A notícia da morte de duas figuras icônicas, a ativista feminista Gloria Steinem e a lendária cantora country Dolly Parton, em 2026, trouxe à tona uma reflexão profunda sobre o conceito de aposentadoria. Ambas as mulheres, com idades avançadas e carreiras repletas de realizações, permaneceram ativas em suas paixões e compromissos profissionais até os últimos dias, levantando a questão: o trabalho até o fim da vida é uma escolha ou uma imposição?
Um Adeus a Duas Lendas Ativas
Gloria Steinem, uma das vozes mais proeminentes do movimento feminista, faleceu em uma quarta-feira, aos 92 anos. Sua morte ocorreu pouco antes de um evento agendado para o final de setembro, onde seria a palestrante principal em um almoço da Dress for Success, uma organização de desenvolvimento da força de trabalho feminina. O convite para o evento destacava sua participação para compartilhar 'a importância de capacitar as mulheres para criar mudanças significativas'.
Joanie Bily, CEO da Dress for Success Worldwide, expressou em um comunicado enviado à CNBC Make It a profunda admiração pela ativista:
“O compromisso inabalável de Gloria com a igualdade, oportunidade e empoderamento das mulheres ajudou a moldar gerações de agentes de mudança e inspirou inúmeros indivíduos a levantar suas vozes, perseguir suas ambições e desafiar barreiras.”
A organização planeja homenagear a 'vida, legado e impacto' de Steinem no almoço. Conforme a Associated Press, a saúde de Steinem havia declinado recentemente, mas ela não havia divulgado publicamente nenhuma doença, tornando sua passagem repentina para muitos.
Da mesma forma, a incomparável Dolly Parton, aos 80 anos, faleceu em 25 de agosto, após ter revelado problemas de saúde em maio, por meio de um vídeo no Instagram. Na ocasião, ela anunciou o cancelamento de uma residência em Las Vegas, prevista para setembro, afirmando precisar de mais tempo para se recuperar, mas assegurou aos fãs que continuava trabalhando. Seu empresário de longa data, Danny Nozell, confirmou em um comunicado à imprensa em 26 de agosto que Parton 'trabalhou até o dia em que morreu', envolvida em diversos projetos, incluindo uma cinebiografia e um documentário musical, e que ela garantiu que esses projetos seriam deixados em mãos confiáveis.

Aposentadoria: Escolha Pessoal ou Necessidade Financeira?
Steinem e Parton, ambas bem além das idades tradicionais de aposentadoria (entre 66 e 67 anos nos EUA para benefícios integrais da Previdência Social, dependendo do ano de nascimento, e aumentando para cada ano de atraso até os 70), representam milhões de americanos que, por diversas razões, continuam a trabalhar mesmo após poderem se aposentar. Para alguns, essa continuidade é uma escolha, impulsionada por paixão e propósito. Para outros, no entanto, é uma necessidade.
Uma pesquisa de Confiança na Aposentadoria de 2026, realizada pelo Employee Benefit Research Institute (EBRI), revelou que cerca de 41% dos aposentados que ainda trabalham afirmam precisar do dinheiro para sobreviver. A pesquisa entrevistou 1.045 aposentados em janeiro, com uma margem de erro de mais ou menos 3 pontos percentuais.
Embora os detalhes de suas situações financeiras pessoais não sejam conhecidos, é provável que Parton e Steinem, dadas suas carreiras consagradas, não estivessem trabalhando por necessidade financeira. Ambas reduziram o ritmo em seus últimos anos, mas continuaram a dar entrevistas, fazer aparições e perseguir suas paixões criativas.
Danielle Robay, apresentadora dos podcasts 'Question Everything' e 'Bookmarked', e bolsista da Fundação Gloria Steinem, comenta:
“Com pessoas como Gloria e Dolly, não tenho certeza se 'trabalho' captura toda a história. Quando seu trabalho está tão intimamente conectado ao seu propósito, criatividade, relacionamentos e forma de entender o mundo, continuar pode não parecer uma obrigação. Pode parecer estar plenamente vivo.”
Essa perspectiva se alinha com a de milhões de aposentados que permanecem na força de trabalho por razões não monetárias. A pesquisa do EBRI indica que 91% dos aposentados que trabalham o fazem para se manterem ativos e envolvidos, e 85% afirmam trabalhar porque gostam.
Kelly Klingaman, planejadora financeira certificada em Austin, Texas, observa que suas clientes, majoritariamente mulheres millennials, compartilham um sentimento semelhante e 'não querem se afastar completamente do trabalho'. Ela sugere que isso reflete uma mentalidade ambiciosa:
“Não há muitas mulheres que fizeram o que elas fizeram antes delas, e é difícil para elas imaginar recuar completamente quando têm a chance de inspirar outras mulheres a seguir um caminho semelhante em sua indústria.”

