O candidato ao Senado pelo Paraná, Dr. Rosinha (PT), foi o primeiro entrevistado na sabatina promovida pela Tribuna do Norte e pelo portal TNOnline, onde abordou uma série de temas cruciais para o estado. Durante a conversa, o ex-parlamentar e médico defendeu a regionalização do atendimento médico, criticou o que chamou de distanciamento dos atuais senadores Sergio Moro e Oriovisto Guimarães da população paranaense, e reforçou o alinhamento de suas propostas com o governo do presidente Lula.
Dr. Rosinha destacou sua trajetória política e experiência, incluindo sua atuação no Mercosul, para apresentar soluções para áreas como infraestrutura, saúde, agricultura, segurança pública e política internacional, com foco nos interesses do Paraná e na redução da polarização política.
Motivação e Cenário Político
Questionado sobre o que o motivou a retornar a uma disputa direta pelo Senado Federal, Dr. Rosinha mencionou sua história política e o cenário de polarização no Brasil. Ele apontou a ascensão da extrema direita radicalizada e a defesa da democracia como fatores determinantes.
Boa parte do povo do Paraná sabe da minha história política parlamentar. Desde o golpe contra a Dilma, vem ocorrendo uma polarização muito preocupante na política brasileira. De um lado, coloca-se a extrema direita radicalizada, construindo o ódio; do outro lado, as pessoas que defendem a democracia, uma vez que Bolsonaro tentou um golpe. Com a minha história política e com esse cenário polarizado, ao receber o convite do PT e dos partidos aliados, entendi que poderia contribuir para o debate político, para diminuir essa polarização e, sendo eleito, contribuir com o Paraná não só na política, mas na questão estrutural. Até porque quero ser o senador do Paraná junto com a Gleisi e no governo do Lula.
Dr. Rosinha (PT)
O candidato ressaltou a importância de contribuir com o Paraná tanto na política quanto na questão estrutural, alinhando-se à governança federal.
Pautas para o Interior e Críticas à Infraestrutura
Ao abordar as pautas do interior do estado, Dr. Rosinha descreveu-as como diversificadas e regionalizadas, mas identificou temas gerais como infraestrutura, saúde, educação e segurança pública. Ele criticou a falta de cumprimento de promessas de infraestrutura que, segundo ele, se arrastam há mais de 30 anos.
Em particular, o candidato mencionou a concessão de rodovias feita na gestão de Jaime Lerner, que previa a duplicação de várias estradas, incluindo a BR-277, o que, para ele, nunca aconteceu.

Saúde: Regionalização e Consórcios
Na área da saúde, Dr. Rosinha, que é médico, defendeu a regionalização do atendimento para evitar o transporte arriscado de pacientes pelas rodovias. Ele lamentou acidentes graves decorrentes dessa prática, citando um caso recente que resultou em 23 mortes.
Na questão da saúde, nós entendemos que o nosso Estado nunca se preocupou em regionalizar o atendimento e continua estimulando o transporte de pacientes. Isso tem causado acidentes graves, como na semana passada, matando 23 pessoas. O Paraná não precisa transportar essas pessoas.
Dr. Rosinha (PT)
Sobre a sobrecarga do SUS, ele explicou que, embora o Paraná esteja bem atendido na alta complexidade, a média complexidade é o que gera o problema do transporte. Sua proposta é fortalecer a regionalização e incentivar a criação e melhoria de consórcios intermunicipais de saúde.
O SUS é pactuado entre União, estados e municípios. Sobre a alta complexidade, eu creio que o Paraná está bem atendido. Nós temos muitos serviços de alta complexidade regionalizados no Estado. A média complexidade é que cria o problema do transporte que eu falei. Tem que ter a regionalização, e os municípios têm que trabalhar na construção de consórcios. Nós já temos vários consórcios, mas precisamos melhorar os existentes e construir mais alguns, para que a população não fique transitando em estradas perigosas.
Dr. Rosinha (PT)
Segurança Pública e Feminicídio
No âmbito da segurança pública, o candidato criticou a demora do Paraná em aderir ao pacto contra o feminicídio proposto pelo governo federal. Segundo ele, o estado assinou o pacto apenas recentemente, sob pressão da oposição, e nesse período, o número de feminicídios no Paraná aumentou 17%, enquanto no restante do Brasil diminuiu.
Agricultura: Agronegócio e Familiar
Na região do Vale do Ivaí, que concentra tanto grandes produtores rurais quanto pequenos agricultores, Dr. Rosinha detalhou suas propostas para incentivar ambos os setores. Ele afirmou que o agronegócio tem sido bem atendido pelo governo federal e apresentou dados sobre investimentos federais no Paraná.
- Orçamento total do Poder Executivo no Paraná (este ano): R$ 80 bilhões
- Orçamento fiscal em quatro anos no Paraná: R$ 183 bilhões
- Investimento do governo federal no Paraná: R$ 328 bilhões (quase o dobro do orçamento fiscal estadual)
- Crédito rural: R$ 167 bilhões
Como senador, ele prometeu se reunir com os setores produtivos para discutir investimentos e necessidades, defendendo tanto a agricultura familiar e a agroecologia quanto a manutenção e expansão das grandes empresas do agronegócio.
