' caso realmente não se lembrasse de sua relação com a família. A entrevista foi ao ar em um momento de alta tensão política, a apenas uma semana do segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25.out).
Luchsinger Contesta Memória de Lula
Durante a entrevista, Roberta Luchsinger expressou sua incredulidade diante da possibilidade de o presidente Lula não se recordar de sua pessoa ou de sua proximidade com Lulinha. Ela argumentou que, se o presidente desconhece o que ocorre 'na antessala dele', ele seria 'um mentiroso ao dizer que não sabe' ou estaria 'senil, esclerosado', citando uma observação anterior de Ciro Nogueira sobre o tema.
“Eu acho que um presidente da República que não sabe o que está acontecendo na antessala dele, ou ele é um mentiroso ao dizer que não sabe, ou ele está senil, esclerosado, como disse o Ciro Nogueira outro dia. É obrigação do presidente da República cuidar do país”, declarou Luchsinger à CNN Brasil.
A lobista reforçou que o presidente 'é óbvio que ele sabe' de sua existência 'há muitos anos', questionando como ele poderia não saber, dado que ela 'vivia comigo para cima e para baixo' com Lulinha, participando de 'Natal, Ano Novo, Carnaval, festa'. Luchsinger especulou que Lula 'esqueceu, talvez', e que 'pode estar esclerosado e não se lembra'. Ela justificou a hipótese pela idade do presidente, que estaria com '80 anos', e pela possibilidade de 'alguma senilidade', lembrando que ele 'não lembrava nem do Bolsa Família'.

O Precedente do Bolsa Família
Para fundamentar sua tese sobre a possível 'esclerose' do presidente, Luchsinger fez referência a uma entrevista concedida por Lula à TV Globo na quinta-feira (15.out). Naquela ocasião, o presidente teria afirmado desconhecer que o programa Bolsa Família havia permanecido por três anos sem qualquer reajuste. Essa declaração, segundo a lobista, seria um indicativo da 'senilidade' ou 'esclerose' que ela atribui ao presidente.
“Eu acho que a principal coisa que ele sabe, que ele tem certeza, é que a melhor amiga do filho dele sou eu. O filho dele vivia comigo para cima e para baixo, para todos os lados, como ele não vai saber? Se eu estou no Natal, Ano Novo, Carnaval, festa, Roberta aqui, Roberta ali. Como o presidente não vai saber, então ele esqueceu, talvez. Acho que o presidente pode estar esclerosado e não se lembra. É normal. Está com 80 anos. Pode estar com alguma senilidade e não lembra. Ele não lembrava nem do Bolsa Família”, afirmou Roberta Luchsinger.
A Posição do Governo: Desconhecimento e Estranheza
Em resposta às declarações de Roberta Luchsinger, a Secom (Secretaria de Comunicação Social) divulgou uma nota oficial. O órgão governamental afirmou desconhecer completamente o teor das falas da lobista e reiterou que 'não existe nenhum contrato do governo federal com a Roberta'.
A Secom também manifestou 'estranheza' pelo fato de as declarações terem sido feitas a tão poucos dias do segundo turno eleitoral. A nota sugere que a divulgação de tais informações sem comprovação, às vésperas de um pleito, pode ser uma tática para manipular a opinião pública e interferir no processo democrático.
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desconhece inteiramente os fatos relatados pela senhora Roberta Luchsinger. Como já esclareceu em outras ocasiões, jamais manteve qualquer interlocução com ela, nunca recebeu suas demandas e tampouco tem conhecimento de supostas tratativas como as mencionadas. Importante ressaltar que não existe nenhum contrato do governo federal com a Roberta. Causa estranheza que essas declarações sejam lançadas justamente às vésperas do segundo turno da eleição. O Brasil já assistiu, em outros processos eleitorais, à divulgação de denúncias sem comprovação, usadas como instrumento de manipulação da opinião pública. A repetição desse expediente representa uma tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na livre escolha dos eleitores”, diz a nota da Secom.

Contexto e Outras Alegações
O episódio se insere em um contexto de diversas outras alegações e controvérsias envolvendo Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva. O material apurado menciona uma série de reportagens e investigações anteriores que ligam a lobista a Lulinha e a supostas tratativas, incluindo:
- Suspeitas contra Lulinha, que Lula chamou de 'ilações'.
- Lula afirmando não conhecer a lobista, apesar de fotos juntos.
- Lula chamando Roberta Luchsinger de 'pilantra' e 'Vorcaro feminino'.
- Luchsinger dizendo que frequentava o Planalto e viajava em voos da FAB.
- Investigações da PF sobre planos de Luchsinger para uma conta fora do Brasil.
- Trocas de mensagens entre Lulinha e Luchsinger sobre 'Suíça' e negócios.
- Alegações de que Luchsinger mandava motorista entregar dinheiro em malas.
- Envolvimento de Luchsinger com Marcola em contratos de venda de canabidiol.
- PGR pedindo que caso de Lulinha deixe STF e seja julgado na 1ª instância.
- Luchsinger cobrando Lulinha para 'se mexer' por negócio de R$ 1 bilhão.
- Lula defendendo Marcola e Marcola deixando campanha de Lula após pagamentos.
Esses pontos indicam um histórico complexo de acusações e defesas que antecedem as atuais declarações de Luchsinger, adicionando camadas à narrativa política em um período eleitoral crucial.
O que isso significa para a região
As declarações de Roberta Luchsinger e a resposta do governo federal, veiculadas em mídias de grande alcance, têm o potencial de reverberar por todo o país, incluindo o Norte Pioneiro do Paraná. Em um período eleitoral tão próximo do segundo turno, qualquer notícia de repercussão nacional pode influenciar a percepção do eleitorado sobre os candidatos e seus respectivos governos. A discussão sobre a memória e a capacidade de gestão do presidente, bem como as alegações de manipulação política, podem gerar debates e reflexões entre os cidadãos da região, impactando a forma como veem a política e os políticos em geral. A polarização e a intensidade do cenário político nacional são elementos que se manifestam em todas as esferas, e o Norte Pioneiro, como parte integrante do Brasil, acompanha e é influenciado por esses desdobramentos.
Fonte: Poder360 — Nacional — matéria original publicada em poder360.com.br. Imagens e vídeos: Poder360 — Nacional. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.