Moradores do Havaí se preparam para a chegada da Tempestade Tropical Moke, que se move em direção ao arquipélago com previsão de chuvas torrenciais e ventos intensos. A aproximação da tempestade ocorre apenas uma semana após o Furacão Lala, que causou inundações significativas e interrupções generalizadas no fornecimento de energia elétrica na região.

A Tempestade Moke deve passar ao sul da Ilha do Havaí, a maior do arquipélago, entre a noite de sábado e a manhã de domingo (horário local). Embora as projeções indiquem que a tempestade poupará a ilha de um impacto direto potencialmente desastroso, os efeitos indiretos são motivo de preocupação, especialmente porque a região ainda se recupera dos estragos deixados por Lala.

Avanço da Tempestade Moke

No sábado, 22 de agosto de 2026, às 11h no horário padrão do Havaí (21h GMT), a Tempestade Moke estava localizada a aproximadamente 684 quilômetros ao sul de Hilo, uma cidade na costa leste da Ilha do Havaí. A tempestade se deslocava para oeste-noroeste a uma velocidade de 19 km/h. O Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos informou que os ventos máximos sustentados da tempestade atingiam cerca de 85 km/h.

Apesar de não ser esperada uma passagem direta, a trajetória de Moke é acompanhada de perto, pois a ilha ainda sofre com as consequências do Furacão Lala. Meteorologistas alertam para impactos consideráveis, principalmente nas áreas de barlavento e sudeste da Ilha Grande.

This NOAA satellite image taken Saturday, Aug. 22, 2026, shows Tropical Storm Moke advancing towards Hawaii in the Pacific Ocean. (NOAA via AP)
This NOAA satellite image taken Saturday, Aug. 22, 2026, shows Tropical Storm Moke advancing towards Hawaii in the Pacific Ocean. (NOAA via AP)

Impactos e Preparações

O Furacão Lala, classificado como categoria 1, causou inundações severas e deixou cerca de 130.000 consumidores sem energia elétrica em algumas localidades. Em certas áreas, o volume de chuva ultrapassou os 1.000 mm, provocando o transbordamento de rios. Ventos fortes derrubaram postes e linhas de energia, e pelo menos uma pessoa morreu em decorrência da tempestade.

Diante da nova ameaça, o governador do Havaí, Josh Green, e outras autoridades estaduais emitiram um apelo à população para que se preparem. As recomendações incluem o reabastecimento de alimentos, medicamentos e outros itens essenciais antes da passagem de Moke.

“Certamente poderá ter um grande impacto porque já fomos duramente atingidos”, afirmou Green em um comunicado em vídeo. “Estamos pré-posicionando todos os tipos de equipamentos e pessoal adicionais. Também autorizei 100 quartos de hotel para pessoas que não tenham serviços ou proteção e segurança suficientes.”

O governador também informou que, embora a energia tenha sido restaurada na maior parte da Ilha do Havaí após Lala, algumas áreas remotas ainda enfrentam interrupções. A expectativa é que o fornecimento seja totalmente restabelecido até 8 de setembro.

Previsões de Chuva e Trajetória

Após passar pela Ilha do Havaí durante a noite, Moke deve continuar seu caminho para oeste, próximo às ilhas, até a manhã de terça-feira. Casey Oswant, meteorologista do escritório de Honolulu do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, detalhou as projeções:

“Ainda haverá impactos, especialmente nas áreas de barlavento e sudeste da Ilha Grande, mas provavelmente será um pouco mais limitado do que vimos com Lala.”

O Centro Nacional de Furacões prevê que Moke trará entre 130 mm e 250 mm de chuva nas próximas dois dias para as áreas sudeste e de barlavento da Ilha Grande. Algumas áreas isoladas podem registrar volumes ainda maiores, chegando a 380 mm. Na ilha de Maui, especificamente na porção leste, a expectativa é de 76 mm a 150 mm de precipitação, com volumes menores esperados para o restante do arquipélago.

Tempestade Tropical Moke avança sobre o Havaí, intensificando alertas
Foto: Al Jazeera — Internacional

O governador Green alertou que as chuvas intensas provavelmente não terminarão com Moke.

“Todos devem ter muito cuidado”, disse ele. “Esta tempestade será seguida por outra frente de tempestade cerca de uma semana depois, e continuamos a ver os impactos dessas grandes frentes climáticas que atingiram o Havaí.”

A situação exige vigilância contínua e preparação por parte dos moradores e das autoridades locais.

Leitura da LZ7 Energia

A recorrência de eventos climáticos extremos, como as tempestades tropicais Moke e o Furacão Lala no Havaí, ressalta a vulnerabilidade das infraestruturas de energia diante das mudanças climáticas. Interrupções no fornecimento de eletricidade, como as que afetaram 130.000 consumidores e ainda persistem em áreas remotas do Havaí, destacam a importância de sistemas de energia mais resilientes e descentralizados. No Norte Pioneiro do Paraná, embora não estejamos sujeitos a furacões, a instabilidade climática global, com eventos como secas prolongadas ou chuvas torrenciais, pode impactar a rede elétrica. A energia solar, por exemplo, ao permitir a geração distribuída, pode oferecer uma camada extra de segurança e autonomia para residências e empresas, diminuindo a dependência da rede centralizada e os riscos de apagões em cenários de emergência. Investir em fontes de energia renováveis e em infraestruturas adaptadas é crucial para garantir a continuidade do serviço e a segurança energética da população, mesmo em face de desafios climáticos crescentes.

Fonte: Al Jazeera — Internacional — matéria original publicada em aljazeera.com. Imagens e vídeos: Al Jazeera — Internacional. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.