A comunidade do Noroeste do Paraná acompanha com pesar o desfecho de um caso que mobilizou a região por mais de cinco meses. As ossadas das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, foram oficialmente liberadas para sepultamento nesta quinta-feira (1º) pela Polícia Científica. O enterro das jovens marca o fim de uma dolorosa espera para as famílias, que agora podem realizar as últimas homenagens.

O Desaparecimento e a Linha do Tempo da Investigação

Letycia e Sttela desapareceram em 21 de abril, data que a polícia aponta como o provável assassinato das primas. As jovens foram vistas pela última vez após deixarem uma boate em Paranavaí, no Noroeste do Paraná. A investigação policial sugere que elas estavam na companhia de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos. Letycia já o conhecia de eventos anteriores e havia aceitado sair com ele novamente.

A busca pelas primas se estendeu por meses, gerando grande apreensão e mobilização nas cidades de Cianorte e Jussara, onde residiam. O caso ganhou um novo e trágico capítulo em 21 de agosto, quando os vestígios das primas foram encontrados em uma área rural nas proximidades de Paraíso do Norte. Este achado foi crucial para o avanço das investigações e a elucidação do crime.

Desdobramentos e Identificação dos Suspeitos

No mesmo dia em que os restos mortais foram localizados, 21 de agosto, Clayton Antonio da Silva Cruz, apontado como o principal suspeito, foi morto durante uma abordagem policial na cidade de Mandaguari. A ação policial resultou na morte de Clayton, que, segundo as autoridades, teria sido o responsável pelos assassinatos.

Paralelamente, um segundo indivíduo, identificado pela polícia apenas como "Magrão", foi preso por envolvimento no caso. Foi "Magrão" quem forneceu informações cruciais às autoridades, indicando o local exato onde os restos mortais das jovens deveriam ser procurados. Sua colaboração foi fundamental para que as famílias pudessem, finalmente, ter algum tipo de resposta e a possibilidade de sepultar suas entes queridas.

Ossadas de primas desaparecidas são sepultadas após cinco meses de busca
Foto: G1 Paraná — Norte e Noroeste

Os Sepultamentos

Com a liberação das ossadas pela Polícia Científica, as famílias puderam proceder com os rituais fúnebres. Letycia Garcia Mendes foi sepultada em Cianorte, a cidade onde residia e onde sua comunidade a aguardava. Já Sttela Dalva Melegari Almeida foi enterrada no município de Jussara, sua cidade natal, onde também era muito conhecida e querida.

Os sepultamentos ocorreram mais de cinco meses após o desaparecimento, um período de intensa dor e incerteza para todos os envolvidos. A liberação e o enterro das primas permitem que as famílias iniciem um processo de luto mais formal, embora a perda seja irreparável.

O que isso significa para a região

O caso das primas Letycia e Sttela teve um impacto profundo no Norte Pioneiro do Paraná, especialmente nas cidades de Paranavaí, Cianorte, Jussara e Paraíso do Norte. A tragédia ressalta a vulnerabilidade de jovens e a importância da segurança pública, bem como a necessidade de atenção e cuidado em ambientes sociais. A resolução do caso, com a identificação dos restos mortais e a prisão de um dos envolvidos, traz um senso de justiça às famílias, ainda que não amenize a dor da perda.

A mobilização da comunidade e o trabalho das forças de segurança foram essenciais para que o caso não caísse no esquecimento e para que as famílias tivessem um desfecho, por mais doloroso que seja. A memória das jovens permanece viva, e a tragédia serve como um alerta para a importância da vigilância e do apoio mútuo nas comunidades da região.

Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.