O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, realizou nesta segunda-feira (14) uma vistoria nas cidades do Vale do Ribeira, região duramente castigada por fortes chuvas que provocaram inundações, interdições de rodovias e interrupção de serviços essenciais. Acompanhado de secretários estaduais, o governador percorreu as áreas mais afetadas para avaliar a extensão dos danos e coordenar as ações de resposta do governo.
Vistoria e Reunião Estratégica
Na manhã desta segunda-feira, o governador Ratinho Junior iniciou sua inspeção percorrendo, de carro, os trechos mais críticos da PR-092, entre Rio Branco do Sul e Cerro Azul. Acompanhavam-no o secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira, e o secretário da Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti. A agenda previa também a passagem pela BR-476, nos municípios de Adrianópolis e Tunas do Paraná, para observar de perto os impactos das precipitações.
Ainda durante a manhã, o governador participou de uma reunião estratégica em um posto de comando montado em Cerro Azul. O encontro teve como objetivo principal analisar as condições da região e definir as próximas etapas da atuação integrada dos órgãos estaduais. Além das equipes do governo do Paraná, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) e o Exército Brasileiro também estão envolvidos nos trabalhos, especialmente na BR-476, uma rodovia federal que teve o tráfego completamente interrompido devido aos estragos.
“Estou acompanhando os trabalhos do DER e das forças de segurança, principalmente do Corpo de Bombeiros, para avaliar os estragos e fazer o levantamento das ações necessárias para atender as cidades afetadas pelas fortes chuvas”, declarou Ratinho Junior durante a vistoria. O governador destacou a gravidade da situação em algumas localidades. “A situação mais crítica é em Cerro Azul, mas já estamos com as equipes DER trabalhando na remoção de barreiras na PR-092, e em Adrianópolis, com a erosão e queda de barreira na BR-476, que está sendo atendida também pelo DNIT”.
O secretário Hudson Teixeira reforçou o empenho das equipes. “O objetivo é trabalhar o mais rápido possível para reestabelecer a normalidade na região”, afirmou, ressaltando que os esforços estão sendo canalizados de forma integrada entre os órgãos de Estado e as forças de segurança desde o fim de semana.
Impacto nas Rodovias e Desvios
As chuvas intensas causaram sérios problemas na malha rodoviária da região, dificultando o acesso e a mobilidade. O Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv) informou que a PR-092 apresenta pelo menos 40 pontos de bloqueio, interdição parcial ou risco de deslizamento. A rodovia chegou a ser totalmente interditada entre a tarde de domingo (13) e a manhã desta segunda-feira para a recuperação dos trechos mais afetados.
A situação mais crítica, contudo, foi registrada na BR-476, rodovia federal. Partes da estrada cederam, e o trânsito permanece interditado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos quilômetros 6 e 14,5, em Adrianópolis, e no quilômetro 46, em Tunas do Paraná. A única alternativa de desvio disponível para os motoristas é pela BR-116.
Força-Tarefa e Serviços Essenciais
O Governo do Paraná mobilizou uma força-tarefa abrangente para atender os municípios do Vale do Ribeira. As localidades de Cerro Azul, Adrianópolis e Tunas do Paraná são as que enfrentam as situações mais delicadas. A operação conta com a participação de diversas instituições:
- Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR)
- Coordenadoria Estadual da Defesa Civil
- Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR)
- Copel (Companhia Paranaense de Energia)
- Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná)
As ações da força-tarefa englobam o atendimento direto à população afetada, buscas e resgates, monitoramento constante das rodovias, restabelecimento dos serviços essenciais e a mobilização de recursos. Todas as informações e prioridades são consolidadas no Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), localizado em Curitiba, para otimizar o direcionamento de equipes e equipamentos. Um posto de comando do Corpo de Bombeiros também foi estabelecido em Cerro Azul para coordenar as respostas na região.
Situação em Cerro Azul e Ocorrências Gerais
Em Cerro Azul, a situação é particularmente grave devido à inundação causada pela cheia dos rios Ribeira, Turvo e Ponta Grosa. Moradores estão sendo retirados de suas casas com o auxílio da Defesa Civil, e diversos bairros rurais encontram-se isolados por quedas de barreiras. Os serviços de internet, energia elétrica e água foram interrompidos, e equipes da Copel e da Sanepar foram acionadas para trabalhar no restabelecimento.
Dados do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) revelam a intensidade das chuvas. Em Cerro Azul, o volume de precipitação em apenas duas semanas superou o dobro da média histórica para todo o mês de setembro. Até o dia 12, foram registrados 228,6 mm de chuva na cidade, enquanto a média histórica para o mês completo é de 105,6 mm. Somente no sábado (12), choveu o equivalente a 72% da média mensal.
Um boletim da Defesa Civil, divulgado às 5h30 desta segunda-feira, indicou que as fortes chuvas do fim de semana geraram 67 ocorrências em 60 municípios paranaenses. No total, 14.675 pessoas foram afetadas, com 2.073 desalojadas e 395 desabrigadas.
O que isso significa para a região
A vistoria do governador e a mobilização da força-tarefa representam um esforço concentrado do Estado para mitigar os impactos das chuvas e iniciar a recuperação das áreas atingidas. A interrupção de rodovias como a PR-092 e a BR-476 não apenas isola comunidades, mas também afeta o fluxo de bens e serviços essenciais, impactando a economia local. O restabelecimento da infraestrutura viária e dos serviços básicos, como energia e água, é crucial para a normalização da vida dos moradores e para a retomada das atividades econômicas na região do Vale do Ribeira. A resposta coordenada entre diferentes esferas governamentais e instituições é fundamental para garantir uma recuperação eficaz e minimizar o sofrimento da população afetada.
Leitura da LZ7 Energia
A interrupção do fornecimento de energia elétrica em Cerro Azul, conforme relatado, é um dos impactos mais imediatos e severos de eventos climáticos extremos como as fortes chuvas. Para a LZ7 Energia, este cenário reforça a importância de sistemas energéticos resilientes e, em um contexto mais amplo, a busca por fontes de energia que possam oferecer maior autonomia e segurança aos consumidores, como a energia solar. Embora a energia solar fotovoltaica não seja uma solução imediata para interrupções causadas por danos na rede de distribuição principal, sistemas com armazenamento (baterias) podem oferecer uma camada de segurança e continuidade em situações de emergência, garantindo o funcionamento de equipamentos essenciais em residências e comércios. A vulnerabilidade da infraestrutura existente diante de fenômenos naturais extremos sublinha a necessidade de investimentos contínuos em modernização e diversificação da matriz energética, visando maior estabilidade e menor dependência de uma única fonte ou sistema de distribuição centralizado.
Fonte: Tribuna do Norte — Campos Gerais — matéria original publicada em tnonline.uol.com.br. Imagens e vídeos: Tribuna do Norte — Campos Gerais. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