Experiência no Mercosul e Política Internacional
Com sua experiência como presidente do Parlamento do Mercosul, Dr. Rosinha defendeu que a política internacional deve ser feita com base nos interesses da nação, e não em ideologias. Ele citou a Argentina como exemplo, criticando a postura do presidente Milei.
Política internacional não se faz com ideologia. Você faz a política internacional com os interesses da nação. Por exemplo, a Argentina é um dos maiores importadores do Brasil. E o Milei, o que ele está fazendo? Ele está fazendo política exterior com ideologia e com ódio. Ele está completamente errado em fazer isso.
Dr. Rosinha (PT)
Ele também abordou a questão das fronteiras, propondo acordos bilaterais de saúde para municípios fronteiriços, como os da divisa com o Paraguai, que se queixam do grande número de pessoas não residentes atendidas pelo SUS. A ideia é estabelecer a forma de compensação por esses serviços.
Críticas aos Atuais Senadores do Paraná
Dr. Rosinha concordou com as críticas de distanciamento da população aos atuais senadores Sergio Moro e Oriovisto Guimarães. Ele afirmou que ambos não aparecem para ouvir empresários ou trabalhadores do estado e não têm atuação em nível de fronteira.
Eu concordo, em absoluto. O Sergio Moro e o Oriovisto sequer aparecem para ouvir os empresários paranaenses ou os trabalhadores do nosso Estado, que têm as suas organizações. Eles não têm nenhuma atuação em nível de fronteira. Aliás, o Moro não conhece o Paraná e nem o povo do Paraná. É uma nulidade. Vai para Cascavel e diz que foi visitar a Santa Casa de Cascavel, sendo que Cascavel não tem Santa Casa. Ele vai a Paranaguá e não sabe que quem nasce em Paranaguá é parnanguara; ele pensa em parnanguara e chama de 'índio', de tribo de índio. Eu vou trabalhar de forma completamente diferente deles. Vou trabalhar ouvindo os municípios, ouvindo as autoridades paranaenses, sejam municipais ou estaduais, e a população que mora aqui. A população vai votar em mim, eu não posso virar as costas. Há demandas populares que levarei para o Congresso Nacional e farei a disputa para que sejam atendidas.
Dr. Rosinha (PT)
O candidato prometeu uma atuação diferente, ouvindo municípios, autoridades e a população, levando as demandas populares ao Congresso Nacional.
Considerações Finais e Apoios
Em suas considerações finais, Dr. Rosinha destacou os avanços do governo Lula, como a diminuição da inflação, redução do desemprego e crescimento da economia, comparando o preço da gasolina e do gás de cozinha com o governo anterior. Ele mencionou os recursos federais enviados ao Paraná, como R$ 1 bilhão investido na Farmácia Popular apenas no ano passado.
No cenário estadual, ele declarou apoio a Requião Filho para governador e criticou o atual governador, Ratinho Jr., pela privatização da Copel e Sanepar, que, segundo ele, encareceram a energia e a água, além da entrega de escolas públicas à iniciativa privada.
O recado principal é que, com o Lula, o Brasil diminuiu a inflação, reduziu o desemprego e a economia cresceu. Compare o preço da gasolina e do gás de cozinha hoje com o governo anterior e veja que seu bolso está melhor. O Paraná recebeu muitos recursos federais, como R$ 1 bilhão investido na Farmácia Popular só no ano passado. Aqui no Estado, apoio o Requião Filho para governador. O atual governador, Ratinho, mentiu: disse que não ia privatizar a Copel e privatizou, deixando a energia mais cara e com falhas. Privatizou a Sanepar e encareceu a água. Entregou escolas públicas para a iniciativa privada ganhar dinheiro. Por isso, peço o voto para nós, para mim (132) e para a Gleisi (131) no Senado, para defendermos as pautas do governo Lula no Congresso. Muito obrigado à Tribuna do Norte pela oportunidade.
Dr. Rosinha (PT)
Leitura da LZ7 Energia
As declarações de Dr. Rosinha sobre a privatização da Copel e o consequente aumento da energia e falhas no serviço ressoam diretamente com as preocupações dos consumidores do Norte Pioneiro do Paraná. A questão da energia elétrica, seus custos e a qualidade do fornecimento são temas de grande relevância para a população e para o desenvolvimento econômico da região. A LZ7 Energia, atuando com soluções de energia solar, observa que a busca por alternativas energéticas eficientes e mais econômicas, como a solar fotovoltaica, ganha força em um cenário onde os custos da energia tradicional são um ponto de debate e crítica. A discussão sobre a gestão das concessionárias e o impacto nas tarifas de consumo sublinha a importância de um setor energético robusto e acessível, impulsionando a demanda por fontes renováveis e a autossuficiência energética para residências e empresas.
Fonte: Tribuna do Norte — Campos Gerais — matéria original publicada em tnonline.uol.com.br. Imagens e vídeos: Tribuna do Norte — Campos Gerais. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
