O governador eleito do Paraná e senador Sergio Moro compareceu às urnas na manhã deste domingo (25) no Clube Duque de Caxias, localizado em Curitiba. Durante pronunciamento concedido aos profissionais de imprensa logo após o voto, o político abordou os impactos das recentes adversidades climáticas enfrentadas pela população paranaense, tratou das expectativas para o pleito presidencial e detalhou as demandas prioritárias que pretende apresentar ao governo federal para o desenvolvimento e a infraestrutura do Estado.
Solidariedade aos municípios atingidos pelas chuvas
Antes de aprofundar as discussões político-partidárias da rodada eleitoral, Sergio Moro direcionou sua manifestação inicial às famílias prejudicadas pelos fortes temporais registrados no Paraná nos últimos dias. Conforme levantamento oficial consolidado pela Defesa Civil e divulgado no sábado, as tempestades provocaram estragos em 18 municípios, atingindo aproximadamente 7,4 mil pessoas em território paranaense.
O governador eleito fez elogios diretos ao trabalho operacional desempenhado pelos bombeiros militares, pelos integrantes das equipes municipais e estaduais de proteção civil e pelos prefeitos que atuam na assistência emergencial nas localidades afetadas. Além disso, sinalizou que o aprimoramento preventivo do setor será uma diretriz governamental nos próximos anos.
“Primeiro, eu quero aqui prestar minha solidariedade a todos os paranaenses atingidos por essas fortes chuvas dos últimos dias. Estamos recebendo informações da Defesa Civil quanto a isso, mas a gente sabe que o paranaense é um pouco forte e não vai deixar de exercer o seu direito à cidadania por conta das chuvas”, declarou Sergio Moro.

Expectativa para a disputa presidencial e mobilização do eleitorado
Na avaliação do cenário político nacional, Moro reiterou formalmente seu alinhamento com a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ao comentar o clima eleitoral, demonstrou confiança em um desfecho favorável ao aliado na apuração dos votos.
Segundo o parlamentar, sua previsão aponta para uma vantagem superior a três pontos percentuais na contagem final das urnas, ressalvando a cautela necessária até o encerramento do processo oficial conduzido pela Justiça Eleitoral.
“Eu aposto numa vitória do Flávio por mais de três pontos percentuais. Claro que a gente tem que tratar isso com muita humildade”, afirmou o senador.
Moro sustentou que os números divulgados ao longo da campanha evidenciaram uma curva de crescimento da candidatura apoiada por setores da direita, inclusive em pesquisas que, segundo ele, se mostravam desfavoráveis à oposição. No entanto, fez um apelo público pelo comparecimento maciço dos cidadãos aos seus respectivos locais de votação.
“É importante para as pessoas comparecerem. A eleição realmente só se ganha no dia, e a gente depende das pessoas votarem”, disse Moro.

Críticas ao cenário socioeconômico e cobrança por investimentos
Em sua fala, Moro defendeu uma troca no comando do Poder Executivo federal, formulando críticas contundentes aos rumos da política econômica e à gestão de segurança pública adotadas pela administração petista. De acordo com o senador paranaense, o país perdeu oportunidades relevantes de expansão quando comparado ao ritmo de crescimento de outras economias emergentes, citando especificamente a Índia e a China.
Entre os principais entraves estruturais apontados pelo governador eleito estão o patamar elevado da taxa básica de juros, o nível excessivo de endividamento enfrentado pelas famílias brasileiras e os índices de criminalidade, fatores que, em sua visão, exigem uma guinada imediata de gestão no país.
Com relação ao Paraná, Sergio Moro defendeu que o Estado receba repasses orçamentários e empreendimentos federais robustos em logística e infraestrutura. Ele lembrou, como precedente, as obras viabilizadas com aportes da usina de Itaipu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a exemplo da construção da Ponte da Integração, situada na fronteira de Foz do Iguaçu.
“Esperamos ter esse tratamento favorável também ao nosso Estado, no possível próximo governo do Flávio Bolsonaro”, afirmou o governador eleito.
Na área da segurança pública, Moro rememorou iniciativas desenvolvidas durante o período em que chefiou o Ministério da Justiça e Segurança Pública, com destaque para a implementação do Programa VIGIA e ações integradas de combate ao crime organizado e ao contrabando nas fronteiras paranaenses.
Articulação regional no Sul e desdobramentos da Lava Jato
A união política consolidada entre os governadores eleitos e reeleitos da Região Sul também foi detalhada por Moro. O parlamentar ressaltou a atuação conjunta estabelecida ao lado de Jorginho Mello, que obteve a reeleição em Santa Catarina, e de Luciano Zucco, eleito governador do Rio Grande do Sul, na condução de mobilizações em favor de Flávio Bolsonaro.
Para Sergio Moro, a convergência entre os três estados vizinhos fortaleceu a presença de rua e engajou expressivos contingentes de apoiadores, sobretudo nas manifestações registradas nas vias públicas de Curitiba. O senador destacou também sua participação nos debates presenciais ao lado de Flávio Bolsonaro, fato que considerou uma oportunidade de ratificar a proximidade do candidato com as pautas de interesse da sociedade paranaense.
Ao finalizar sua entrevista coletiva, Moro indicou que o encerramento do processo eleitoral representa uma resposta aos erros da gestão federal e às decisões do Judiciário que impactaram os desdobramentos da Operação Lava Jato.
“A Operação Lava Jato foi a maior operação da história contra a corrupção e buscaram destruí-la com narrativas falsas”, encerrou Moro.
Fonte: NP Diário — Norte Pioneiro — matéria original publicada em npdiario.com. Imagens e vídeos: NP Diário — Norte Pioneiro. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
