A Polícia Civil de Castro, nos Campos Gerais do Paraná, está conduzindo uma investigação aprofundada sobre a morte de Luigi Gabriel da Cruz Sales, um estudante de 12 anos. O trágico incidente ocorreu após o menino se machucar durante uma brincadeira com amigos em um colégio estadual da cidade. A apuração, liderada pelo delegado Marcondes Ribeiro, foca nas circunstâncias do atendimento médico prestado ao aluno, que, segundo informações preliminares, foi levado para socorro 40 minutos após o ocorrido e seu pedido de ajuda.

O caso, que gerou grande comoção, levanta questões sobre os protocolos de emergência e a agilidade no socorro em ambientes escolares. A comunidade local acompanha de perto o desenrolar das investigações, buscando esclarecimentos sobre o que de fato aconteceu nos momentos cruciais que antecederam a morte do jovem Luigi Gabriel.

Investigação Detalhada sobre o Atendimento

O delegado Marcondes Ribeiro, responsável pela investigação, revelou que a linha de apuração principal é o tempo decorrido entre o ferimento do estudante e o início do atendimento médico adequado. De acordo com as informações levantadas, Luigi Gabriel da Cruz Sales teria se machucado e solicitado ajuda, mas o transporte para uma unidade de saúde só ocorreu aproximadamente 40 minutos depois.

A escola, por sua vez, apresentou sua versão dos fatos à Polícia Civil. Segundo o relato da instituição, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado imediatamente após o incidente. Contudo, a equipe do Samu teria recusado o atendimento, alegando que o caso não se enquadrava como prioridade. Diante da recusa, a escola foi orientada a encaminhar o estudante para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima. Foi nesse momento que a equipe pedagógica teria contatado os responsáveis pelo aluno para coordenar o transporte.

“Ele foi levado para atendimento médico 40 minutos depois de se machucar e pedir ajuda. A escola alega que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas que a equipe recusou atendimento por entender que não havia prioridade, e que, após ser orientada a levar o estudante para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a equipe pedagógica contatou os pais.”
— Marcondes Ribeiro, delegado responsável pelo caso

Cronologia dos Fatos e Próximos Passos

A reconstrução da cronologia dos eventos é crucial para a investigação. A Polícia Civil busca confirmar os horários exatos do acionamento do Samu, da recusa do atendimento, do contato com os pais e da chegada de Luigi Gabriel à UPA. A diferença entre o momento do ferimento e o início do socorro é um ponto central que precisa ser totalmente esclarecido.

Para isso, o delegado Marcondes Ribeiro informou que serão realizadas oitivas com todos os envolvidos: funcionários da escola que estavam presentes no momento do incidente, a equipe pedagógica que gerenciou a situação, os profissionais do Samu que teriam recebido a ligação e, claro, os familiares de Luigi Gabriel da Cruz Sales. Além disso, documentos como registros de chamadas telefônicas e prontuários médicos serão analisados para corroborar as informações.

Morte de Aluno em Castro: Polícia Investiga Atendimento em Colégio
Foto: G1 Paraná — Norte e Noroeste

Impacto na Comunidade Escolar de Castro

A morte de um aluno dentro do ambiente escolar é um evento que abala profundamente a comunidade. Em Castro, a notícia gerou tristeza e preocupação entre pais, alunos e educadores. O incidente reacende o debate sobre a segurança nas escolas e a eficácia dos planos de emergência para lidar com situações inesperadas.

A investigação policial não busca apenas determinar responsabilidades, mas também entender as falhas no processo para que medidas preventivas possam ser implementadas no futuro. A transparência na apuração é fundamental para restabelecer a confiança da comunidade nos protocolos de segurança e atendimento em caso de acidentes.

O que isso significa para a região

A tragédia envolvendo o jovem Luigi Gabriel da Cruz Sales em Castro ressalta a importância de protocolos de emergência claros e eficientes em todas as instituições, especialmente as que lidam com crianças e adolescentes. A agilidade no socorro e a comunicação eficaz entre escola, serviços de emergência e família são pilares fundamentais para garantir a segurança e o bem-estar dos estudantes.

Para a região do Norte Pioneiro e Campos Gerais, este caso serve como um alerta para a revisão de procedimentos em escolas e a conscientização sobre a importância de treinamentos regulares para lidar com situações de urgência. A investigação em curso pode trazer à tona lacunas que, uma vez identificadas, podem ser corrigidas para evitar que tragédias semelhantes se repitam.

Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.