A partir de 27 de agosto, uma significativa mudança regulatória entrou em vigor na Grã-Bretanha, legalizando a compra e instalação de kits solares plug-and-play com capacidade de até 800W. A decisão, anunciada pelo governo do Reino Unido, promete gerar uma economia de até 110 libras (aproximadamente 150 dólares) por ano para as famílias, além de cobrir até 20% do consumo médio de eletricidade de uma residência.
Novas Regras Facilitam Acesso à Energia Solar
A principal novidade é que os consumidores na Grã-Bretanha agora podem instalar um sistema solar de até 800W por conta própria, sem a exigência de contratar um instalador certificado. Esta flexibilização regulatória não se aplica, no entanto, às residências na Irlanda do Norte, que possui um regime legal distinto. A medida foi possível graças a emendas nas regulamentações britânicas de plugues, tomadas e segurança elétrica, que até então dificultavam a adoção de painéis solares plug-and-play no país.
Embora a tecnologia plug-and-play já seja amplamente utilizada em mercados europeus como a Alemanha, as antigas regulamentações britânicas haviam impedido sua disseminação no Reino Unido. Para auxiliar os consumidores, o Energy Saving Trust do Reino Unido já divulgou informações e orientações sobre o uso desses painéis. Adicionalmente, o governo britânico removeu a necessidade de solicitar permissão de planejamento para a instalação de painéis solares plug-and-play na Inglaterra, enquanto Escócia e País de Gales mantêm suas próprias regras de planejamento.
Apoio do Varejo e da Indústria
A mudança regulatória foi bem recebida por grandes varejistas do Reino Unido, muitos dos quais já estavam em consulta com o governo desde que o compromisso com o solar plug-and-play foi anunciado em março de 2026. Espera-se que muitos desses varejistas comecem a oferecer os produtos imediatamente ou em um futuro próximo.
“Estamos muito satisfeitos em poder oferecer painéis solares plug-and-play para nossos clientes agora”, declarou Graham Biggart, diretor administrativo da Argos, uma varejista de catálogo, em um comunicado de imprensa do governo do Reino Unido.
Um porta-voz da Screwfix, varejista de ferramentas e ferragens, informou à PV Magazine que a empresa planeja disponibilizar painéis solares plug-and-play aos clientes no outono (primavera no hemisfério sul). John Boumphrey, gerente nacional da Amazon, confirmou que a gigante do varejo online distribuirá produtos solares plug-and-play para consumidores britânicos. Outras grandes varejistas, como Currys e Wickes, também planejam incluir linhas de produtos solares em seus catálogos.
Repercussão na Indústria Solar
Líderes da indústria solar saudaram a mudança. Chris Hewett, CEO da Solar Energy UK, destacou o impacto positivo da legalização dos painéis plug-and-play:
“Tornar o solar plug-and-play legal trará energia barata e limpa para residências que antes não conseguiam acessar esses benefícios.”
Apesar do avanço para os painéis solares, a mudança regulatória não abrange dispositivos de armazenamento de bateria plug-and-play. Contudo, Jason Howlett, CEO da Energy Storage Association (ESA), informou à PV Magazine que a ESA está em discussões com o Departamento de Segurança Energética e Emissão Zero sobre uma revisão completa de segurança para baterias plug-and-play. Esta revisão faz parte de um estudo em andamento que avaliará diferentes produtos de bateria plug-and-play e auto-instaláveis disponíveis globalmente.
“Embora a associação apoie de todo o coração a introdução segura de dispositivos plug-and-play de ‘varanda’, mais trabalho é necessário, particularmente em padrões de segurança”, observou Howlett.
As regulamentações britânicas para armazenamento de bateria estabelecem um alto padrão para instaladores, favorecendo fortemente instalações externas e exigindo verificações de fiação e unidades de consumo. Possíveis padrões para baterias plug-and-play e seu impacto nos circuitos domésticos estão atualmente sob investigação.
O que isso significa para a região
A decisão do Reino Unido de legalizar painéis solares plug-and-play sem a necessidade de um instalador certificado representa um marco importante na democratização da energia solar. Ao simplificar o processo de instalação e reduzir custos, o governo britânico estimula a adoção de fontes de energia limpa em nível residencial, empoderando os consumidores a gerar parte de sua própria eletricidade. Este movimento reflete uma tendência global de busca por soluções energéticas mais acessíveis e sustentáveis, que podem servir de inspiração para outras nações, incluindo o Brasil, no desenvolvimento de políticas que facilitem o acesso à energia solar distribuída.
Leitura da LZ7 Energia
A legalização de painéis solares plug-and-play no Reino Unido, que permite a autoinstalação de sistemas de até 800W, é um exemplo claro de como a simplificação regulatória pode impulsionar a adoção de energia solar. Para o Norte Pioneiro do Paraná, onde a LZ7 Energia atua, a facilidade de instalação e a redução de custos são fatores cruciais para a expansão da energia fotovoltaica. Embora as regras brasileiras para microgeração distribuída (Resolução Normativa 1.000 da ANEEL) já permitam a instalação de sistemas solares, a necessidade de um profissional habilitado e a tramitação junto à concessionária ainda representam barreiras para alguns consumidores. A experiência britânica sugere que modelos mais simplificados para sistemas de menor porte poderiam acelerar a transição energética e oferecer ainda mais autonomia e economia para os consumidores paranaenses, reduzindo a dependência da rede e os custos com a conta de luz.
Fonte: PV Magazine — Solar global — matéria original publicada em pv-magazine.com. Imagens e vídeos: PV Magazine — Solar global. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