A Independência Financeira como Meta
Independentemente das razões para permanecer na força de trabalho, muitos americanos prefeririam que o trabalho na velhice fosse uma escolha, não uma necessidade. Scott Boyles, também planejador financeiro certificado em Austin, ressalta:
“Chegar ao ponto em que 'trabalhar é opcional' é a ideia de aposentadoria. Se você gosta do que faz, quer iniciar outra carreira, ser voluntário, consultor ou até mesmo abrir um negócio bem depois dos 70, isso é ótimo. O plano financeiro deve lhe dar a liberdade de tomar essa decisão.”
Para Boyles, a chave para essa liberdade é focar menos em uma idade de aposentadoria e mais em calcular o custo real de financiar a vida. Isso implica estimar despesas (custos de vida, dívidas restantes, contas médicas futuras) e compará-las com a renda esperada da Previdência Social, saques de contas de aposentadoria e outras fontes de renda. 'Uma vez que você sabe esse número, pode começar a construir a independência financeira em vez de um aniversário arbitrário', afirma.
A independência financeira, nesse contexto, significa ter poupanças, investimentos e renda não proveniente do trabalho suficientes para cobrir as despesas sem um salário regular. O montante necessário varia amplamente, dependendo do local de residência, da idade de aposentadoria desejada e do estilo de vida. Por exemplo, aposentar-se no Havaí aos 65 anos pode exigir cerca de US$ 2,2 milhões em poupança, de acordo com uma estimativa de janeiro do GoBankingRates, que considera a renda esperada da Previdência Social e os gastos essenciais.
Alcançar esse objetivo pode exigir sacrifícios na juventude, e investir cedo faz uma grande diferença devido aos juros compostos. Boyles adverte que 'gastar US$ 10.000 extras hoje não são apenas US$ 10.000', mas o que esse valor poderia se tornar se investido por 20 ou 30 anos. Além disso, problemas de saúde podem impedir o trabalho pelo tempo planejado. 'Não significa que você não possa aproveitar sua vida enquanto é jovem. É apenas bom entender como suas decisões hoje podem impactar seu futuro', conclui.
O Que Isso Significa para a Região
A discussão sobre a aposentadoria e a independência financeira, embora focada no contexto americano, ressoa profundamente no Norte Pioneiro do Paraná. Assim como nos Estados Unidos, muitos brasileiros sonham com a liberdade de escolher quando e como se aposentar, ou de continuar trabalhando por paixão, e não por necessidade. A realidade econômica, no entanto, muitas vezes impõe desafios significativos. A capacidade de planejar um futuro financeiro sólido, que permita essa escolha, está intrinsecamente ligada à gestão dos custos de vida, incluindo as despesas com energia.
Para os moradores do Norte Pioneiro, a busca pela independência financeira pode ser otimizada com a adoção de soluções que reduzam os gastos fixos. A energia solar, por exemplo, surge como uma alternativa viável para diminuir significativamente a conta de luz, liberando recursos que podem ser direcionados para poupança, investimentos ou para a realização de sonhos que garantam uma aposentadoria mais tranquila e com mais escolhas. Ao investir em energia limpa, as famílias não apenas contribuem para a sustentabilidade ambiental, mas também fortalecem sua própria segurança financeira a longo prazo, aproximando-se do ideal de 'trabalhar por escolha, não por obrigação'.
Leitura da LZ7 Energia
A discussão sobre a aposentadoria e a independência financeira, embora focada no contexto americano, ressoa profundamente no Norte Pioneiro do Paraná. Assim como nos Estados Unidos, muitos brasileiros sonham com a liberdade de escolher quando e como se aposentar, ou de continuar trabalhando por paixão, e não por necessidade. A realidade econômica, no entanto, muitas vezes impõe desafios significativos. A capacidade de planejar um futuro financeiro sólido, que permita essa escolha, está intrinsecamente ligada à gestão dos custos de vida, incluindo as despesas com energia. Para os moradores do Norte Pioneiro, a busca pela independência financeira pode ser otimizada com a adoção de soluções que reduzam os gastos fixos. A energia solar, por exemplo, surge como uma alternativa viável para diminuir significativamente a conta de luz, liberando recursos que podem ser direcionados para poupança, investimentos ou para a realização de sonhos que garantam uma aposentadoria mais tranquila e com mais escolhas. Ao investir em energia limpa, as famílias não apenas contribuem para a sustentabilidade ambiental, mas também fortalecem sua própria segurança financeira a longo prazo, aproximando-se do ideal de 'trabalhar por escolha, não por obrigação'.
Fonte: CNBC — Economia global — matéria original publicada em cnbc.com. Imagens e vídeos: CNBC — Economia global. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
