Um produtor rural de São João do Ivaí, no Norte do Paraná, enfrenta um prejuízo estimado em R$ 2 milhões após a perda de cerca de 400 mil peixes da espécie tilápia. O incidente foi provocado por uma interrupção prolongada no fornecimento de energia elétrica, que desativou os sistemas de oxigenação dos tanques de criação.
A falha no abastecimento de eletricidade teve início na tarde da última terça-feira, dia 29 de outubro, e só foi restabelecida na tarde do dia seguinte, quarta-feira, 30 de outubro. Durante esse período de mais de 24 horas sem energia, a falta de oxigênio nos tanques levou à morte massiva dos peixes em 15 reservatórios da propriedade rural.
Interrupção Prolongada e Impacto na Produção
O produtor rural Matheus Pini, proprietário da instalação afetada, relatou a gravidade da situação. A interrupção no fornecimento de energia elétrica foi crucial, pois os equipamentos de oxigenação são vitais para a sobrevivência das tilápias em sistemas de aquicultura intensiva. Sem oxigênio adequado, os peixes não conseguem respirar e acabam morrendo.
A perda de aproximadamente 400 mil tilápias representa um duro golpe financeiro para o produtor. O valor de R$ 2 milhões reflete não apenas o custo dos alevinos e da ração, mas também o investimento de tempo e trabalho dedicados ao crescimento dos peixes até o ponto de comercialização. A espécie tilápia é uma das mais cultivadas no Brasil, especialmente na região do Paraná, devido à sua adaptabilidade e alta demanda no mercado consumidor.

Burocracia e Tentativas de Contato
Durante o período em que a propriedade ficou sem energia, Matheus Pini informou ter tentado contato com a Companhia Paranaense de Energia (Copel), responsável pelo fornecimento na região. O produtor buscou agilidade na resolução do problema, ciente dos riscos que a falta de eletricidade representava para sua produção. No entanto, a energia só foi restabelecida após mais de um dia de interrupção.
"Entrei em contato com a Companhia", afirmou Matheus Pini, destacando seus esforços para alertar sobre a urgência da situação.
A demora no restabelecimento do serviço levanta questões sobre a capacidade de resposta e a infraestrutura da rede elétrica em áreas rurais, onde a dependência de energia para atividades produtivas é muitas vezes crítica e ininterrupta.
Prejuízo Milionário e Consequências para o Setor
O prejuízo de R$ 2 milhões é significativo e pode ter repercussões além da propriedade de Matheus Pini. Incidentes como este afetam a cadeia produtiva da piscicultura na região, podendo impactar a oferta de peixe no mercado local e regional, além de gerar insegurança para outros produtores que dependem da estabilidade do fornecimento de energia.
A aquicultura é um setor em crescimento no Paraná, com muitos produtores investindo em tecnologia e métodos de criação que dependem diretamente de energia elétrica para bombas d'água, sistemas de aeração e alimentação automatizada. A vulnerabilidade a falhas na rede elétrica expõe esses investimentos a riscos consideráveis.
O que isso significa para a região
O incidente em São João do Ivaí é um alerta para a importância da infraestrutura energética, especialmente em regiões onde a atividade rural é intensiva e depende criticamente de eletricidade. A piscicultura, assim como outras cadeias produtivas do agronegócio, exige um fornecimento de energia estável e confiável para evitar perdas econômicas catastróficas.
Para a região do Norte Pioneiro do Paraná, onde a atividade agropecuária é um pilar da economia, a segurança energética é fundamental. A recorrência de quedas de energia ou a demora no restabelecimento do serviço podem desestimular investimentos e comprometer a sustentabilidade de negócios que geram empregos e renda para a comunidade.
A situação de Matheus Pini ressalta a necessidade de soluções que garantam a continuidade das operações, mesmo diante de falhas na rede pública. A busca por alternativas e a melhoria da infraestrutura existente são pautas importantes para o desenvolvimento econômico e a resiliência dos produtores rurais na região.
Leitura da LZ7 Energia
Este evento em São João do Ivaí sublinha a fragilidade das operações rurais diante de interrupções no fornecimento de energia elétrica convencional. Para produtores como Matheus Pini, que dependem diretamente da eletricidade para manter sistemas vitais como a oxigenação de tanques, a instabilidade da rede pode significar perdas financeiras devastadoras. A energia solar fotovoltaica surge como uma solução robusta para mitigar esses riscos. Ao instalar um sistema de geração própria, o produtor pode garantir uma fonte de energia mais estável e previsível, reduzindo a dependência da rede pública e protegendo seu investimento contra falhas externas. Além da segurança operacional, a energia solar oferece uma economia significativa na conta de luz a longo prazo, contribuindo para a sustentabilidade econômica e ambiental do agronegócio no Norte Pioneiro do Paraná.
Fonte: G1 Paraná — Norte e Noroeste — matéria original publicada em g1.globo.com. Imagens e vídeos: G1 Paraná — Norte e Noroeste. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
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